QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

domingo, 28 de julho de 2013

Autocrítica sobre a avaliação de golpe iminente (21/06/2013)

Na nossa declaração do dia 21/06/2013, ao analisar a guinada de direita nas manifestações, cometemos um erro sério, que afetou toda a declaração: nós falamos como se um golpe contra o governo do PT fosse iminente.

Obviamente, foi uma caracterização impressionista (ou seja, baseada nas impressões causadas pelo ato de quinta, dia 20/06/2013, mas sem base numa análise concreta da realidade). A burguesia brasileira não descarta a possibilidade de um golpe, por causa das suas diferenças com o PT, que se enraízam na base social do partido. Negamos a tese, defendida pelo PSTU, de que não existem diferenças sociais e políticas entre o PT e a direita tradicional. Essa tese leva à política oportunista, defendida pelo PSTU, de apoiar todo e qualquer movimento contra o PT, já que nada poderia ser pior que o governo.
 
Porém, na conjuntura atual, a hipótese de golpe é remota, pois não é defendida pela grande maioria da burguesia brasileira, que tem privilegiado a tática de arrancar concessões do PT (até porque o PT cede todas as vezes em que é pressionado pela burguesia tradicional, como com a isenção de impostos para as empresas para bancar a anulação do aumento, obras multimilionárias para a copa e olimpíadas, remoções para aumentar a especulação imobiliária, etc.). 

O golpe só se tornaria a tática dos setores hegemônicos da burguesia caso fosse preciso derrotar o movimento de massas, na situação em que houvesse um ascenso generalizado de lutas, com uma política claramente de esquerda, No entanto, atualmente, isto não é o caso.

P.S.: O Coletivo Lenin já havia mencionado em outras postagens o erro explicado na nota acima, mas por conta da grande demanda dos atos e outros movimentos que ocorreram nas últimas semanas, somada a algumas dificuldades de organização interna, não conseguimos publicar a nota acima mais cedo. Pedimos desculpas ao leitores e agradecemos a compreensão.
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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dia da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha: derrotar o imperialismo, o machismo e o racismo!


Elas estiveram presentes em todas as lutas. Organizaram os quilombos e cimarrones durante a escravidão, algumas estiveram à frente de levantes de escravos, como a Revolta dos Malês. Organizaram sindicatos, foram o componente principal das lutas por moradia e associações de moradores no Brasil. E, mesmo assim, têm sido apagadas pela história e jogadas para segundo ou terceiro plano nas organizações.

Por isso, o 25 de julho foi transformado numa data de memória e luta, no I Encontro de Mulheres Afro-Latinoamericanas e Afro-Caribenhas, em 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana. Isso foi necessário porque as mulheres negras da América Latina e do Caribe, triplamente oprimidas, pelo imperialismo, machismo e racismo, foram também marginalizadas dentro dos próprios movimentos sociais.

No caso do Brasil, o movimento sindical começou entre os trabalhadores imigrantes, enquanto os negros eram expulsos do mercado de trabalho. E, então, era um movimento principalmente branco que, por muito tempo, não se importou com a questão racial. Dentro da CUT e do sindicalismo em geral, essa discussão só começou a se fortalecer na década de 1990.

No próprio movimento de mulheres, mesmo quando ele era organizado por local de moradia, o problema do racismo era pouco discutido, principalmente por influência do antigo PCB que ignorava o assunto, quando não dizia que ele "dividia os trabalhadores", ao contrário de outros partidos, mesmo stalinistas, que lutavam pelos direitos civis dos negros, como o PC americano.

Ao mesmo tempo, o movimento negro, que deu um salto organizativo no Brasil a partir de 1978, com a formação do MNU, não conseguiu romper com o machismo estrutural e, naquela época, poucas vezes levantava as reivindicações específicas das mulheres negras. O mesmo com os movimentos feministas, que se reorganizaram na mesma época no país, com uma forma de funcionamento baseada no padrão de vida das mulheres de classe média e brancas (coletivos organizados nas universidades, discussão acadêmica etc).

Por isso, foi necessária a organização autônoma das mulheres negras, que se espalhou com mais força na década de 1980, geralmente enraizada nas associações de moradores, principalmente das favelas.

Naquele momento, a luta das mulheres negras, como parte da luta da classe trabalhadora, exigia serviços públicos de qualidade, como creches, postos de saúde e escolas públicas. Desde aquele momento começou a denúncia contra os estereótipos racistas e machistas nos meios de comunicação (a visão da mulher negra como objeto sexual, "mulata exportação", "da cor do pecado", que inclusive se estende às travestis negras).

