QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Resposta à LBI: uma desculpa esfarrapada para justificar a ausência deles no ato que eles mesmos convocaram!

Os companheiros da LBI escreveram no dia 26/11 uma "polêmica" com o Coletivo Lênin,

http://www.lbiqi.org/teoria-revolucionaria-1/as-pressoes-da-contrarrevolucao-mundial-e-a-tendencia-da-dissolucao-programatica-dos-pequenos-grupos-revisionistas

aparentemente criticando as nossas novas posições sobre a questão dos Estados Operários e nosso novo programa. Mas como as elaborações sobre a questão dos Estados e da Internacional já foram divulgadas pela gente desde julho, é fácil perceber que o objetivo deles é se "desculparem" da ausência no ato contra a intervenção imperialista na Líbia, que aconteceu dia 17/11. Eles não participaram desse ato, que foi proposto pela própria LBI, e nós criticamos isso no nosso balanço.

Achamos necessário e importante responder a certas críticas, como estamos fazendo agora. Mas nossa intenção não é de forma alguma dar qualquer moral pra esse tipo de organização, entrando nos seus joguinhos sujos de ter como política principal ficar "tacando pedra um no outro" e se abster das questões reais e objetivas colocadas pela realidade de hoje. Nossa tarefa é a de construir uma organização, intervindo no movimento, e não através do beco sem saída das polêmicas entre seitas que se consideram donas do trotskismo.


Ausência da LBI no ato

Por isso, vamos começar pela crítica contra a desculpa esfarrapada deles sobre a ausência.

Bem, a LBI nunca criticou a participação dos companheiros do Comitê Antiimperialista de São Paulo no ato. Desafiamos a LBI a mostrar qualquer comunicação conosco que demonstre que eles haviam se posicionado contra a participação dos camaradas de São Paulo, essa crítica eles nunca fizeram. Aliás, a CST e OT não participam mais do Comitê Antiimperialista, e não estavam presentes no ato.

O ato foi remarcado, e não cancelado. Será que a mudança de data é motivo para não participar? Para nós, isso só se justificaria se a LBI tivesse alguma limitação de vir ao Rio na data. Mais uma vez, eles nunca falaram sobre isso, e desafiamos eles a nos contradizerem.

Portanto, a LBI não participou do ato porque não quis. Ou talvez para evitar o contato com a Liga Comunista, racha da LBI que faz críticas corretas ao seu abstencionismo, e que participa do Comitê Antiimperialista. Esse motivo faz mais sentido, e prova de fato que eles não estão comprometidos com a luta real  pela formação de um comitê antiimperialista no Brasil, mas apenas em seus posts da internet e textos de seu jornal. Enquanto isso os camaradas das organizações do Rio e de São Paulo fizeram todos os esforços possíveis para a preparação e construção desse espaço, mesmo havendo grandes diferenças políticas entre estes grupos e sem nenhum momento deixarmos de expressa-las, e dessa forma levamos adiante o ato antimperialista com essa vanguarda comunista que, ao contrário da LBI, de fato fez o que se propuseram a fazer:  lutar na realidade contra o imperialismo, e não somente através das publicações.

"Críticas políticas" da LBI

Como não teriam como acusar a gente quanto a nossa participação no ato, a LBI resolve falar das nossas novas posições em dois pontos:

-A necessidade de destruir o aparato estatal dos chamados "estados operários burocratizados". Pra começar, a LBI falsifica a posição da LIT sobre Cuba e Coreia do Norte, para fingir que é a mesma que a nossa. Para a LIT, ambos os países são ditaduras burguesas. Para nós, são estados controlados pela burocracia, onde a burguesia foi expropriada politica e economicamente, por isso devem ser defendidos contra forças restauracionistas.

-Acreditamos que qualquer movimento operário nos antigos estados do leste europeu que colocasse em pauta reivindicações democráticas, propondo participação operária no controle do processo produtivo sem derrubar o que sobrou de coletivização ou planificação, além de liberdade política pra se organizar, é um movimento democrático de caráter não capitalista, como foi na Hungria nos anos 50, na Tchecoslováquia  nos anos 60,Polônia nos anos 60, 70 até 1980; e por isso defendemos esses movimentos historicamente ou nos dias de hoje caso venha acontecer em Cuba, e Coréia do Norte, ou mesmo na China e Vietnã (nesses dois últimos acreditamos já ter sido restaurado o capitalismo). É a stalinofilia da LBI que os leva a serem contra movimentos democráticos nesses países, mesmo que não sejam controlados por setores pró-capitalistas, pois acham que qualquer movimento democrático contra as burocracias necessariamente é pró-capitalista. E é o dogmatismo da LBI que os impede de ver que recriar um exército baseado em milícias, destruir o aparato executivo e legislativo e construir sovietes, criar comissões de empresa para gerir a planificação, viria a ser o mesmo que destruir o aparato estatal de um país como a Coreia do Norte hoje ou mesmo a URSS entre 1935 e 1991, ou seja, muito mais que uma revolução política.

Mais uma vez, desafiamos os companheiros a explicarem como o capitalismo e o domínio político da burguesia foram restaurados no Leste Europeu e na China sem destruir o exército e o parlamento, que existiam até 1989?

