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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Fim da Copa das Confederações: manifestação no Rio fecha o mês com os maiores protestos dos últimos trinta anos


Na plenária do dìa 25/06, com mais de 2mil presentes no largo do São Francisco, foram aprovadas ao fim da plenária duas manifestações na final da Copa das Confederações: uma na parte da manhã e outra antes do jogo. O que não ficou claro para todos os presentes foi que a divisão das manifestações foi uma tática usada pelo PSOL e pelo PSTU para eles não se comprometerem com o ato de tarde, onde com certeza as chances de confronto com a polícia seriam muito mais altas.
Por isso, na parte da manhã, o ato do Comitê Popular da Copa, organizado pelo o PSOL, PSTU e algumas ONGs, teve cerca de 5 mil pessoas, mas se limitou a ir da Praça Saens Peña para a Praça Afonso Pena (na direção oposta ao Maracanã).
A ironia da história é que o PSTU e o PSOL, que nunca deram muito valor às reuniões do Fórum contra o Aumento, se aproveitaram da popularidade e do trabalho dele pra esvaziarem o ato de tarde e dividirem a manifestação do próprio Fórum!
Já na parte da tarde, estavam presentes entre 3mil e 5 mil pessoas, essas convocadas pelo Fórum contra o Aumento e as organizações que participam dele desde o início, como MEPR e nós do CL, além da FIST, FARJ, UNIPA, LBI, ex-militantes do MEP e outros grupos da esquerda não eleitoreira. Também havia alguns setores de direita antipartido, que dessa vez não tiveram coragem de fazer provocações porque eram minoria. Esse foi o ato que conseguiu ir até o entorno do Maracanã.
Saimos da Saens Penha as 17h30. Chegando na São Francisco Xavier, no cruzamento com a Avenida Maracanã, já no horário do jogo, não conseguimos avançar devido ao cerco de toda a tropa de choque e da força nacional de segurança. Até então, a PM comum tinha acompanhado o ato e tentou intimidar os manifestantes tentando revistas as mochilas durante a concentração. Durante todo o percurso também havia cinco helicópteros da PM.
Tudo indicava que a PM deixou o ato avançar até lá pra montar uma armadilha, cercando os manifestantes por todos os lados na região do cruzamento da Rua São Franciso Xavier com a Av. Maracanã. O choque fez um cerco nas principais saidas, em forma de U, que deixou a situação ainda mais tensa.


Não havia correlação de forças mas, infelizmente, depois de 10 minutos já parados em frente à tropa absurdamente desproporcional, algumas pessoas começaram a jogar paus e outras coisas contra o Choque e a Força Nacional que bloqueavam a Avenida Maracanã. A partir daí foi o confronto mais covarde da PM contra o movimento.
Havia muitos policias em todas as saídas, e em um dado momento ficamos presos na rua Barão de Mesquita ao lado do Colégio Militar, cercados nas três saídas da rua, com o choque atirando bombas de efeito moral, bala de borracha e bombas de gás mais fortes que o normal, e nós não tínhamos pra onde correr. Foi quase um massacre.
Quem conseguiu sair, foi porque tentou furar o bloqueio da Barão de Mesquita no sentido de volta à Praça Saens Peña porque tinha menos policial. Levantavamos as mãos e mesmo assim o choque, de sacanagem, atirou na gente com bombas de efeito moral a menos de 5 mentros sem qualquer necessidade e por pura diversão e revanchismo.
Mas conseguimos voltar pra Praça Saens Peña. Um professor da rede estadual levou um tiro de bala de boracha acima do olho. Ficamos sabendo lá de um outro grupo que foi cercado pelo Choque e pela Força Nacional na praça Vanhargen. Foi tenso, até os advogados da OAB foram atingidos. O gás dessa vez era tão forte que foi sentido até por quem estava no estádio.
Resultado: o PSOL e o PSTU foram oportunistas e covardes por racharem os atos. A polícia claramente nos deixou seguir até o ultimo cerco pra depois nos atacar, esperando que alguém provocasse. Foi um show de arbitrariedades da PM armada com bombas mais fortes e organizados estrategicamente para nos cercar. Dessa vez toda a midia estava voltada pro jogo da final, e mesmo assim, tivemos mais visibilidade que o ato da manhã.
Ainda houve protestos contra a privatização do maracanã dentro do estádio, feito por dançarinos da apresentação da final, e foram reprimidos pela FIFA. Também teve um dançarino que protestou contra a cura gay.
Fechamos esse mês da Copa com luta contra 6 mil PMs do Choque e da Força Nacional, enquanto os coxinhas da direita, o PSOL e o PSTU assistiam a um jogo em que o Brasil (que estava medíocre nos outros jogos) ganhou de 3 a 0 da Espanha, que tem um nível técnico muito superior atualmente (tirem suas próprias conclusões...).
Para o movimento dos trabalhadores, a tarefa agora intervir para o avanço da consciencia política classista nas milhares de pessoas novas que apareceram nas manifestações de junho, e ajudar elas a se organizarem permanentemente nos sindicatos, grêmios, CAs, movimento sem-teto e grupos de esquerda. Assim, podemos manter uma mobilização muito maior do que a que estava acontecendo nos últimos anos.
Por isso chamaos aos camaradas que começaram agora a participar do movimento, ou se já está na luta há mais tempo, e quer conhecer uma perspectiva comunista revolucionária, entre em contato com a gente do Coletivo Lênin!

Em breve fecharemos o balanço completo dessa jornada de lutas e mobilizações históricas de junho.

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