Essa era a época da hegemonia do PT nos movimentos e, tragicamente, o giro do PT à direita aconteceu junto com a aceitação da luta institucional como o único horizonte dos movimentos. Hoje, a maioria das antigas organizações de mulheres negras se transformaram em ONGs. Como as ONGs são financiadas ou pelo Estado ou por empresas, elas não têm independência para lutar até o final contra quem mais se beneficia do machismo e do racismo: o próprio Estado e as grandes empresas!

Para isso, influi também uma concepção que nós criticamos na luta contra o machismo, o racismo e a homofobia: o setorialismo. O setorialismo é uma prática que torna cada movimento de luta contra as opressões específicas um fim em si mesmo. Ao ver cada opressão específica como o único problema a ser resolvido, o setorialismo impede esses movimentos de criarem raízes onde as massas se organizam: os sindicatos, movimentos populares e estudantis.

Por isso, nós defendemos que as lutas contra o machismo, o racismo e a homofobia sejam travadas dentro dos movimentos da classe trabalhadora, com a perspectiva de uma nova forma de sociedade em que seja possível cortar pela raiz as fontes de todo tipo de discriminação: o socialismo.

A experiência das revoluções russa e chinesa, cubana e nicaraguense mostram que grandes avanços sociais só podem acontecer com a participação das mulheres e a destruição das estruturas e setores sociais que mantém o racismo e o machismo. Ao mesmo tempo, as limitações dessas revoluções mostram a necessidade da luta permanente pela libertação das mulheres e negros, que só pode se completar no socialismo. Essa ligação entre as lutas das mulheres e o antiimperialismo está presente hoje, na Venezuela, na Bolívia, no Paraguai, no Haiti, onde quer quer o imperialismo americano ou o subimperialismo brasileiro estejam atacando as condições de vida dos povos.

Com o tempo, a autoorganização das mulheres negras conseguiu algumas mudanças parciais (que ainda são aquém do necessário) dentro dos movimentos sindical, feminista e negro. Hoje em dia, por exemplo, campanhas contra a violência policial contra os jovens negros, a demonização das religiões de matriz africana pelos fundamentalistas cristãos e contra a terceirização (que afeta principalmente mulheres e negros) são feitas por militantes todos os movimentos, apesar dos burocratas que sempre tentam dividir a luta.

A feminista socialista americana Clara Fraser deu uma grande contribuição à teoria da revolução permanente ao mostrar que as mulheres da classe trabalhadora, principalmente as negras e lésbicas são o elo de união entre o movimento dos trabalhadores e as lutas contra as opressões específicas e podem ser a ponte para a radicalização revolucionária, se continuarem lutando até o fim pelas suas reivindicações, que não podem ser integralmente atendidas pela classe dominante.

Hoje em dia, temos que continuar essa luta. Temos que levantar as bandeiras formuladas pelo movimento de mulheres negras. Acima de tudo, temos que lutar pela presença cada vez maior de mulheres negras na base e na direção dos movimentos sociais e das organizações revolucionárias.

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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Repressão policial no Dia Nacional de Lutas no Rio

Aqui no Rio de Janeiro, não aconteceram grandes greves, como em outras cidades, o que realmente parou foi parte do setor público (professores estaduais, universidades etc). A responsabilidade é das centrais e dos sindicatos, principalmente do ramo dos transportes, que voltaram atrás e desmarcaram as atividades que estavam planejando. 

Para nós, a explicação desse boicote é a seguinte: o Rio é a cidade mais afetada pelos megaeventos e, aqui, as mobilizações foram as mais radicalizadas, chegando ao auge da ocupação da ALERJ no dia 17/06. Por isso, os pelegos da CUT, CTB, Força Sindical, NCST etc acharam melhor não fazer uma greve que poderia sair do controle deles. 

Mesmo assim, o ato no final da tarde foi muito importante, contanto com cerca de 10 a 15 mil pessoas. Isso confirma uma tendência ao ascenso, desde que as mobilizações derrotaram os aumentos e a direita deixou de tentar influenciar as manifestações. 

Por isso, o ato teve a participação principal dos trabalhadores organizados nos sindicatos, com as palavras de ordem da esquerda, pela desmilitarização da polícia, pela estatização do sistema de transportes, contra as chacinas nas comunidades e as remoções. 

