QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Protesto contra a chacina na Comunidade do Boiadeiro (Salvador)



Publicamos a pedido da Campanha Reaja, da Comunidade do Boiadeiro e do Núcleo Piratinina de Comunicação


Na quarta -feira dia 29 de agosto do referido ano, 4 homens encapuzados entraram no bairro do Boiadeiro no Subúrbio Ferroviário de Salvador e mataram 2 jovens. A comunidade, na certeza de que estes não eram marginais resolveram fazer uma manifestação que reuniu todos os residentes nesta. A policia militar do Estado da Bahia, segundo relato destes moradores reprimiram a passeata agredindo os manifestantes e muitos estão bastante machucados. Hoje estes novamente fizeram ou irão fazer uma nova manifestação e pedem nossa ajuda através da publicização dos fatos. Solicito que os jornalistas e comunicadores, entrem em contato com o número abaixo para maiores informações e apuração e ajude a chegar ao conhecimento do maior número de pessoas e autoridades.

Segue nota da comunidade e contato para que vocês me ajudem a transformar em noticia.

Foto: QUEM PUDER ME AJUDA A TRANSFORMAR EM NOTICIA.

Queridos Jornalistas e comunicadores  de meu face, por favor vejam como podem ajudar na publicização desta situação.

Na quarta -feira dia 29 de agosto do referido ano, 4 homens encapuzados entraram no bairro do Boiadeiro no Subúrbio Ferroviário de Salvador e mataram 2 jovens. A comunidade, na certeza de que estes não eram marginais resolveram fazer uma manifestação que reuniu todos os residentes nesta. A policia militar do Estado da Bahia, segundo relato destes moradores reprimiram a passeata agredindo os manifestantes  e muitos estão bastante machucados. Hoje estes novamente fizeram ou irão fazer  uma  nova manifestação e pedem nossa ajuda através da publicização dos fatos. Solicito que os jornalistas e comunicadores, entrem em contato com o número abaixo para  maiores informações e apuração e  ajude a chegar ao conhecimento do maior número de pessoas e autoridades.

Segue nota da comunidade e contato para que vocês me ajudem a transformar em noticia.

Nenhuma Morte em Nossas Comunidade

Alex Carlos dos Santos, 19 anos, através de um curso voltado à construção Civil passou a atuar como ajudante de pedreiro; estudante no turno noturno da Escola Estadual Ivone Vieira Lima, evangélico, viu o seu sonho de ser advogado e de levantar a sua familia ser interrompido quando na companhia de Luiz Henrique Sacramento Cerqueira, 20 anos, foi abordado por um veiculo gol preto numa esquina do bairro do Boiadeiro, Subúrbio ferroviario de Salvador, onde foram nascidos e criados. Luiz Herrique, ou “Riquinho” como era popularmente conhecido, também trabalhava no ramo da construção e atualmente, no projeto de revitalização do Parque São Bartolomeu; foi covardemente executado por quatro homens que trajando preto e burucutus (mascaras pretas) surpreenderam-nos pelas costas os rapazes e os alvejaram com uma sessão de tiros.

A comunidade do Boiadeiro,se mobiliza pra contar a história desses meninos, enterrados na ultima quarta-feira (30), no Cemitério de Plataforma. A primeira ação foi após o funeral, quando politizaram sua dor fazendo um manifesto na suburbana: familiares, amigos e vizinhos dos rapazes protestaram e foram surpreendidas pela Polícia Militar, que agrediu homens e mulheres fisicamente, além de tentar intimidar com ameaças verbalmente expressa os que participaram do protesto. “Se ficar nessa vamos voltar daquele jeito” - exclamou um dos policiais quando tentou conter o protesto com empurrões e bofetadas no rosto duma mãe de família.

HOJE , a partir das 18 horas a comunidade buscará superar o medo e contestar a versão da mídia que veiculou a informação de que os rapazes teriam morrido em decorrência de um tal confronto entre facções criminosas rivais que supostamente guerreiam por aquele território. No entanto, na realidade, Luiz Henrique , filho único, arrimo de família, foi covardemente morto em companhia de Alax através duma execução sumaria nitidamente empreendida por ação de um grupo policial ou paramilitar de extermínio.

Neste momento é importante garantir a presença da mídia e das autoridades competentes para evitar mais agressões à comunidade que legitimamente, exercerá o seu direito de livre manifestação política frente a esta política que mata membros da nossa comunidade e justifica a matança como “auto de resistência”, ou confronto entre facções rivais.

A comunidade do Boiadeiro e Campanha Reaja convoca a todas e todos , movimentos sociais, artistas, poetas, familiares de vitimas do Estado para esse ato que é pela democracia , pela vida , contra os grupos de extermínio e por um outro modelo de Segurança Publica.

Exigimos
imediata investigação dos fatos 
Apoio psicológico e proteção ás Famílias dos Mortos e os Manifestante
Audiência com o Secretario de Segurança Pública
Audiência com o Secretario de Justiça e Direitos Humanos
Atuação firme do Ministério Público ouvindo o Movimento Social

Comunidade do Bairro do Boiadeiro no Suburbio Ferroviário de Salvador.

Contatos: Aline Dias - 8827-7389 














Nenhuma Morte em Nossas Comunidades

Alex Carlos dos Santos, 19 anos, através de um curso voltado à construção Civil passou a atuar como ajudante de pedreiro; estudante no turno noturno da Escola Estadual Ivone Vieira Lima, evangélico, viu o seu sonho de ser advogado e de levantar a sua familia ser interrompido quando na companhia de Luiz Henrique Sacramento Cerqueira, 20 anos, foi abordado por um veiculo gol preto numa esquina do bairro do Boiadeiro, Subúrbio ferroviario de Salvador, onde foram nascidos e criados. Luiz Herrique, ou “Riquinho” como era popularmente conhecido, também trabalhava no ramo da construção e atualmente, no projeto de revitalização do Parque São Bartolomeu; foi covardemente executado por quatro homens que trajando preto e burucutus (mascaras pretas) surpreenderam-nos pelas costas os rapazes e os alvejaram com uma sessão de tiros.

A comunidade do Boiadeiro,se mobiliza pra contar a história desses meninos, enterrados na ultima quarta-feira (30), no Cemitério de Plataforma. A primeira ação foi após o funeral, quando politizaram sua dor fazendo um manifesto na suburbana: familiares, amigos e vizinhos dos rapazes protestaram e foram surpreendidas pela Polícia Militar, que agrediu homens e mulheres fisicamente, além de tentar intimidar com ameaças verbalmente expressa os que participaram do protesto. “Se ficar nessa vamos voltar daquele jeito” - exclamou um dos policiais quando tentou conter o protesto com empurrões e bofetadas no rosto duma mãe de família.