Sobre o Afeganistão, é só estudar a história e vamos ver que o governo que a URSS foi "defender" em 1979 teve o seu presidente, Hafizullah Amin, morto pela KGB, para que a URSS instalasse um governo fantoche de frente popular. Nos comentários sobre a Nota sobre a LER-QI, corrigimos a formulação sobre o Afeganistão, que estava muito confusa e não refletia a nossa política.


Não poderia acabar sem mais uma calúnia stalinista!

No final, a LBI fala de forma distorcida que lamentamos que o PSTU não foi ao ato. Vamos somente copiar a frase aqui do nosso balanço do ato do dia 17 (http://coletivolenin.blogspot.com/2011/11/ato-antiimperialista-no-rio.html), pra não deixar dúvidas sobre o que de fato escrevemos:

"Lamentamos ainda que outras organizações, como o PSTU e PSOL, que com seu oportunismo, traição e falta de senso de realidade se jogam no mesmo saco da mídia burguesa, e chamam a queda de Kadafi ,derrubado pelo imperialismo e seus lacaios, de revolução, demonstrando que não são melhores que a social-democracia traidora que apoiou as suas burguesias nacionais na 1ª Guerra Mundial em 1914".


Conclusão:uma seita pseudo-trotiskista!

Bem, todo esse método sujo de polemizar com o CL mostra o verdadeiro caráter da LBI. Apesar do seu programa, que é fundamentalmente revolucionário (mesmo que com várias posições que capitulam ao nacionalismo das nações oprimidas, como apoiar o atentado de 11 de setembro, defender um governo do Hizbollah no Líbano etc), o funcionamento da LBI é baseado em usar o seu programa não como instrumento para intervir no movimento de massas, e sim como desculpa para não intervir, e ainda atacar como inimigas todas as outras correntes.

Infelizmente, todas as características de uma seita estão presentes na LBI. Vamos citar Marx, que é para nós um grande teórico, e para LBI o fundador da sua religião, falando sobre Lassale: "De fato, toda seita é religiosa... Ele caiu no mesmo erro que Proudhon, de não buscar a base real da sua agitação nos elementos atuais do movimento de classe, e sim de tentar prescrever o curso do movimento de acordo com certa receita doutrinária".

A concepção fundamental da LBI, que ao mesmo tempo é fruto do seu isolamento e os deixa cada vez mais isolados, é a sua "teoria" messiânica, que  que a função da LBI é a de serem os guardiões do "programa trotskista" durante décadas a fio, até que o movimento de massas se recomponha e se possa criar novamente partidos bolcheviques. Nas palavras deles, em Dez anos de fundação da Liga Bolchevique Internacionalista:


"Talvez não sejamos daqui a 20, 30 anos, nem um partido com influência de massas, mas temos a certeza de que continuaremos construindo o partido, caminhando passo a passo com nossas posições políticas cada vez mais centradas, mais coladas com a realidade, calibrando nossa pontaria no sentido da delimitação programática com a esquerda revisionista e reformista. Talvez daqui a 20 anos sejamos um partido de 100, 200 ou 300 militantes. Mas podem dizer, 30 anos na estrada e são só 100 ou 200. A etapa histórica é exatamente esta.


O nosso desafio histórico não é fazer a revolução já, não é amanhã que presidiremos o Estado. É manter vivo o partido revolucionário, porque na atual etapa da luta de classes mundial, manter em pé um partido com estrutura bolchevique, manter vivo o leninismo, não o de fachada, de fórmulas, mas o da dedicação profissional de seus militantes, de dedicação integral, de vida é uma tarefa histórica a nós incumbida. Manter vivo isto, combinado com um programa correto, do qual Trotsky lançou os fundamentos, combinar o leninismo com o trotskismo na construção do partido, nós vamos ter a certeza de que a revolução proletária será construída, não sabemos quando, se daqui a 50, 60, 100 anos, mas ela vai ser construída porque a história da humanidade mostrou que em todas as revoluções, sem um partido não há revolução, com espontaneidade das massas não há revolução, com o anarquismo não há revolução.

Temos claro que vamos sedimentar o núcleo cada vez mais duro, de quadros, cada vez mais preparados, dedicados que trabalhem não com o entorpecente da revolução de amanhã, mas que trabalhem para construir um partido para a eternidade da humanidade”.


Reparem bem na palavra "eternidade"!

É justamente essa concepção prática, oposta a lutar dentro do movimento operário pela sua recomposição e superação da sua crise, que cria todas as práticas degeneradas da LBI. É o que faz a sua direção punir toda divergência, porque ela pode "macular" o programa "sagrado". É o que afasta a LBI do movimento real, para ela não se "contaminar" com o oportunismo. Tudo isso foi provado com o racha da Liga Comunista.

É o que faz a sua direção controlar a vida dos militantes, para impedí-los que questionar o programa.  É o que faz eles atacarem todas as outras organizações como inimigos e traidores.

É também é isso o que torna a LBI uma organização estéril para a construção do partido revolucionário.
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Alemão, Mangueira, Rocinha: as UPPs reformulam o tráfico, dão dura nos moradores e preparam a cidade para os lucros do turismo


Sem nenhum tiro.


                       
blindado das Forças Armadas

Foi assim que a polícia definiu a "ocupação" da Rocinha, a maior favela da América Latina, para construir a mais nova UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).