Mais uma vez, a polícia racista de Sérgio Cabral atacou essa manifestação, se colocando contra o movimento organizado dos trabalhadores. Quase no final da Av. Rio Branco, por causa de algum incidente envolvendo o Black Block, provavelmente com algum infiltrado policial lá dentro, começou a porradaria, que se estendeu até o final da passeata. 

Os pelegos da direção da CUT (PT e PCdoB) resolveram encerrar a manifestação. Pra piorar, ainda repetiram o discurso da Rede Globo, chamando os manifestantes que estavam resistindo de "vândalos e baderneiros e arruaceiros". Inclusive, a DS, da """esquerda""" do PT, depois chegou a exigir que a ABIN investigue o Black Block (!!!), mostrando o seu caráter de corrente traidora.

Depois da dispersão do ato, uma coluna de mais ou menos mil pessoas seguiu até o Palácio Guanabara, enfrentando uma repressão policial absurda, com direito até a Caveirão e canhão de água (os manifestantes fizeram uma paródia da música do Olodum: "tá com sede?/ bebeu água?/ olha olha olha a água mineral/ no cu do Cabral/ você vai ficar legal!").

Mesmo assim, não tem um dia no Rio de Janeiro mais sem alguma manifestação. No sábado, foi a vez do ato/escracho/zoação no casamento de Beatriz Perissé Barata, neta de Jacob Barata, dono de empresa de ônibus. Deve ter sido o ato mais engraçado da história, sob a revolucionária palavra de ordem "Pego ônibus lotado, me dá um bem-casado!"

Estamos felizes de nem ser mais possível acompanhar tantas manifestações que estão acontecendo. O próximos passos que vamos dar, e que convidamos todxs a participarem com a gente, vão ser 

1) Reunião da Plenária Contra o Aumento, no IFCS, na terça-feira às 18h. O primeiro ponto de pauta vai ser sobre a organização do Fórum, e estamos defendendo uma proposta com os companheiros da Oposição Operária, de organizar o Fórum nos locais de moradia, trabalho e estudo, com caráter permanente.

2) Preparar na UFRJ e na categoria bancária (onde estamos atuando) o novo Dia Nacional de Lutas, que vai ser em 30 de agosto. Dessa vez, temos que garantir assembleias no máximo de sindicatos, pra organizar a luta. Não vamos deixar os pelegos impedirem a gente de fazer uma greve geral na cidade.
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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Fórum contra o aumento no Rio organiza a participação no dia nacional de lutas e discute como se organizar

A plenária de terça (09/07) aconteceu dentro do IFCS, teve aproximadamente entre 100 ou 200 pessoas. Antes de junho, dificilmente chegava a cem pessoas, então isso mostra que ela conseguiu manter organizados uma parte dos que começaram a se manifestar mês passado.


Mais uma vez, a plenária perdeu um tempo significativo discutindo problemas de organização da mesa e democratização da plenaria, e isto foi consequencia do último rodo de algumas correntes do PSOL, do PSTU na mesa da última plenária, mas acabou que definimos por voto uma mesa de 4 pessoas em sorteio de quem quisesse compor. A mesa sorteada foi mais democrática, incluindo militantes do PSOL, PCR e FIST.


Nós, junto com os companheiros da Oposição Operária (comunista de esquerda) e UNIPA (anarquistas), ajudamos a impedir as tentativas de fraudes no sorteio, organizando uma fila pra pôr as cédulas de sorteio da mesa.


A plenária também delimitou o número de inscrições pra 30 pessoas, e a ordem foi também sorteada. Dessa forma impedimos os rodos das organizações maiores, que costumam inscrever em bloco dezenas de militantes pra impor a sua linha e estender a reunião até ela se esvaziar, o que facilita votarem as suas propostas.


Um companheiro do PSTU, provavelmente refletindo a falta de formação política da base e o monopólio das discussões pela direção dentro do partido, pediu pra votar se quem fosse sorteado poderia passar a fala pra outras pessoas mais experientes (entenda-se "capas" do partido...), e foi derrotado por ampla maioria.


Nós defendemos, junto com o pessoal da OPOP do Rio, uma frente pra intervir pelo método de organização de zonais por local de trabalho, estudo e moradia, pra ampliar o fórum. Como os capas do PSTU e do PSOL acabaram que não foram sorteados, foi muita gente da base falar. Muita gente defendeu organização de zonais distribuidas pelas diferentes regiões do rio, para depois compor ou não as resoluções dessas zonais no fórum.