HOJE , a partir das 18 horas a comunidade buscará superar o medo e contestar a versão da mídia que veiculou a informação de que os rapazes teriam morrido em decorrência de um tal confronto entre facções criminosas rivais que supostamente guerreiam por aquele território. No entanto, na realidade, Luiz Henrique , filho único, arrimo de família, foi covardemente morto em companhia de Alax através duma execução sumaria nitidamente empreendida por ação de um grupo policial ou paramilitar de extermínio.

Neste momento é importante garantir a presença da mídia e das autoridades competentes para evitar mais agressões à comunidade que legitimamente, exercerá o seu direito de livre manifestação política frente a esta política que mata membros da nossa comunidade e justifica a matança como “auto de resistência”, ou confronto entre facções rivais.

A comunidade do Boiadeiro e Campanha Reaja convoca a todas e todos , movimentos sociais, artistas, poetas, familiares de vitimas do Estado para esse ato que é pela democracia , pela vida , contra os grupos de extermínio e por um outro modelo de Segurança Publica.

Exigimos

imediata investigação dos fatos
Apoio psicológico e proteção às Famílias dos Mortos e dos Manifestantes
Audiência com o Secretario de Segurança Pública
Audiência com o Secretario de Justiça e Direitos Humanos
Atuação firme do Ministério Público ouvindo o Movimento Social

Comunidade do Bairro do Boiadeiro no Suburbio Ferroviário de Salvador.

Contatos: Aline Dias - 8827-7389
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MANIFESTAÇÃO CONTRA AS REMOÇÕES NO MORRO DA PROVIDÊNCIA


Reproduzimos a nota dos moradores da Providência



MANIFESTAÇÃO CONTRA AS REMOÇÕES NO MORRO DA PROVIDÊNCIA


Com a proximidade dos megaeventos a prefeitura vem intensificando as remoções da população pobre na cidade do Rio de Janeiro. O morro da Providência, primeira favela da América Latina, tem sido um dos mais afetados: mais de 800 casas ameaçadas de remoção. Para que o Centro da cidade vire um lugar "para inglês ver" seus moradores precisam ser
expulsos, ganhando misérias de aluguel social ou sendo mandados para lugares distantes dos seus trabalhos.

Contra isso, moradores vem se organizando em Assembleias comunitárias, lutando para permanecer no local aonde construíram suas vidas. Nesta segunda, terá uma audiência para julgar a continuidade ou não das obras e das remoções, na qual a juíza convocou o Secretário de Habitação Jorge Bittar.

Os moradores da Providência convocam a todos e todas para uma Manifestação que diga NÃO as remoções e a política de cidade do governo.

- Sábado (dia 01/09), caminhada de mobilização no Morro da Providência, com partida marcada para às 15:00hrs. Ponto de encontro em frente à garagem da São Silvestre, na Pedra Lisa. Da Pedra Lisa a caminhada vai seguir pela Provi, divulgando o ato de segunda e a situação dos moradores.

- Segunda (dia 03/09), MANIFESTAÇÃO em frente ao fórum do TJ, a partir das 14:00 hrs. A audiência está maracada para 15hrs
 
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Como reconhecer um P2?


O texto do companheiro Paulo reflete a posição do CL, só está assinado porque ele fala de algumas experiências vividas pessoalmente por ele.


Como reconhecer um P2?

Por Paulo Araújo

Nos últimos dias dias, a esquerda americana está dividida por uma nova polêmica. O jornalista Seth Rosenfeld acaba de publicar um livro em que fala que Richard Aoki, um militante histórico dos Panteras Negras, foi durante mais de 50 anos um informante da polícia.

Além do debate se isso é verdade ou não (parece que as fontes não são confiáveis, e logicamente é do interesse da CIA desacreditar os militantes históricos para jogar o nome do socialismo mais na lama ainda), isso levantou o tema infelizmente subestimado a infiltração da polícia nos movimentos.

Muitas coisas importantes foram ditas sobre isso, principalmente no ótimo site do grupo maoísta Kasama Project. Em vez de traduzir esse tipo de material, seria mais interessante escrever alguma coisa sobre a realidade do Brasil, onde a repressão não é tão sofisticada (por exemplo, nos EUA, o FBI conseguiu botar lenha nas divergências políticas dentro dos Pantera Negras com o objetivo de rachar o partido, coisa que até onde eu sei nunca aconteceu no Brasil), mas é muito mais violenta.

A questão da infiltração não tem sido levada a sério, principalmente pela nova geração de militantes, formada depois da destruição contrarrevolucionária da URSS e depois de mais de vinte anos de democracia burguesa no Brasil, e que se expõem e se organizam pelas redes sociais. Por isso, tentamos usar parte da nossa experiência para dar exemplos e mostrar a importância do que estamos falando.


Quais são os tipos de P2?

Quando a gente fala P2, na verdade podem ser funções muito diferentes. Existem muitos tipos de infiltrados no movimento, e eu vou falar dos dois mais comuns.

Antes disso, uma coisa tem que ficar bem clara: existe a polícia à paisana do Serviço de Inteligência (P2), ou a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência, que substituiu o SNI na ditadura, mantendo as mesmas funções) mas o que a gente chama de P2 no movimento GERALMENTE NÃO É POLÍCIA. Muitas vezes, são pessoas que têm trabalho, mas são pagas para se inflitrarem no movimento e agir como provocadores e/ou recolher informação.

Em alguns casos muito tristes e vergonhosos, são ex-militantes ou militantes que, por vários problemas pessoais graves (dívidas pesadas, vício em drogas, acordos para redução de penas na justiça, ameaças a familiares etc), acabam virando informantes, o que torna quase impossível a gente descobrir.

Mas, voltando ao assunto: geralmente nós encontramos dois tipos de P2:


- provocadores

São os caras que incentivam os movimentos a fazerem ações ilegais totalmente absurdas, fora do contexto e sem nenhuma possibilidade de sucesso, justamente para provocar prisões e processos.

Eu lembro de um caso de um ato do movimento antiglobalização, em que apareceu uma pessoa com uma pedra, chamando as pessoas para jogarem na Bolsa de Valores (quando ainda existia no Rio) junto com ele. Logicamente, ninguém caiu nessa, mas se tivesse caído, com certeza seria preso por ele mesmo!

Claro que nem toda pessoa que quer fazer uma ação radicalizada necessariamente é polícia. Mas temos que ter a atenção redobrada quando isso é feito em situações sem planejamento e por pessoas que ninguém nunca viu. Mesmo se a pessoa for honesta, isso é uma atitude perigosa, que pode ter graves conseqauências. Como disse Trotsky, sobre políticas tão erradas que chegam a ser perigosas: "A estupidez, elevada a esse grau, é igual a traição".


- informantes

É o tipo mais perigoso, porque entra no movimento e, em algumas situações, até mesmo em organizações de extrema-esquerda, com o objetivo de recolher informações sobre os militantes, atividades, formas de organização, preparando o Estado para destruir quem ou o que ele quiser, quando for preciso.

São muito mais difíceis de descobrir, por isso podem fazer muito mais estrago. A única saída é se a gente trabalhar em cima dos erros deles. Como disse Abraham Lincoln, "é possível enganar uma pessoa por muito tempo, ou várias pessoas por pouco tempo, mas não é possível enganar todas as pessoas por todo o tempo".