Sem nenhum tiro, é claro, porque a ação já tinha sido amplamente anunciada. Ninguém é tão inocente que não perceba que isso é uma manobra para preservar o tráfico. No caso, deixar uma boca de fumo na Rocinha, "por baixo dos panos", "dischavada", e permitir que a maioria dos traficantes vá para outras comunidades, para a Baixada e para Niterói e São Gonçalo.
blindado subindo a Rocinha

Muitos jornalistas já provaram que o tráfico continua nas áreas onde existem UPPs:

http://noticias.centralblogs.com.br/post.php?href=mesmo+com+upp+trafico+continua+discretamente+em+morro+do+catumbi&KEYWORD=10743&POST=4135835&

Ou ainda essa reportagem, da BBC, favorável às UPPs:

http://noticias.uol.com.br/bbc/2011/11/14/direto-da-rocinha-policia-e-moradores-sao-como-amigos-que-ficaram-de-mal-na-infancia.jhtm


Aí já fica claro que as UPP não são contra o tráfico. A partir daí, nem vamos mais falar sobre isso nesse artigo. É importante pontuar isso, porque existe um discurso hipócrita de que a violência das UPPs é necessária contra a violência maior do tráfico.

Agora, inclusive existe um discurso pior ainda, de que é melhor o tráfico "disciplinado" pela UPP do que o que existia antes, controlado pelas facções. É uma tese parecida com a do "rouba, mas faz" a favor do Paulo Maluf. Ou seja, um abandono aberto de qualquer noção liberal de que o Estado tem que garantir direitos iguais e defender a lei. Um discurso conservador, antipovo.   

Com a da Rocinha, já são 19 UPPs no Rio de Janeiro. Como explicamos em "O Estado burguês reorganiza o tráfico no Rio de Janeiro"--(http://coletivolenin.blogspot.com/2011/02/texto-da-nossa-revista-revolucao.html)--, toda a onda sobre as UPPs serve para passar uma imagem de que o Rio de Janeiro é um cidade segura para os turistas, aumentando os lucros das grandes empresas durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas, além de contribuir para o aumento da bolha imobiliária que existe em função dos megaeventos, om uma valorização absurda dos preços dos imóveis e alugueis sem relação com a realidade.


Como lutar contra a aliança entre políticos burgueses, polícia e tráfico

A violência policial continua, sob novas formas, nas áreas controladas pelo "Comando Azul" da PM ou o "Comando Verde" das Forças Armadas:
moradores do Alemão denunciam e lutam contra a opressão militar

http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=6441:video-flagra-truculencia-de-pms-da-upp-do-cantagalo&catid=154:repressom-e-direitos-humanos&Itemid=23

http://www.direitoshumanos.etc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=9743:unidade-de-policia-pacificadora-upp-segregacao-urbana-criminalizacao-da-resistencia-popular-e-violencia-policial&catid=58:seguranca-publica&Itemid=245



http://www.youtube.com/watch?v=0N-If2rqMzg

http://www.youtube.com/watch?v=o4BsQ_7qJbQ&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=wBqeO7hmE1I&feature=related

morador do Alemão leva tiro de borracha a queima-roupa do Exército em manifestação

Os Ratinhos, Wagner Montes, Alborghetis e Datenas da vida, que espumam de ódio de classe dizendo que isso é necessário na luta contra o tráfico, nunca foram vistos defendendo o mesmo tipo de medida em Ipanema nem nos Jardins, onde a população é branca e cheia de dinheiro!

Se realmente o Estado quisesse acabar com o tráfico, ele teria que tomar medidas necessariamente anticapitalistas, já que o tráfico é um setor altamente lucrativo da economia. Seria preciso fazer coisas que o Estado, como instrumento das classes dominantes, nunca poderia fazer:

- Quebra de sigilo bancário e telefônico das autoridades (inclusive nas Forças Armadas do Brasil) e empresas envolvidas com o tráfico;


- Expropriação dos bens ganhos com o tráfico;


- Dissolução da polícia, completamente corrrupta e vinculada ao crime organizado;

Entre outras medidas.

estudantes da USP em luta contra a opressão e violência da PM aos estudantes e trabalhadores na USP e em todo o Brasil


A geografia das UPPs

As UPPs não se dividem igualmente por toda a cidade, nem usam o mesmo nível de violência.

A expressão "para inglês ver" surgiu na época da proibição do tráfico de escravos pela Inglaterra, quando o governo brasileiro aprovou uma lei ratificando a proibição, mas que só ficou no papel. Essa expressão define completamente o que acontece na implantação das UPPs.

Na Zona Norte, longe dos olhares dos turistas, a bala come generalizadamente, como foi no Complexo do Alemão. Já na Rocinha, na Zona Sul, e na Mangueira, perto do Maracanã, a ocupação foi "pacífica".

Mas o mais importante é que na Zona Oeste só existem duas UPPs, Batan e Cidade de Deus. Por que será? É fácil, é porque a Zona Oeste é controlada quase totalmente pelas milícias, e o governo do Estado tem muito mais confiança nelas, que são formadas por policiais, bombeiros e ex-policiais, do que no tráfico. Não por acaso, nas comunidades da Zona Oeste controladas pelo tráfico, a polícia tem feito uma série de operações, que servem para enfraquecer os traficantes e preparar a situação para a milícia invadir.