Ao final, durante os encaminhamentos, reafirmamos todos os pontos reinvindicados na última grande plenária, além de compor com a pauta da redução de tarifas sem redução de salário, defesa da desmilitarização da PM, reivindicação de 10% do PIB para a educação, contra os leilões do petróleo, contra o pacto da Dilma (reconhecendo que o pacto não atende as nossas reais reivindicações e sim as da direita).


Foi aprovado que não haveria coluna diferenciada do fórum dentro do ato das centrais, na verdade todos são livres pra montar as suas colunas ou não (um erro, porque isso dissolve o fórum no ato das centrais!!!). Foi aprovado concentração dos membros do forum 15h na praça XV, para seguir depois pra candelária. Embora o trajeto das centrais seja apenas candelária-cinelândia, decidimos que vamos seguir para a o palacio das laranjeiras depois da cinelandia.


Infelizmente não deu tempo para a gente discutir e aprovar a proposta de organização da OPOP que nós acabamos compondo, porém ficou decidido que na próxima terça haverá outra plenária no ifcs, e que o ponto de organização será o primeiro a ser discutido.


Resumindo: o PSOL( Enlace e CST) e o PSTU se queimaram depois da incapacidade organizativa e burocratização extrema da última plenária. Felizmente a coisa andou, porque podia ter implodido facilmente. Porém os partidos que tem suas respectivas entidades estudantis estão empurrando com a barriga as propostas incessantes de fazer o fórum avançar para um nivel superior de organização e representatividade. Inclusive acreditamos que eles votaram a resolução de dispersar o fórum nos atos das centrais para reforçarem cada um os seus proprios aparatos sindicais nos atos (AMES, UEE, AERJ, ANEL e DCEs...).



Isso nos põe numa dificil tarefa de tentar ganhar a base dessas organizações e os independentes para avançar no nivel de organização e garantir que o forum não acabe e que salte de qualidade. Isso será decidido também no dia 11, porque vamos disputar a base estudantil e operária pra avançar na luta, inclusive isto será "representado" taticamente no ato com a tentativa de levar a base da cinelandia até a sede do governo.

***BANDEIRAS APROVADAS PARA O DIA NACIONAL DE LUTAS***
Plenária do Fórum de Lutas Contra o Aumento das passagens do dia 09/07/2013

1) Ato do dia 11/07

Concentração: Praça XV 
Trajeto: Praça XV - Candelária - Cinelândia - Palácio Guanabara

Eixos políticos: 

- Por um transporte 100% público, gratuito e de qualidade. Que a redução da passagem saia do lucro dos empresários, subsídio não! Pela estatização dos transportes e pela tarifa zero! Pelo fim da jornada dupla e da dupla função! Apoio à CPI dos transportes

- Contra as privatizações e remoções da Copa! Contra a privatização do complexo do Maracanã! Chega de dinheiro pra Copa, mais dinheiro pra saúde e educação

- Contra o pacto da Dilma! Contra o ajuste fiscal e privatizações de Dilma, Cabral e Paes! Pela suspensão do pagamento de juros e amortizações da dívida pública e que esse dinheiro seja investido na educação e e saúde públicas já!

- 10% do PIB para educação já! Royalties é enrolação! 10% do PIB para saúde! Chega de privatizações dos hospitais!

- Contra os leilões do petróleo!

- Fora Cabral! Fora Beltrame!

- Fora Renan! Fora Feliciano! Prisão dos mensaleiros condenados no mensalão!

- Redução da jornada de trabalho sem a redução do salário!

- Contra a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza! Liberdade a todos os presos políticos e fim dos processos! Contra a criminalização da ação direta das massas! A favor da auto-defesa das massas!

- Pela desmilitarização da PM!

- Abertura dos arquivos da ditadura e punição dos torturadores e colaboradores!

- Pela democratização da mídia!

- Pela construção do poder popular (a reforma do PT é uma reforma eleitoreira e não política)

2) Ato dia 18/07 (quinta-feira) na casa do Sérgio Cabral.

3) Próxima plenária do Fórum dia 16/07, às 18 horas, no IFCS.
FOI DELIBERADO QUE O PRIMEIRO PONTO DA PRÓXIMA PLENÁRIA SERÁ SOBRE A AUTO-ORGANIZAÇÃO DO FÓRUM E OS MODELOS DE PLENÁRIA.
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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Construir o Dia Nacional de Lutas é passar por cima dos pelegos!