Então, algumas características têm que ser tratadas com muita suspeita:


- pessoas que ninguém nunca viu
Mesmo sendo possível que isso aconteça, desconfie se alguém apareceu num movimento e não conhece nenhum integrante. Sinceramente, o movimento social não é tão popular assim que atrai pessoas sem mais nem menos!


- pessoas que parece que não trabalham
Alguns P2 estão presentes em todos os atos, em qualquer hora, e nunca fica claro exatamente o que eles fazem da vida. De onde vem o dinheiro deles? Pode ser o sinal de que eles recebem justamente pela sua atividade no movimento...


- pessoas muito ativas, mas que parece que não entendem o que estão fazendo 
Como dizem os companheiros do Kasama Project, "é impossível fingir consciência". Teve um caso aqui no Rio de um cara que estava em todos os atos, mas fazia perguntas muito estranhas (por exemplo, perguntou se o PCB apoiava o Hugo Chávez, uma coisa que a grande maioria das pessoas no movimento saberia a resposta). É o que acontece quando um policial sem vivência nos meios de esquerda cai de "paraquedas" no movimento.


- "pau pra toda obra"
É um subtipo do anterior. São as pessoas que têm dinheiro, ou recursos (carro, projetores, computadores etc) e que aparecem de repente do movimento, e se envolvem tão rápido que se tornam "indispensáveis". Isso pode ser uma tática para se inflitrarem na organização dos movimentos.


- Racismo, machismo ou outros comportamentos muito destoantes com o de uma pessoa de esquerda
É uma variação do caso anterior. Tinha um cara no movimento sem-teto que todo mundo imaginava que era P2. Para muitos, a gota dágua foi quando ele começou a esculachar um anarquista israelense que estava no Brasil, chamando o cara de "judeuzinho". Isso é tão diferente do que tradicionalmente a esquerda prega, que pode ser o sinal de que o cara não é do meio.


- pessoa que quer "registrar" o movimento
Sinceramente, se o cara quer fazer mestrado, escolha outro assunto! Uma vez vimos uma "antropóloga" de algum lugar distante GRAVANDO uma reunião da FIST. Depois perguntamos: "que porra é essa?" Depois de ouvir a historinha de que era para uma monografia sobre movimento sem-teto, falamos que não é permitido filmar nem registrar nada. Se você tiver razões sentimentais para filmar o movimento, fique com o coração partido, mas mantenha a segurança das pessoas!


- pessoas que querem saber todos os detalhes
A curiosidade é natural no ser humano, mas é bom ficar com as orelhas em pé se alguém começa a se interessar demais pela sua vida pessoal, seu trabalho, quem é de cada partido, quem dirige qual movimento, sobre as finanças do movimento (sinal vermelhíssimo!), rotina das atividades etc Ninguém é tão curioso sobre detalhes que só tem importância se você for "usá-los" com algum objetivo...


O que podemos fazer?

Em quase todos os pontos acima, falamos em "sinais" e suspeitas. Provavelmente, só depois de uma revolução seria possível abrir os arquivos da polícia e descobrir quem realmente era P2 e quem só tinha um comportamento suspeito.

Esse também é um motivo para não ficarmos "queimando" qualquer pessoa que tenha um comportamento como os mostrados acima. Aliás, a fofoca e as picuinhas certamente prejudicam o movimento mil vezes mais do que a polícia pode fazer!

A atitude correta é a organização e o movimento SE AFASTAR DISCRETAMENTE do possível P2.

Além disso, na era da Internet, não custa nada lembrar algumas medidas óbvias de segurança, que devem ser levadas a sério:


- NUNCA dizer de qual organização você é na Internet, a não ser que você seja uma figura pública, esteja em campanha eleitoral etc.

- NUNCA organizar nada pela Internet, no máximo divulgar ATOS PÚBLICOS E LEGAIS.

- NÃO SE EXPONHA em manifestações, NÃO SE DEIXE SER FOTOGRAFADO, principalmente em enfrentamentos. Se você quer brincar de super-heroi, vai ojogar videogame!

- SÓ PARTICIPE DE AÇÕES RADICALIZADAS adequadas ao movimento, PLANEJADAS e ORGANIZADAS PREVIAMENTE por pessoas ou organizações DA SUA MAIOR CONFIANÇA.

- NÃO FALE da sua VIDA PESSOAL com pessoas que você não conhece no movimento.



- NUNCA USE O TELEFONE PARA ORGANIZAR ATIVIDADES. Se você precisar fazer isso, USE METÁFORAS que não permitem alguém de fora entender o assunto. Ou seja, fale por meio de parábolas (por exemplo, na ditadura, muitas vezes se falava "vamos jogar futebol"). Na década passada, uma ocupação foi perdida porque marcaram com as pessoas a entrada no prédio usando o telefone do DCE da UERJ (que tem 150% de chance de estar grampeado!). 

- NÃO USE O FACEBOOK E O TWITTER PARA DETALHAR TUDO O QUE VOCÊ FAZ. Ano passado, foi presa uma quadrilha de sequestradores que descobriam toda a rotina das suas vítimas pelo Facebook, depois iam para os eventos sociais preferidos delas, e sequestravam. Imagina o que a polícia pode fazer? 


Todos os setores da esquerda são contra a terceirização, então nada melhor do que não "terceirizarmos" o trabalho da polícia, informando sobre as nossas atividades e as do movimento!

Para terminar, lembramos que a melhor obra que existe sobre o assunto é "O que todo revolucionário deve saber sobre a repressão?"(http://www.marxists.org/portugues/serge/1926/repressao_ga/index.htm), escrita pelo militante do partido bolchevique, Vitor Serge. Ele dá vários conselhos aos militantes, e esse talvez seja o mais útil e mais bonito:

"Não incomodar-se nem se ofender pelo silêncio de um camarada. Isso não indica de falta de confiança, e sim uma estima fraternal e uma consciência, que deve ser comum, do dever revolucionário".
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

29 de Agosto – Dia Nacional da Visibilidade Lésbica – Em defesa das Lésbicas Trabalhadoras!




O 29 de Agosto é o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Este dia surge no bojo das lutas contra a homofobia no ano de 1996 em que se realizou o 1° Seminário Nacional de Lésbicas – SENALE. A necessidade de se estabelecer este dia surge devido a condição da mulher lésbica de ser duplamente oprimida e explorada, gerando assim, uma invisibilidade de suas pautas especificas na sociedade e até mesmo no movimento.

As restrições ao sexo ajudam a preservar interesses econômicos e domesticar uma classe. Isso porque a sexualidade é algo que envolve e molda o comportamento e hábitos pessoais. Manter sob controle a sexualidade de um povo significa ter um forte instrumento de controle sobre seus hábitos e comportamentos, quando se trata da sexualidade feminina, particularmente ao vinculá-la à função reprodutora da mulher, a valorização da virgindade, à fidelidade e no qual, desde cedo, a equação mulher = mãe é inculcada na cabeça da criança do sexo feminino, as reivindicações dos movimentos das mulheres lésbicas trazem questões que lhes são intrínsecas e que correm o risco de passarem despercebidas nas abordagens feministas ou mesmo nas LGBTTs.