Aliás, se alguém ainda duvida de que Sérgio Cabral  e Eduardo Paes (PMDB) apoiam as milícias:


Sérgio Cabral em festa com seus aliados criminosos da milícia para-militar do Rio, durante a campanha eleitoral


http://www.youtube.com/watch?v=8YfnQdCZ8jc


http://www.youtube.com/watch?v=nRBInXHeo8Y&feature=related

A própria expressão "polícia pacificadora" nos faz lembrar de Duque de Caxias, patrono do exército brasileiro, chamado de "Pacificador", porque massacrou todas as revoltas populares do temp do Império. É mais um "recado" das forças armadas, mostrando que ainda tratam a maioria trabalhadora e negra da população como inimigos mortais.


Qual deve ser a resposta da esquerda revolucionária?


 
       Manifestação dos estudantes da USP contra a repressão policial no dia 23/11/2011

Como já sabemos, o PSOL, sendo um partido socialdemocrata que confia na "democratização" do Estado, apoia as UPPs. Estranha democratização essa, feita a bala contra a população trabalhadora e negra!

http://www.marcelofreixo.com.br/site/noticias_do.php?codigo=104

O PCB e o PSTU são formalmente contra as UPPs, embora não sejam claramente contra a polícia. Devemos exigir que essas organizações façam uma campanha real contra a violência policial e as UPPs, através da CONLUTAS e da Intersindical.

Nas pequenas organizações revolucionárias, existe um consenso de que devemos lutar contra as UPPs tendo como objetivo estratégico a dissolução das polícias, que só pode ser conseguida numa situação revolucionária. A polícia é um aparato repressor a serviço das classes dominantes. Ela é recrutada entre pessoas que conscientemente escolhem fazer repressão diária contra o trabalhadores, especialmente os negros. 

No próprio brasão da PM carioca aparecem um ramo de fumo e frutos de café, representando a produção dos senhores de engenho da época em que ela foi formada, como instrumento para prender novamente os escravos que fugiam. A sua estrutura impede qualquer oposição e ela está ligada ao crime organizado através da corrupção de tal forma que é impossível reformar ela.

Por isso, os comunistas sempre defenderam a sua substituição por autodefesas dos trabalhadores, não-profissionais e que se rodiziem, para impedir que o poder se acumule nas mesmas mãos.

Mas também temos que ter palavras de ordem imediatas para lidar com essa situação. Defender abstratamente, como fazem alguns companheiros (como a LC e a LER) que a polícia seja substituída por autodefesas dos trabalhadores, é uma posição equivocada. Ela não leva em conta a verdadeira correlação de forças nas comunidades que, na grande maioria, não têm nem mesmo as mínimas formas de organização.

Isso não quer dizer que não se possa usar a palavra de ordem da autodefesa, mas sim que ela deve servir de resposta a casos específicos, onde existam condições concretas para elas serem formadas (algumas lutas contra remoções, ascensos nas comunidades etc), o que não é o caso quando as autodefesas são levantadas como forma de organização permanente dos trabalhadores após expulsar as UPPs. Isso infelizmente está ainda fora da realidade.

Como Trotsky ensinou, devemos combinar as palavras de ordem democráticas (contra a violência policial, direitos humanos etc) com outras, as reivindicações transitórias, que possam ser usadas para mobilizar os trabalhadores contra o capitalismo, respeitando a nível de consciência deles, mas apontando para outro estado e outra sociedade. A palavra de ordem de autodefesas, levantada como linha geral imediata contra a polícia, na conjuntura atual, não seria transitória, porque não poderia ser usada para mobilizar as massas. Seria uma palavra de ordem do programa máximo.

Ao participar das lutas nas comunidades, os revolucionários devemos primeiramente defender a formação de oposições classistas nas associações de moradores. A maioria das associações são controladas pelo estado e apoiam as UPPs.

No caso da associação da Rocinha, que não é nem ligada ao tráfico nem ao estado, mesmo assim ela acabou apoiando a UPP, e criticando os "abusos". Isso é a mesma coisa que tomar banho e reclamar de sair molhado!

http://www.voluvia.com/noticias/?p=21965

Ao mesmo tempo, temos que criar comitês comunitários contra a violência policial e do tráfico, que organizem diretamente a população para as lutas, e defender a unidade com o movimento sindical em defesa das reivindicações do interesse de todos os trabalhadores (redução da jornada de trabalho sem redução de salários, plano de obras públicas com todos os direitos trabalhistas para os operários etc).

Essa situação das UPPs mostra mais uma vez a necessidade da criação de um partido revolucionário dos trabalhadores junto a fundação de uma nova internacional revolucionária, com maioria de mulheres e negros, para lutar contra o racismo e o capitalismo. Os esforços do Coletivo Lênin para combater e denunciar toda a opressão e o militarismo sanguinário da burguesia e do Estado brasileiro são apenas uma pequena contribuição para tornar realidade essa nova ferramenta de luta da classe trabalhadora.