Depois das grandes mobilizações do mês passado, que conseguiram se manter, numa escala menor, mesmo depois da direita ter parado de tentar insuflar e influenciar o movimento, as direções da CUT e das outras centrais sindicais (Força Sindical, CTB, CGTB, NCST, UGT, CSB e CSP-CONLUTAS) se reuniram e marcaram o dia 11/07 com um Dia Nacional de Lutas. As reivindicações são:

- Reduzir o preço e melhorar a qualidade dos transportes coletivos;
- Mais investimentos na saúde e educação pública;
- Fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias;
- Redução da jornada de trabalho;
- Fim dos leilões das reservas de petróleo;
- Contra o PL 4330, da terceirização;
-  Reforma Agrária

Como todos sabemos, a maioria dessas centrais só existe no papel e é controlada por partidos de direita. A própria CUT, que já foi a maior central sindical da América Latina, está totalmente burocratizada e sob controle das várias correntes do PT, que atrelam os sindicatos ao governo. Por que eles teriam interesse em organizar essa luta?

A resposta é que centenas de milhares de pessoas foram às ruas, grande parte delas trabalhadores sindicalizados. Se as centrais não fingissem que querem lutar, poderiam ficar ainda mais desacreditadas diante das categorias. Essa também é a explicação da maioria das reivindicações ser muito vaga. Tudo isso é uma estratégia para canalizar e desviar o movimento.

A CSP-CONLUTAS, que é a central mais combativa de todas essas, se adaptou a essa armação dos pelegos, e não está denunciando o papel das outras centrais que, com exceção da CUT (que, apesar de tudo, organiza greves e lutas, mesmo que com reivindicações rebaixadas e métodos burocráticos), são fantasmas e a favor dos patrões.

Vendo todo esse cenário, alguns grupos estão dizendo que tudo isso é uma farsa, mas não tem nenhuma proposta do que fazer em relação a isso. Diferente da ridícula "greve de Facebook" que foi convocada para o começo do mês, vão acontecer lutas reais no dia 11, apesar da grande maioria ser sem a ampla participação dos trabalhadores, pelo fato da maioria dos sindicatos serem muito burocratizados.

A nossa atitude, então, deve ser a de tentar ultrapassar os pelegos dentro do próprio Dia de Lutas! Temos que ajudar na mobilização de todas as categorias, marcar assembleias, fazer de tudo para que esse dia não seja só "pra inglês ver", colocando em movimento milhões de trabalhadores. Essa é a maneira de revitalizarmos o movimento, e de impedirmos que os pelegos continuem a desviar e derrotar as lutas.

Ao mesmo tempo, temos que dar uma alternativa às reivindicações rebaixadas e vazias que eles estão defendendo. Temos que resgatar as bandeiras que foram levantadas pelos movimentos de esquerda durante as lutas de junho, principalmente as que se chocam diretamente com o sistema capitalista e o governo:


- Estatização do sistema de transportes e tarifa zero, financiada por impostos progressivos!

- Nacionalização do Pré-Sal e 100% dos seus lucros para a Saúde e a Educação! Por uma PETROBRAS 100% pública e estatal, sob controle dos trabalhadores.

- Pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, para acabar com o desemprego.

- Que os trabalhadores cuidem da sua própria segurança.Pelo fim da polícia violenta e racista!

- Apoio às lutas dos camponeses pela terra!
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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Fim da Copa das Confederações: manifestação no Rio fecha o mês com os maiores protestos dos últimos trinta anos