Dentro de um contexto de uma sociedade capitalista marcada historicamente pelo patriarcado, machismo e heteronormatividade, sem dúvidas as relações lésbicas são mais susceptíveis a discriminações sociais, pois questionam duplamente o papel da mulher nesta sociedade, sendo atacadas por homofóbicos e machistas conservadores.

Quem mais sofre são as lésbicas trabalhadoras que além da opressão, sofrem a exploração do seu trabalho não podendo viver plenamente sua sexualidade sob a pena de perder o emprego. A sociedade discrimina, agride e nega oportunidades de trabalho para as lésbicas assumidas. Não é a toa que é mais difícil para esse setor do movimento ganhar maior visibilidade.

A igreja como sempre cumprindo com seu papel reacionário tem organizados atos públicos com multidões contra o a união civil homoafetiva inflamando as massas ao ódio a esta relação que chamando-as de “demoníacas”. As emissoras de TV dos empresários apresentam personagens homossexuais estereotipadas como figuras caricatas, objeto de piadas e de risos.

A base material da ideologia homofóbica é a mesma da que reprime a sexualidade da mulher. A necessidade de gerar descendentes que carreguem o nome da burguesia e, por conseguinte, mantenham a propriedade sob seu controle. Esta é uma ideologia que não nasce com a burguesia, entretanto é uma ferramenta perfeitamente favorável a manutenção do poder burguês. Com a disseminação dos preconceitos e discriminações entre a classe trabalhadora se divide a classe e solidifica a exploração.

Historicamente, as classes dominantes necessitaram recorrer a esse tipo de ideologia para criar castas super-exploradas entre as classes dominadas, com o intuito de organizar a produção  de forma mais "lucrativa". No capitalismo então, as opressões cumprem um duplo papel: além de criarem tais castas, elas também dividem e deixam inseguros aqueles oprimidos pelo capital, dificultando assim a organização de sua resistência. A opressão é utilizada para dividir a classe trabalhadora e fazer com que os trabalhadores não vejam a burguesia como sua principal inimiga, mas sim uns aos outros. Com essa divisão, conseguem dividir a resistência frente a qualquer ataque aos nossos direitos.

O movimento LGBTTS, em sua maioria  formado por ONGs sustentadas pelo Estado e pelas empresas, insiste que a solução é aceitar as famílias homossexuais; e reivindica o direito ao casamento. Na verdade, isso é uma incorporação da ideologia da família burguesa. O casamento não deve precisar de reconhecimento estatal! Não deve haver nenhuma norma que impeça duas ou mais pessoas de viverem juntas, terem e criarem crianças, com plenos direitos previdenciários.

Uma vez que as opressões às mulheres lésbicas, negros e LGLBTTs estão ligados à uma necessidade da burguesia de aumentar seus lucros (através da super-exploração de setores da classe trablhadora), não há como separar a luta contra as opressões da luta contra o capitalismo. Não podemos nos limitar as demandas democráticas. A libertação sexual só pode ser realizada pela classe trabalhadora, através da sua luta revolucionária pelo fim da opressão econômica do capital e da burguesia. Assim, a luta contra as opressões deve ser travada prioritariamente nos próprios espaços de trabalho, através de estruturas já existentes (como os sindicatos) e outras mais dinâmicas (como comissões organizadas por local de trabalho). Além da luta contra a opressão ideológica dentro das próprias fileiras da classe trabalhadora, é fundamental que o movimento operário também organize comissões de auto-defesa em casos de ameaça de violência física a algum trabalhador, seja ele negro, mulher ou LGLBTTs.

É preciso que as mulheres lésbicas coloquem suas pautas junto as de todos os trabalhadores no sentido de perceber que a destruição da opressão só se dará em um novo modelo de sociabilidade, com a destruição do capitalismo. Por último, é importante lembrar que o fim do capitalismo não significará o fim imediato das opressões. Suas raízes históricas são fortes a ponto de mantê-las existindo durante muito tempo, porém o fim de suas bases materiais reduz a questão à uma luta pela conscientização dos trabalhadores, apenas, e não mais uma luta estrutural contra um sistema inteiro.

Pela libertação sexual! Pela revolução socialista!
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Educação, Verdade e Revolução (David Rehem)


O companheiro David Rehem, da Bahia, nos mandou esse texto, com a seguinte mensagem: "Um texto meu, com algumas preocupações sobre o que chamamos de educação... Aberto para discussões".

Nós reproduzimos aqui, não só pelo tema fundamental da valorização da educação (ainda mais num período de greve das  universidades), mas também porque a concepção de educação faz parte da disputa pela hegemonia na sociedade, entre a classe trabalhadora (incluindo as suas organizações) e a burguesia. Se uma nova educação, não é possível criar o Homem Novo nem uma sociedade socialista.



Educação, verdade e Revolução

David Rehem

Escrevo esse texto a partir de experiências recentes enquanto educador, tanto em sala de aula quanto técnico.

São inúmeros os problemas vividos hoje na educação do nosso país que vão desde questões profissionais a estruturais. Neste ano profissionais da educação de escolas da educação básica e do ensino superior público e privado passaram por greves que pautaram desde questões salariais até estrutura física e condições de trabalho. Os problemas não param por aí, existem ainda questões que estão ligadas ao investimento público, violência no espaço escolar, currículo e mais uma interminável lista.

Soluções aparecem a todo momento. Dentre essas propostas de solução a que hoje tem maior visibilidade e pauta as discussões sobre educação em nosso país é o movimento “Educação para Todos”, criado em 2006 e que possui cinco metas a serem alcançadas até 2022, sendo elas:

Meta 1: Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola
Meta 2: Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos
Meta 3: Todo aluno com aprendizado adequado à sua série
Meta 4: Todo jovem com o Ensino Médio concluído até os 19 anos
Meta 5: Investimento em Educação ampliado e bem gerido

Quem encabeça a lista de apoiadores deste projeto são, não por acaso, multinacionais de diversas áreas e bancos privados[1], incluindo, aí, duas dos mais influentes e conservadores meios de comunicação: a Globo e a Editora Abril. Na sua direção estão membros representantes dessas diversas empresas e tem sua atuação estruturada em três pilares: geração de conhecimento técnico, mobilização e comunicação, e articulação institucional.

Num primeiro olhar é uma atitude nobre e despretensiosa, feita por bons empresários, preocupados com o futuro do país, mas basta acompanhar as ações e programas implementados para ver que não é bem por aí.