                            
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Ato antiimperialista no Rio


Nesta quinta-feira passada, dia 17/11, foi realizado o ato antiimperialista em frente às embaixadas da França e EUA. Embora um ato de vanguarda, podemos dizer que estavam presentes militantes de organizações comprometidas de fato com a luta contra as brutais investidas do imperialismo nesse novo período de crise que se arrasta desde 2008. Foi uma corajosa demonstração de luta e de resistência em solidariedade aos trabalhadores do mundo inteiro que hoje são explorados, caçados e trucidados pela ganância e pelas armas da corja imperialista, que hoje se encontra desesperada por novos recursos, mercados e trabalhadores baratos, pela necessidade de “solucionar” a crise econômica alavancada pelo seu próprio sistema financeiro mundial.

Desde a queda de Kadafi a mídia burguesa vem anunciando aos quatros cantos do planeta mais uma “vitória da democracia”. Exaltam todo o processo, como se fosse uma vitória do povo Líbio a dominação imperialista por via dos mercenários do governo fantoche pró-imperialista do CNT, apoiados pelos bombardeios da OTAN, além da execução de Kadafi e outros prisioneiros que resistiram à recolonização imperialista na Líbia. Por trás do CNT estão as mãos sangrentas dos governos e corporações financeiras da França, Inglaterra, Itália, Alemanha e EUA, que necessitam retomar e explorar os recursos energéticos e as forças de trabalho de suas antigas colônias, sendo essa a única cartada do imperialismo para pagar suas contas e sair da crise.

Saudamos os camaradas da LC, PCB, RR, RC, NATE e Espaço Cultural Mané Garrincha, além de estudantes e trabalhadores de base, que estiveram juntos conosco na divulgação, preparação e realização do ato, que embora tenha sido de vanguarda, demonstrou a nossa disposição de luta para denunciar a carnificina imperialista aos olhos dos trabalhadores brasileiros, e alertar sobre o papel de sempre da mídia burguesa, a mesma mídia que ficou do lado dos militares no golpe de 1964 e que hoje defende descaradamente o imperialismo com notícias fantasiadas de “revoluções democráticas”, “rebeldes revolucionários” e vitórias da “democracia” no mundo árabe.

O protesto teve início em frente ao consulado da França, no centro da Cidade, onde foi aberta a faixa do Comitê Anti-imperialista e onde foram feitas as intervenções denunciando para os trabalhadores a farsa do imperialismo nos países árabes e norte da África, enquanto o consulado retirava as bandeiras da França e da UE do mastro; ao final foi feita uma caminhada até o consulado dos Estados Unidos, também no Centro, finalizando com palavras de ordem anti-imperialistas. Com certeza foi uma grande vitória conseguir reunir parte da vanguarda nacional que está sempre lutando do lado da classe trabalhadora nos seus locais de atuação, e ter a certeza da possibilidade de projetos futuros, onde possamos atuar em conjunto pela vitória dos trabalhadores contra o capitalismo nacional e internacional. Por isso acreditamos que em 2012 se fará mais necessário a expansão do comitê antiimperialista, originado São Paulo, para outras cidades, como a melhor forma de convergir a vanguarda comunista mais combativa em uma luta comum contra o avanço dos maiores inimigos da classe trabalhadora, que no ano que vem serão mais vorazes devido ao aprofundamento da crise econômica mundial.

Infelizmente, não compareceram alguns companheiros, como os camaradas da LBI, que propôs o ato no Rio, mas que na hora não esteve presente, e segundo os camaradas da própria LBI, foi devido à participação de seus militantes na greve dos estudantes da USP; mas de qualquer forma demonstrou que se a existência do ato fosse sua responsabilidade, ele simplesmente não aconteceria. Lamentamos ainda que outras organizações, como o PSTU e PSOL, que com seu oportunismo, traição e falta de senso de realidade se jogam no mesmo saco da mídia burguesa, e chamam a queda de Kadafi ,derrubado pelo imperialismo e seus lacaios, de revolução, demonstrando que não são melhores que a social-democracia traidora que apoiou as suas burguesias nacionais na 1ª Guerra Mundial em 1914.

Por fim, acreditamos que num momento de crise de direção da classe trabalhadora, e também do próprio movimento operário, é importante dizer que apesar dos contratempos, este foi só o primeiro passo, pois não iremos desanimar e estaremos presentes nas próximas lutas conjuntas com os camaradas que hoje compões a Frente Anti-imperialista. Ainda há companheiros com os quais podemos construir um novo horizonte de lutas contra a opressão de classe no capitalismo. Ninguém nos calará, quando nossa tarefa for gritar a verdade para a classe trabalhadora, independente de onde estivermos. O movimento operário tomará forças, a direção revolucionária se revigorará, e marcharemos juntos pelo fim da propriedade privada e das desigualdades sociais, rumo ao Socialismo.

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Balanço do Comitê Antiimperialista (SP) sobre o ato do dia 17/11 em defesa da Líbia

RJ - ATO NACIONAL CONTRA A INTERVENÇÃO IMPERIALISTA NA LÍBIA


“Fora OTAN, fora já daí, contra o imperialismo de Obama e Sarkozy!”
No dia 17 de novembro foi realizado no Rio de Janeiro um importante ato nacional contra a agressão imperialista à Líbia.
Protesto no Consulado dos EUA
O protesto teve dois momentos, um em frente ao Consulado francês e outro no Consulado dos EUA.