Na plenária do dìa 25/06, com mais de 2mil presentes no largo do São Francisco, foram aprovadas ao fim da plenária duas manifestações na final da Copa das Confederações: uma na parte da manhã e outra antes do jogo. O que não ficou claro para todos os presentes foi que a divisão das manifestações foi uma tática usada pelo PSOL e pelo PSTU para eles não se comprometerem com o ato de tarde, onde com certeza as chances de confronto com a polícia seriam muito mais altas.
Por isso, na parte da manhã, o ato do Comitê Popular da Copa, organizado pelo o PSOL, PSTU e algumas ONGs, teve cerca de 5 mil pessoas, mas se limitou a ir da Praça Saens Peña para a Praça Afonso Pena (na direção oposta ao Maracanã).
A ironia da história é que o PSTU e o PSOL, que nunca deram muito valor às reuniões do Fórum contra o Aumento, se aproveitaram da popularidade e do trabalho dele pra esvaziarem o ato de tarde e dividirem a manifestação do próprio Fórum!
Já na parte da tarde, estavam presentes entre 3mil e 5 mil pessoas, essas convocadas pelo Fórum contra o Aumento e as organizações que participam dele desde o início, como MEPR e nós do CL, além da FIST, FARJ, UNIPA, LBI, ex-militantes do MEP e outros grupos da esquerda não eleitoreira. Também havia alguns setores de direita antipartido, que dessa vez não tiveram coragem de fazer provocações porque eram minoria. Esse foi o ato que conseguiu ir até o entorno do Maracanã.
Saimos da Saens Penha as 17h30. Chegando na São Francisco Xavier, no cruzamento com a Avenida Maracanã, já no horário do jogo, não conseguimos avançar devido ao cerco de toda a tropa de choque e da força nacional de segurança. Até então, a PM comum tinha acompanhado o ato e tentou intimidar os manifestantes tentando revistas as mochilas durante a concentração. Durante todo o percurso também havia cinco helicópteros da PM.
Tudo indicava que a PM deixou o ato avançar até lá pra montar uma armadilha, cercando os manifestantes por todos os lados na região do cruzamento da Rua São Franciso Xavier com a Av. Maracanã. O choque fez um cerco nas principais saidas, em forma de U, que deixou a situação ainda mais tensa.


Não havia correlação de forças mas, infelizmente, depois de 10 minutos já parados em frente à tropa absurdamente desproporcional, algumas pessoas começaram a jogar paus e outras coisas contra o Choque e a Força Nacional que bloqueavam a Avenida Maracanã. A partir daí foi o confronto mais covarde da PM contra o movimento.
Havia muitos policias em todas as saídas, e em um dado momento ficamos presos na rua Barão de Mesquita ao lado do Colégio Militar, cercados nas três saídas da rua, com o choque atirando bombas de efeito moral, bala de borracha e bombas de gás mais fortes que o normal, e nós não tínhamos pra onde correr. Foi quase um massacre.
Quem conseguiu sair, foi porque tentou furar o bloqueio da Barão de Mesquita no sentido de volta à Praça Saens Peña porque tinha menos policial. Levantavamos as mãos e mesmo assim o choque, de sacanagem, atirou na gente com bombas de efeito moral a menos de 5 mentros sem qualquer necessidade e por pura diversão e revanchismo.
Mas conseguimos voltar pra Praça Saens Peña. Um professor da rede estadual levou um tiro de bala de boracha acima do olho. Ficamos sabendo lá de um outro grupo que foi cercado pelo Choque e pela Força Nacional na praça Vanhargen. Foi tenso, até os advogados da OAB foram atingidos. O gás dessa vez era tão forte que foi sentido até por quem estava no estádio.
Resultado: o PSOL e o PSTU foram oportunistas e covardes por racharem os atos. A polícia claramente nos deixou seguir até o ultimo cerco pra depois nos atacar, esperando que alguém provocasse. Foi um show de arbitrariedades da PM armada com bombas mais fortes e organizados estrategicamente para nos cercar. Dessa vez toda a midia estava voltada pro jogo da final, e mesmo assim, tivemos mais visibilidade que o ato da manhã.
Ainda houve protestos contra a privatização do maracanã dentro do estádio, feito por dançarinos da apresentação da final, e foram reprimidos pela FIFA. Também teve um dançarino que protestou contra a cura gay.
Fechamos esse mês da Copa com luta contra 6 mil PMs do Choque e da Força Nacional, enquanto os coxinhas da direita, o PSOL e o PSTU assistiam a um jogo em que o Brasil (que estava medíocre nos outros jogos) ganhou de 3 a 0 da Espanha, que tem um nível técnico muito superior atualmente (tirem suas próprias conclusões...).
Para o movimento dos trabalhadores, a tarefa agora intervir para o avanço da consciencia política classista nas milhares de pessoas novas que apareceram nas manifestações de junho, e ajudar elas a se organizarem permanentemente nos sindicatos, grêmios, CAs, movimento sem-teto e grupos de esquerda. Assim, podemos manter uma mobilização muito maior do que a que estava acontecendo nos últimos anos.
Por isso chamaos aos camaradas que começaram agora a participar do movimento, ou se já está na luta há mais tempo, e quer conhecer uma perspectiva comunista revolucionária, entre em contato com a gente do Coletivo Lênin!

Em breve fecharemos o balanço completo dessa jornada de lutas e mobilizações históricas de junho.
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