Em primeiro lugar as ações estão todas voltadas para a formação técnica, ou seja, educação voltada para suprimento da mão de obra desses empresários. No ano passado o jornal Hoje, da Rede Globo, apresentou uma série de documentários sobre a educação em nosso país, mostrando diversos problemas, sempre de comentários de profissionais da área. Mas, não eram “qualquer” profissionais. Em sua maioria estavam ligados ao projetos desenvolvidos pelo “Educação para Todos” . Em uma dessas entrevistas a pedagoga (que não me recordo o nome) afirmou que a necessidade de uma reforma curricular partia da necessidade de se contextualizar a demanda dos estudantes da escola. Até aí, nada demais. Mas, para ela, essa contextualização deveria prever quais as “oportunidades profissionais” daquele público para que se construísse um currículo técnico ou humanista. Não está explícito, mas o que ela sugeria é que para um filho de pedreiro, o ensino técnico; para de um “dotô”, o ensino reflexivo. Para um o enquadramento social e sua perpetuação, para o outro a liberdade de escolha.

Em segundo lugar, a meta 5, que se refere à investimento em Educação, não está ali por acaso. Não é de agora que a iniciativa privada visa mercantilizar nossa educação, tornando-a como mais um produto de consumo e não como uma necessidade estratégica para garantia da formação humana de cada um. Cabe um breve histórico. Não é a toa que a hoje chamada educação básica se tornou universal e obrigatória no mesmo período dos primeiros acordos entre o Ministério da Educação e United States Agency for International Development (USAID)[2], conhecido como acordo MEC-USAID; também “coincide” com o momento em que se inicia o sucateamento da educação pública (que agora receberá os filhos da classe trabalhadora) e a ascensão do ensino privado, antes conhecido como pagou passou.

Agora se vende outro engodo. Os tentáculos da iniciativa privada não mais se contentam com a fatia que lhe foi destinada na década de 1970, agora ela tenta avançar no ensino público, propondo e formatando-o segundo seus interesses, fruto do assentamento da hegemonia burguesa pós-Guerra Fria. A falta de financiamento na educação pública em todos os níveis “confunde” a autonomia universitária com autonomia de estabelecimento de PPP’s (Parcerias Público-Privadas), dando à iniciativa privada o conhecimento gerado em nossas universidades e que, como públicas, deveria ter como fim o interesse público. Some-se a isso a expansão das chamadas UNIESQUINAS por todo o país, sob investimento público que têm servido apenas para aumentar o índice de pessoas com nível superior junto aos estudos sobre o progresso [sic] da educação no país.

Mas tais atitudes não me espantam. O que me espanta é como educadores compram (literalmente) essa idéia, sem refletir o que está por trás dela. É como se essa receita mágica fosse resolver o problema do estímulo ao estudante em ficar em sala de aula e aprender algo. Dados poderão até ser apresentados comprovando isso, mas não significa que essa é uma “tendência natural” das coisas, já que muitas vezes somos induzidos a acreditar que basta ter uma formação técnica para garantirmos que será solucionado, dessa forma, o problema das desigualdades sociais.[3] Ledo engano...

Soma-se às discussões de uma formação tecnicista a defesa de uma tal “cultura da paz”. Essa cultura da paz defende a necessidade de pensarmos formas de conviver harmonicamente em nossa sociedade, buscando as soluções para os problemas dentro das escolas e discutindo cidadania. Vamos por partes...

Comecemos pelo fim. Cidadania... Em primeiro lugar, o que é a noção de cidadania em uma sociedade capitalista, pautada pela exarcerbação do individualismo, senão a mentira de que é possível se viver de forma equânime em uma sociedade pautada pela diferença de classe? Mas essa discussão é permeada e vista esperançosamente como a solução dos nossos problemas de “civilidade” e acesso e garantia a nossos direitos. Quando, enquanto educadores, defendemos tal concepção estamos reproduzindo o discurso mentiroso de que essa é a nossa única possibilidade de ver o mundo e de se relacionar com ele. É dizer que não podemos pensar outras formas de garantir a cidadania plena, a não ser escamoteando nossas diferenças de classe e que é possível viver em uma sociedade em que o acesso aos direitos sejam iguais para trabalhadores e burguesia/classe dominante.

Essa defesa do discurso da harmonia social está ligada direitamente a uma perpetuação da idéia defendida pelos estadunidenses (a partir dos historiadores Fukuyama e Huntington) quando do fim da União da Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e a queda do muro de Berlim, de que a História teria chegado ao fim e que o nosso ápice de forma de organização social era o capitalismo e não há como ser diferente. Tornou-se vergonhoso, perigoso e, na maioria das vezes, loucura falar de Revolução, de alternativas ao capitalismo, de luta de classes... Foi uma mentira dita muitas vezes que se tornou verdade, no bom estilo Goebbels, na elaboração de sua propaganda nazista. E nós, educadores, profissionais “reflexivos” de nosso passado, presente e futuro simplesmente dissemos amém ao que foi plantado como verdade universal e absoluta.

Tudo passou a ser apenas problemas de desrespeito e intolerância, mas de fácil solução pela cultura da paz. Falar em luta de classes era (e é encarado dessa forma) defasado e trazia a palavra LUTA que teria um sentido negativo, já que seria possível superar essas diferenças pela paz, pelo diálogo... Depois de vinte anos é mais do que visível que desrespeito e intolerância são inerentes a uma forma de organização social baseada na exploração do ser humano, do individualismo, do consumismo, do ter e não do ser. Mais incrível é que teóricos que defendiam a educação como instrumento de libertação e reflexão, como Paulo Freire, Vigotsky e Gramsci, são hoje utilizados como validadores dessa falsa harmonia.

O resultado são materiais e palestras que retrocedem a soluções simplistas. Textos muito bonitos que falam da igualdade, que dizem apontar para solução de problemas, mas não a partir da libertação problematizadora-reflexiva, do debate de possibilidades de verdades, de projetos políticos diferenciados, universais e específicos, mas da re-produção de mentiras de que é possível viver sem conflitos em uma sociedade baseada em conflitos. A metodologia parece resgatar a mesma lógica da educação tradicional de formatar, ditar o que se deve aprender, escamoteado em propostas de atividades que parecem reflexivas, mas que traçam um caminho visivelmente definido de qual é o objetivo final: docilização de corpos e mentes.

O problema é quando há o despertar para essas mentiras... O caminho mais comum, infelizmente, não é o da tomada de consciência da necessidade de reflexão-transformação, a partir de uma perspectiva de ruptura revolucionária; infelizmente o caminho normalmente tomado é o da violência contra outras vítimas, professores agredindo estudantes e vice-versa; a ilusão da cidadania, onde o culpado do não exercício da mesma não é visto como um problema sistêmico, mas sim como uma boa vontade individualizada do trabalhador, do setor público ou privado

Não a educação como bem de consumo! Não a educação como bem de consumo! Não a educação como bem de consumo!

Termino meu texto, repetindo essa frase, para que ao menos uma vez uma verdade dita milhares de vezes possa se tornar... verdade.