Protesto no Consulado da França

Estiveram presentes militantes da Liga Comunista, da Refundação Comunista, do PCB, do Coletivo Lenin e do Reagrupamento Revolucionário. A LC e a RC estavam no ato do Rio representando também o Comitê Antiimperialista de São Paulo. As falas dos agrupamentos presentes denunciaram o massacre de 60 mil pessoas nesta mais recente aventura militar da OTAN em busca de se apropriar das riquezas energéticas dos países oprimidos e a imposição do governo fantoche do CNT, e reivindicaram a defesa da resistência antiimperialista naquele país africano.

As falas também denunciaram as invasões do Afeganistão, Iraque e Haiti e a ameaça eminente de novas invasões contra a Síria, Irã, Cuba e Coréia do Norte. Em cada um dos atos os manifestantes gritaram em alto e bom som: “Fora OTAN, fora já daí, Fora o imperialismo de Obama e Sarkozy!”
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Novo programa do Coletivo Lênin

Introdução


Este é o novo programa do Coletivo Lênin, que estamos lançando depois de um ano da nossa ruptura com a TBI, e após um longo processo de autocrítica de algumas das nossas posições anteriores. Ele contém as nossas posições básicas na luta pela construção do partido revolucionário.

Existem algumas mudanças em relação ao programa anterior. Principalmente retiramos do programa algumas "cascas de banana" sectárias da TBI. Elas se tratam de:

- posições táticas (como em que situação votar em partidos operários, qual deve ser a palavra de ordem sobre imigração etc). Essas posições não são fundamentais, e torná-las "questão de princípio", ao colocá-las no programa, é uma maneira de impedir a fusão com outros grupos revolucionários.

- análises de situações específicas (por exemplo, Guerra das Malvinas, Guerra dos Seis Dias etc). Como disse Marx, "o concreto é a soma de múltiplas determinações" (Introdução à crítica da economia política). Por isso, grupos com o mesmo programa pode avaliar diferente quais são as determinantes numa situação específica e, por isso, tirar políticas diferentes. Mais uma vez, o recurso de colocar essas caracterizações no programa é uma forma de reafirmar que a organização que faz isso "sempre esteve certa", e que as outras devem adotar todas as posições que ela já teve para fundir com a mesma.

Nós colocamos no programa novo um ponto específico sobre a intervenção no movimento de massas. Acreditamos que isso não existia no programa anterior por influência do abstencionismo da TBI.

Também tiramos todas as formulações diretamente teóricas do programa, por achar que elas não conseguiram ser explicadas adequadamente no documento. Por isso, quando um militante está entrando no CL, usamos como base para a discussão teórica os nossos livretos. Assim, o programa fica mais curto e focado somente nas questões políticas. Existem antecedentes históricos para essa forma de escrever o programa, por exemplo os programas do Partido Operário Francês, escrito por Marx, o programa da LCI brasileira e os "onze pontos" para a fundação da Quarta Internacional.

Finalmente, convidamos todas as organizações revolucionárias a estudarem o nosso programa, criticá-lo e discutir com a gente. Esse debate é uma das necessidades para a construção do partido revolucionário.



Revolução permanente x Etapismo

Nos últimos séculos, o capitalismo se consolidou como sistema econômico mundial, principalmente através da divisão internacional do trabalho. Vivemos na época do imperialismo – época do declínio capitalista. A experiência deste século demonstrou que as burguesias nacionais do mundo neocolonial são incapazes de completar as tarefas históricas da revolução democráticoburguesa, como a reforma agrária e a soberania nacional. Não há, em geral, nenhum caminho aberto para o desenvolvimento capitalista independente nestes países.

Nos países neocoloniais, as realizações das revoluções burguesas clássicas só podem ser conquistadas através do esmagamento das relações capitalistas de propriedade, separando-os do mercado mundial imperialista, e estabelecendo a propriedade da classe trabalhadora (ou seja, coletivizada).

Países como o Brasil, a Índia, e a África do Sul são dependentes do imperialismo, mas têm uma autonomia relativa. O nível da sua acumulação interna de capital, e a fusão deste capital nacional com o capital imperialista define o seu caráter como subimperialista. Geralmente, eles estão envolvidos, de forma dependente e associada, com o imperialismo, na exportação de capital em suas regiões (no caso do Brasil, a América do Sul e a África lusófona). Nestes casos de opressão subimperialista, somos contra as tropas do Brasil, como no Haiti, e a expropriação de seus investimentos, como no setor petroleiro boliviano. Nos casos de conflito com o imperialismo (muito improváveis, devido à cooperação antagônica com as metrópoles), defendemos os países subimperialistas, porque são nações dependentes.

Defendemos todos os partidos e regimes dos países semicoloniais e subimperialistas contra o imperialismo, sem dar nenhum apoio político a essas direções.    

Defendemos a autodeterminação de todos os povos, ou seja, o seu direito de se organizarem politicamente da forma que quiserem, inclusive o direito à separação.

Defendemos o direito de emigração para todas as pessoas do mundo, e que os imigrantes tenham plenos direitos de cidadania nos países onde vivem. 