[2] Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos – tradução livre do autor.
[3] É um recurso bastante comum a utilização de dados como demonstradores da verdade, como se não fossem passíveis de interpretação ou análises.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Por moradia digna ao povo Maranhense: Abaixo o Governo de Roseana Sarney!


Reproduzimos a declaração do companheiro Denes (MA), com que temos total acordo!Ele pede que outro movimentos também divulguem e assinem. Nós vamos falar com os companheiros da FIST e do Espaço Socialista.

Por moradia digna ao povo Maranhense: Abaixo o Governo de Roseana Sarney!

 

Dados oficiais indicam que mais de 500 mil famílias maranhenses não possuem moradia adequada, configurando o Estado do Maranhão como o maior déficit habitacional do Brasil. A situação no campo é tão ruim quanto nas cidades. Apesar da metade da população maranhense viver em áreas rurais, quase 50% não tem o acesso a terra, mesmo com a extensão das áreas devolutas ou da União. Além disso, a maioria dos posseiros não tem documentação, enquanto empresas e latifundiários, junto ao Estado, vem tomando terras e expulsando essas famílias. Nesse ínterim, os mega-projetos dos governos estaduais e federal (PAC, obras da COPA) cumprem um papel essencial na destruição das já precárias condições de vida dos moradores mais pobres em todo o país.

Com investimentos de mais de R$ 100 milhões, a Via Expressa é uma das obras construídas para marcar a celebração dos 400 anos de São Luís e, segundo propagandas do Governo, beneficiará 300 mil habitantes em diversos bairros de São Luís. O projeto prevê a ligação da Avenida Colares Moreira – passando pela Carlos Cunha – à Daniel de La Touche, na altura do Ipase. A nova avenida terá cerca de 9 km de extensão, passando por mais de 20 bairros. Mas a emissora do grupo Sarney não diz que a avenida que foi estadualizada (transformada em MA) para interligar dois shopping centers na capital maranhense terá, segundo a mídia oficial, apenas um terço entregue durante as festividades. Também não diz que o Vinhais Velho, bairro mais antigo de São Luís, possui grande riqueza de manguezais, sítios arqueológicos, a igreja mais antiga da missão Jesuítica e está ameaçado pelo "progresso e desenvolvimento" que está passando por cima da comunidade com a construção deste megaprojeto. A Via também atingiria uma extensa área verde e de mananciais do Sítio Santa Eulália e bairros como Maranhão Novo, Vila Palmeira, Anil, Cohama e Cohafuma. Nada disso fala o garoto-propaganda do Governo do Estado.

Segundo a Lei Federal 3924/61, qualquer ato que importe na destruição ou mutilação dos monumentos históricos será considerado crime contra o Patrimônio Nacional e, como tal, punível de acordo com o disposto nas leis penais. Vinhais Velho é um sítio arqueológico, ocupado por remanescentes dos índios Uçaguaba, dos Tupimambás – com grande importância histórica, sendo, portanto, patrimônio cultural brasileiro nos termos dos artigos 20 e 216 da Constituição brasileira. Assim deveriam ficam preservados: a Igreja de São João Batista; o Cemitério, de 1690; o Porto de Embarque e Desembarque, construído em 1960; a Escola Municipal Oliveira Roma, da década de 1970; as fontes naturais, reservas naturais de mangues, juçaras, ipês e outros.

Desde 1986 não há um homicídio ou outro crime na área da Vila Vinhais Velho.

O governo do Estado se nega a nos conceder o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), justificativa a qual pouco sabemos dos reais desastres nas espécies animais e vegetais.

A intenção primeira do Governo Roseana Sarney era destruir toda a Vila. Devido a isso, a comunidade Vinhais Velho organizou um “abraço” simbólico de mais de 200 pessoas, representantes de várias entidades que se juntaram à luta contra a passagem da Via Expressa no local. Dias depois, moradores, como parte das atividades da resistência, construíram barricadas e faixas de protestos para dias mais tarde, a PMMA intervir. A violência perpetrada pelos órgãos de repressão do Estado foi tamanha que eles não pouparam Deputados Federais que estavam presente no dia da retirada das barricadas. "Torceram o meu braço, chutaram minha canela, amassaram o meu carro, me agrediram com gás lacrimogêneo, bala de borracha, produtos químicos, empurrões, me imobilizaram e ainda extraviaram o meu carro, cujo paradeiro desconheço. Policias do CHOQUE, helicóptero do Grupo Tático Aéreo (GTA), GUARDA NACIONAL, todos armados atirando na multidão onde estavam presentes crianças e idosos". Adicionado a isso, o governo sofreu derrotas na Justiça por conta das denúncias na Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) e na Organização dos Estados Americanos (OEA).

A especulação imobiliária é subsidiária dessa política destruidora de lares. Do lado da área a ser construída a VIA EXPRESSA há um terreno enorme pertencente, adivinhem, a Edson Lobão Filho. Uma das coisas mais revoltantes é que a indenização que está sendo oferecida para as famílias é de apenas R$ 29.000,00 (Vinte e Nove Mil Reais), segundo informações passadas pelas próprias pessoas da comunidade.

Foram ou estão em processo de despejo mais de 30 comunidades só na Ilha de São Luís para dar lugar a apartamentos, shoppings, resorts. Entre maio de 2007 e setembro de 2008, cerca de 11 despejos em massa foram realizados nos municípios de São Luís, São José de Ribamar e Paço de Lumiar. Segundo os dados apresentados no documento no período de um ano mais de 2.322 famílias foram atingidas, ou seja, mais de nove mil pessoas, se levar em consideração a estrutura básica familiar de quatro pessoas. A comunidade Novo Angelim, próximo à Avenida Jerônimo de Albuquerque foi alvejada por jagunços, a Suzano destrói a comunidade Cajueiro no Itaqui Bacanga para construir seu pier.

Um governo que cheira a sangue da ditadura, que ameaça de morte os lutadores sociais como foi o caso do senhor Cesar do Vale que recebeu uma ameaça não pode apenas ser apenas alvo de denúncias e exigências. Vale deu um depoimento na TV afirmando que as obras do PAC do Rio Anil foram realmente paralisadas por Roseana Sarney logo depois que ela assumiu o governo do Maranhão em Abril de 2009. Vale recebeu um telefonema onde uma voz masculina que ele não conhecia, perguntou se Vale tinha dado uma entrevista para o pessoal de Jackson. Quando Vale afirmou que tinha concedido a entrevista, a voz desconhecida perguntou: “você lembra-se do Gerô?”. Vale respondeu que lembrava e a voz desconhecida finalizou; “cuidado, você pode ter o mesmo fim dele”, e desligou. Gerô era um poeta popular negro que escrevia literatura de cordel e se apresentava nas ruas de São Luís com um violão e cantando músicas de protesto contra as injustiças sociais, a dominação sarneysista no Maranhão e a discriminação racial. Gerô foi assassinado por razões e circunstancias misteriosas.

Conclamamos a sociedade maranhense assinar este abaixo-assinado e a se mobilizar para impor uma grande derrota à Oligarquia Sarney!
Não mais violência aos mais pobres do campo e da cidade!
Por um programa de moradias!
POR UM GOVERNO DOS TRABALHADORES DO CAMPO E DA CIDADE!
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MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM-TETO (MTST) FAZ ATO EM SANTO ANDRÉ


Fontes: MTST e Espaço Socialista


MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM-TETO (MTST) FAZ ATO EM SANTO ANDRé


No dia de 14 de agosto cerca de 400 famílias fazem uma
manifestação na Prefeitura de Santo André. A manifestação
acontece para cobrar a Prefeitura de acordos que foram feitos nos
últimos meses com o MTST, a CDHU e o Ministério das Cidades. Nesses
acordos, a Prefeitura havia se comprometido solucionar o problema de
moradia das famílias e até o momento praticamente em nada avançou,
até retrocedeu.

A ocupação Novo Pinheirinho, ocorrida dia 2 de março de 2012 em um
terreno que há anos servia apenas para encobrir criminosos e à
especulação imobiliária. Hoje é local de moradia de cerca de 900
famílias e está ameaçada de despejo. É necessária uma solução,
ainda que provisória, para aqueles que não têm pra onde ir e a
Prefeitura coloca critérios desumanos para incluí-las em programas
de auxílio aluguel, além de não ter concluído um cadastro iniciado
em abril deste ano.

No caso da ocupação Dandara (Jd. Santa Cristina), há um ano e meio
na luta, uma solução definitiva foi acordada com o MTST, a
Prefeitura, a CDHU e o Ministério das Cidades, em que está prevista
a construção das moradias e a Prefeitura não dá andamento às
obras alegando haver entraves burocráticos.

Os lutadores e lutadoras de Santo André estão dispostos a lutar
até o fim pelo direito à moradia digna e se manterão, se
necessário, na Prefeitura, até que os acordos sejam cumpridos! Basta
de enrolação e burocracia pra os trabalhadores!

MTST! A luta é pra valer!

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Nota do MTST/RR sobre o assassinato do companheiro Valmir Lopes


Reproduzimos a nota dos companheiros. Reparem que, por questão certamente de segurança, o MTST não afirma quem são os mandantes. Mas é só ler com atenção que, "pra bom entendedor"...

Aqui no Rio de Janeiro, vamos tentar articular essa campanha de denúncia e solidariedade através da FIST (Frente Internacionalista dos sem-tetos). se você faz parte de algum movimento, entre em contato com a gente pra ampliarmos essa luta!


- pelo direito à formação de autodefesas nos movimentos populares!

- expropriação dos latifúndios rurais e urbanos sob controle dos moradores!

- aliança sindical-popular-estudantil na luta pelo governo direto dos trabalhadores, baseado em suas organizações de luta, que é a única forma de resolver a questão da moradia!


NOTA SOBRE O BRUTAL ASSASSINATO DO COMPANHEIRO VALMIR LOPES EM BOA VISTA-RR


O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto - MTST manifesta sua indignação e pesar ante o brutal assassinato do companheiro Valmir no dia 27 de julho de 2012. Ele morava no acampamento Augusto Mariano do MTST de Roraima desde o início do acampamento, em 2009.

Num dia que era pra ser de festa, uma festa julina beneficente da Escola Infantil Augusto Mariano, um grupo de pessoas estranhas invadiu o acampamento querendo matar a coordenação do MTST/RR. Valmir foi o primeiro a receber este grupo e foi informado de que eles iriam matar toda a coordenação e depois ele. Os próprios moradores avisaram a coordenação que isso estava acontecendo. Foi possível que os companheiros e companheiras se escondessem e ficassem a salvo. Infelizmente os assassinos já haviam rendido Valmir. Como não conseguiram achar mais ninguém, cortaram sua cabeça e a esmagaram em seguida, a marteladas, no meio do acampamento, portanto chocando as crianças, idosos e todas as outras pessoas que lá estavam.

Esse atentado a todos os trabalhadores que lutam por moradia não foi uma ação pontual ou isolada, está envolvido num processo de perseguição ao movimento. Que já vem sendo há muito denunciado pelo MTST na Campanha Sem Teto Com Vida. Já houve outros atentados, como por exemplo no DF, e o movimento de luta combativa pela moradia continua sendo perseguido.

O terreno do acampamento Augusto Mariano já foi conquistado pelo MTST há cerca de 4 anos, sendo passado pelo governo federal ao estado de Roraima, para a construção das casas. Há 2 anos, a Dori Empreendimentos Imobiliários tenta ganhar esta terra para fazer o estacionamento de seu shopping. Como a luta continua e o movimento resistirá para garantir a moradia das 100 famílias, a empresa tenta de todas as maneiras acabar com o acampamento. Já entrou na justiça pedindo reintegração de posse, já processou coordenadores, ofendeu publicamente e ameaçou a vida.

Não cabe ao MTST apontar quem foi o mandante deste crime, mas exigimos que a investigação seja feita com toda a seriedade e que todos os responsáveis sejam punidos. Esta morte, que é um atentado a todos os sem teto do país não pode ficar impune! Exigimos também que seja garantida, pelo Estado, a segurança de todos e todas que moram no acampamento, em especial da coordenação do MTST que está sujeita a essas ameaças que vem de vários lados.

Prestamos toda a solidariedade à família de Valmir que jamais esquecerá este acontecimento. E temos a certeza que o espírito dele estará para sempre na memória de todos e presente em cada luta do MTST.


Coordenação Nacional do MTST



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Ato de lançamento da campanha do PCB a vereador dia 10/08


Reproduzimos aqui o convite dos companheiros do PCB, que estamos apoiando criticamente na sua campanha para vereador (também apoiamos o Cyro Garcia, do PSTU, para prefeito, diferente do PCB, que está apoiando o Marcelo Freixo, do PSOL):


O Partido Comunista Brasileiro(PCB) tem a honra de convidar todo(a)s amigos,simpatizantes, militantes dos movimentos populares para o lançamento político de sua campanha movimento para vereador no Rio de Janeiro na figura do camarada Hiran Roedel.Nesta ocasião também entregaremos o manifesto político do PCB em apoio ao companheiro Marcelo Freixo para prefeitura do Rio.


Presenças de Ivan Pinheiro(Secretário Geral do PCB) e Marcelo Freixo confirmadas!


DATA: 10/08/12 HORÁRIO: 18:00 H
LOCAL: ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO IBGE

RUA Presidente Wilson 210 / 8° Andar / Centro


* Venha e mobilize!

Saudações Comunistas



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domingo, 5 de agosto de 2012

Eleições Municipais no Rio de Janeiro: Candidaturas dos trabalhadores contra as milícias e empresários!




Ninguém agüenta mais o playboy do Eduardo Paes (PMDB), que está expulsando os pobres da cidade para preparar os Megaeventos!