Intervenção no movimento

Defendemos a intervenção no movimento sindical, popular e estudantil com um programa que combine reivindicações democráticas e socialistas, com a intenção de colocar em evidência a falha do sistema capitalista de dar as garantias as necessidades mais básicas da classe trabalhadora.

Procuramos participar de todas as entidades de base e de todas as centrais em que elas participem, formando chapas com o programa acima.

Fazemos frentes únicas, ou seja, unidade na ação com outras correntes, com todos os setores do movimento, na luta por reivindicações imediatas que beneficiem a classe trabalhadora. Sem perder de vista a necessidade de sempre se dar um passo a frente, com o objetivo central de se diferenciar das demais organizações reformistas e centristas, mostrando às suas bases as contradições que suas direções carregam entre seu programa político e sua atuação prática.

Nós fazemos blocos com programa (como chapas sindicais, movimentos, blocos dentro de movimentos específicos, como o movimento contra a guerra imperialista etc) somente com outras correntes revolucionárias, porque formar blocos com centristas ou reformistas significaria rebaixar o programa para o setor.

Não formamos nem participamos de blocos com partidos burgueses, ou seja, frentes populares, nem nas eleições nem no movimento, porque isso significa abrir mão da independência de classe e adotar o programa da burguesia.

Em todas essas situações, somos a favor da plena democracia operária, com total liberdade de expressão para as correntes e indivíduos.

Procuramos enraizar o programa comunista na classe trabalhadora através da construção de colaterais programáticas nos movimentos. Tais formações devem participar ativamente de todas as lutas por reformas parciais e melhoras na situação dos trabalhadores e sempre colocar em pauta reivindicações socialistas.

Utilizamos do voto crítico em eleições onde não seja possível ou produtivo participar com uma chapa própria. Essa tática tem como mesmo objetivo a de frente única: de mostrar às bases de organizações de esquerda não revolucionárias a insuficiência do programa defendido por suas direções diante das contradições do sistema capitalista. Somente uma organização que lute pela revolução e tomada do poder pelos trabalhadores é capaz de guiar a classe trabalhadora para a vitória.


Somos contra qualquer tipo de intervenção do Estado no movimento, de qualquer forma, e contra o uso da justiça burguesa contra outras correntes do movimento dos trabalhadores.



Opressões específicas

No Brasil, a luta pelo poder dos trabalhadores está completamente ligada à luta pela libertação negra. Os negros brasileiros são uma casta de cor, segregada nos setores mais inferiores da sociedade e se concentram, sobretudo, na classe operária, particularmente nos setores estratégicos do proletariado industrial e no exército industrial de reserva (a massa de desempregados). O racismo, historicamente, foi o maior obstáculo para a ação política dos setores mais oprimidos da classe, em todos os movimentos. Considerados responsáveis pelo atraso do país, pela ideologia do branqueamento, as lutas do proletariado negro têm um potencial revolucionário decisivo.




Na luta dos negros, existem três estratégias distintas (que também estão presentes, de forma um pouco diferente, no movimento de mulheres). Uma é o integracionismo reformista, que tem o objetivo de dar aos negros direitos e oportunidades iguais dentro do capitalismo. A segunda é o separatismo ou nacionalismo negro, que defende que os negros são uma nação que deve se separar na sociedade branca. A terceira estratégia, que nós revindicamos, é o integracionismo revolucionário, que considera que o integracionismo reformista só atende a uma minoria, sendo incapaz de dar igualdade à grande maioria dos negros e que o separatismo é uma utopia reacionária. Para os integracionistas revolucionários, a igualdade racial só pode ser alcançada com a destruição do capitalismo, que alimenta o racismo, através da luta revolucionária integrada dos trabalhadores de todas as raças. 

Um aspecto da questão negra muito em evidência recentemente é a opressão religiosa sofrida pelos seguidores de cultos africanos e afrobrasileiros. Como marxistas, defendemos a liberdade de crença e a completa separação entre Estado e religião e mantemos a posição comunista de defesa do materialismo e da ciência, assim como do combate ao uso da religião para aumentar o conformismo entre os oprimidos. Porém, defendemos, inclusive militarmente, os locais de culto e os seguidores das religiões oprimidas.

A opressão das mulheres é enraizada materialmente na existência da família nuclear, a unidade básica e indispensável da organização social burguesa, e também na repressão sexual, que só serve como um dos aspectos que mantém a classe trabalhadora sob controle na sociedade capitalista e que afeta principalmente o sexo feminino. A luta pela igualdade social completa para as mulheres é de importância estratégica em todos os países do globo. Ela inclui a luta pela socialização do trabalho doméstico, que só pode ser realizada numa economia planificada, pelos direitos democráticos da mulher, incluindo a legalização do aborto e libertação sexual, e pela integração das mulheres no movimento operário.

Uma forma de opressão especial relacionada ao machismo é a que é experimentada pelos homossexuais, que são perseguidos por não conseguirem se adaptar aos papéis sexuais ditados pelo ''estado normal'' da família nuclear e se diferenciarem do padrão moralista de relações sexuais. A vanguarda comunista deve defender os direitos democráticos dos(as) homossexuais e opor-se a todas e quaisquer medidas discriminatórias contra eles(as).