Eduardo Paes representa a continuidade política de vários governos da direita na prefeitura do Rio, sempre com a mesma fórmula: destruição da saúde, abandono da rede municipal de educação, porrada nos camelôs e sem-tetos, e obras de fachada ou até mesmo sem utilidade nenhuma, com o objetivo de favorecer a indústria do turismo e as empreiteiras, em vez das necessidades reais dos trabalhadores.

Em todas as tragédias recentes que aconteceram na cidade, Eduardo Paes estava sempre no mesmo lugar: em Paris, se divertindo com o dinheiro público e recebendo regalias de várias empresas que vão ganhar milhões com as obras da Copa e das Olimpíadas.

Eduardo Paes apoia o governo Sérgio Cabral (PMDB), responsável pela militarização das favelas (mantendo o tráfico de drogas) com as UPPs, envolvido em grandes escândalos de corrupção, como o da empresa Delta e dos seus negócios com Eike Batista, e ainda Sérgio Cabral atacou várias categorias em greve, prendeu 439 bombeiros durante a greve de 2011. Ou seja, eles dois são inimigos declarados de qualquer trabalhador.

A grande vergonha disso tudo é que o PT, partido que diz que representa os trabalhadores,
e a CUT a maior central sindical do país e controlada por este,além da UNE dirigida pelo PCdoB, ainda apóiam Eduardo Paes, e tem militantes fazendo parte do governo.

É uma vergonha, mas não é nenhuma surpresa, porque o governo Dilma, que está organizando a Copa do Mundo e as Olimpíadas, tem tomado medidas muito parecidas de ataque aos direitos dos trabalhadores.

Não é surpresa pra ninguém que os ataques de todos os governos atingem principalmente as mulheres, os negros e os nordestinos, que são as parcelas da classe trabalhadora que vivem nas comunidades em piores condições, que são a maioria dos terceirizados e as maiores vítimas da violência policial etc.

Depois de todas as lutas contra o Choque de Ordem, contra as remoções, das greves em defesa dos serviços públicos, os trabalhadores precisam de uma expressão política das suas reivindicações.

Nós, do Coletivo Lênin, sabemos que as eleições são um jogo de cartas marcadas, controladas pela mídia e pelo poder econômico. Por isso, elas não conseguem mudar a sociedade. Mesmo que um governo que realmente esteja do lado dos trabalhadores seja eleito, ele será derrubado pelas Forças Armadas, que também têm ligações permanentes com os grandes empresários.

Mas, mesmo assim, devemos aproveitar toda a discussão sobre política que acontece durante o período eleitoral para explicar pacientemente aos trabalhadores a necessidade de uma política independente e contrária à classe dominante. E por isso, deferente de muitos que militam conosco, inclusive na FIST(Frente Internacionalista dos Sem-Teto), nós não defendemos o voto nulo por princípio em todas as eleições, pois sempre que existir alguma candidatura que expresse, mesmo que parcialmente, as lutas dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, nós combinamos a defesa dessas candidaturas, quando existem, com a denuncia do papel do Estado e das instituições eletivas.
Muito melhor que só votar contra Eduardo Paes é avançar a organização dos trabalhadores e divulgar a necessidade da luta revolucionária contra o capitalismo.


Marcelo Freixo (PSOL) poderia cumprir esse papel?

A grande novidade dessas eleições no Rio é a candidatura de Marcelo Freixo (PSOL), um candidato de esquerda, identificado com a luta pelos direitos humanos e contra as milícias ou grupos de extermínio apoiados pelo Estado. A grande maioria dos militantes dos movimentos sociais está fazendo campanha para ele, inclusive contra a orientação dos seus partidos, como é o caso de setores do PT e do PDT.

A popularidade do Freixo é baseada na sua luta contra as milícias da Zona Oeste, que são verdadeiras quadrilhas que dizem que defendem a população, mas na verdade praticam o extermínio das pessoas que cometem qualquer crime nas suas áreas, e ao mesmo tempo exploram vários negócios ilegais e extorquem e ameaçam a população trabalhadora por sua “proteção”.

Para nós, muito mais importante que a quantidade de votos que um candidato possa ter, é o seu papel de denunciar a própria farsa que são as eleições e mostrar um caminho da luta para os trabalhadores em resposta a essa farsa.

Infelizmente, isso não é feito pela campanha de Marcelo Freixo. Essa campanha é muito baseada na sua imagem como parlamentar combativo, mas não tem propostas claras que coloquem as reivindicações dos trabalhadores em primeiro lugar.

Mesmo a sua luta contra as milícias não é acompanhada da denúncia do papel da polícia, instituição racista que diz que serve para proteger, mas só protege os ricos e dá dura nos pobres.Marcelo Freixo nem mesmo é contra as UPPs, deixando claro que acredita fielmente na numa “Reforma da PM”.

Tudo isso acontece porque Marcelo Freixo e seu partido, o PSOL, acreditam que é possível mudar a sociedade a partir de reformas do Estado. Para nós, ao contrário, é impossível fazer o Estado atual virar um instrumento do povo. É preciso substituí-lo pelo governo direto dos trabalhadores, através das suas assembléias de luta, o que só pode acontecer num processo revolucionário.


Voto crítico no PSTU e PCB! Lutar para criar o um verdadeiro Partido Revolucionário dos Trabalhadores!

Nas eleições desse ano, no Rio, o PSTU como candidato a prefeito sendo o Cyro Garcia e o PCB como candidato a vereador sendo Hiram Roedel, são os únicos partidos que participam do processo eleitoral com candidaturas que representam as reivindicações dos trabalhadores.

O PSTU e o PCB defendem várias reivindicações do movimento, como:

- a luta contra as remoções;
- a reestatização das empresas privatizadas, sob controle dos trabalhadores;
- não pagamento da dívida interna, com o objetivo de investir em saúde e educação;
- não a criminalização dos movimentos sociais.

Por isso, achamos que o PSTU e o PCB merecem o nosso voto nessas eleições, e a nossa participação na sua campanha eleitoral. Mesmo assim, temos várias críticas à política do ambos. Na campanha, as principais são as seguintes:

- Tanto o PSTU quanto o PCB não deixa claro que o seu programa não é um "programa de governo", e sim um programa de luta, que só pode ser realizado se for levado adiante pelo movimento, através da mobilização direta dos trabalhadores contra o Estado e o Capitalismo;

- Tanto o PSTU quanto o PCB se consideram partidos revolucionários. Mas na verdade nós do CL não acreditamos que exista um partido revolucionário organizado no Brasil (somente pequenos grupos dispersos dentro e fora das organizações).

O Partido Revolucionário deverá ser construído através da fusão entre essas várias organizações revolucionárias que estão dispersas. Nós vemos a participação nas eleições como um momento em que podemos explicar aos trabalhadores a necessidade de lutar contra o sistema aliado a necessidade da construção dessa organização como a única ferramenta capaz de levar as lutas legítimas da classe trabalhadora contra os ataques dos governos e por melhorias econômicas para um patamar superior de lutas coordenadas de transição para o socialismo.

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