Partido Revolucionário e Nova Internacional

Defendemos a construção no Brasil de um partido revolucionário dos trabalhadores.  Seu regime organizativo interno deve ser o centralismo democrático, ou seja, a organização deverá ser constituída por núcleos com direito de tendências, com total liberdade de discussão e unidade de ação tática e estratégica. Para se enraizar no setores mais explorados da classe trabalhadora, esse partido precisa ter maioria de mulheres e negros na sua composição.

Esse partido só poderá ser construído se for em conjunto com uma luta pela construção de uma internacional comunista revolucionária, que leve em consideração a existência de uma pluralidade de novas correntes revolucionárias. Esta internacional deverá ser o partido mundial da revolução onde as diversas organizações nacionais se integram numa política revolucionária conjunta.

O objetivo do partido revolucionário deve ser a luta pela revolução socialista, uma insurreição armada dirigida pela classe trabalhadora, para destruir o estado burguês e estabelecer o governo direto dos trabalhadores, através de suas assembleias de base, como forma de abrir o caminho para o socialismo.



Defensismo Revolucionário

A restauração do capitalismo na URSS, no Leste Europeu, China e Vietnam foi uma derrota histórica para os trabalhadores a nível mundial. As mobilizações que ocorreram contra a burocracia nos anos 80 e 90, pela ausência de uma direção revolucionária, foram canalizadas pelo imperialismo.

Consideramos que foi progressiva a expropriação econômica e política da burguesia, por isso defendemos incondicionalmente os Estados Cubanos e Norte Coreano contra a restauração do poder e propriedade da burguesia.

Os comunistas têm que ser contra todos os movimentos controlados por setores prócapitalistas, em geral aliados do imperialismo. Para isso defendemos a unidade com setores stalinistas ainda contrários à restauração.

Porém, na defesa desses estados, deve ficar claro que nossa tarefa principal é a luta por uma nova revolução que tome o poder das mãos da burocracia estatal para finalmente criar um governo direto dos trabalhadores com planificação econômicas sob controle operário. Por isso somos a favor de todas as mobilizações contra a burocracia quando não tem um conteúdo prócapitalista e são sim progressivos, como nos 50, 60 e 70 na Hungria, Tchecoslováquia e Polônia. Nessas mobilizações devemos construir partidos revolucionários.
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Nota sobre a LER-QI

Essa nota é uma autocrítica de algumas posições sectárias que tínhamos sobre a LER-QI.


Nota sobre a LER-QI

A LER é uma ruptura do morenismo (LIT), principalmente com a sua estratégia de "revolução de fevereiro". Mas, apesar de manter posições fundamentalmente revolucionárias, não conseguiu superar várias concepções oportunistas do PSTU, que impedem a nossa fusão com eles, a não ser que eles (ou nós) mudem muito da política.

Mais informação sobre isso pode ser encontrada no nosso texto Podemos construir um partido revolucionário com a LER?, mesmo que o texto seja marcado por algumas posições sectárias que tínhamos na época, por influência da TBI, por exemplo:


- defender o golpe militar polonês de 1981, que foi contra a base operária do solidariedade e destruiu os comitês de greve, como se fosse uma ação necessária para defender o estado operário polonês

- defendíamos a ocupação soviética no Afeganistão, que derrubou uma frente popular para criar um governo completamente controlado pela burocracia stalinista. Durante as discussões com a LC, mudamos a nossa posição para que o movimento de massas afegão expulse as tropas soviéticas! Nenhum campo militar com os mujehedins fundamentalistas!

- rejeitávamos completamente a luta pelas cotas, posição que já mudamos dentro do Movimento Hora de Lutar, que construímos na UFRJ em 2010-2011

- considerávamos a China como estado operário, posição que rejeitamos hoje, o que tinha sérias consequências políticas (por exemplo, a gente era contra a independência do Tibete). Hoje, achamos que o capitalismo foi restaurado na China entre 1989-1992, e o país hoje é subimperialista, exercendo dominação colonial sobre as suas minorias nacionais e em alguns países africanos, para onde ela exporta capital. Ainda estamos finalizando o nosso novo documento, com a nossa autocrítica sobre a questão dos estados operários


O pior do documento é que ele não diz claramente que, apesar dessas posições, a LER é uma organização revolucionária. A gente estava reproduzindo a lógica estilo TBI de que só existe uma organização revolucionária no mundo, a nossa. Se nós não podemos fundir com eles imediatamente, é por causa das posições herdadas do morenismo, como a stalinofobia brutal, o regime sem tendências permanentes e o uso de palavras de ordem democráticas como eixo político, que iriam impedir o funcionamento da organização, já que essas diferenças apareceriam toda hora de novo. Mas podemos colaborar com eles em lutas e frentes no movimento.
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domingo, 13 de novembro de 2011

Boletim da LC sobre a desocupação na USP

Reproduzimos aqui o Boletim da LC, como parte do nosso esforço contra as mentiras espalhadas pela mídia empresarial contra o movimento estudantil da USP. Nós concordamos com a maioria das coisas, e temos críticas sobre alguns detalhes e caracterizações, mas publicamos aqui porque nem participamos do processo (o CL ainda não tem militantes em São Paulo), nem tivemos tempo para fazer um documento nosso com uma análise mais profunda do que aconteceu.



Greve Geral pela expulsão da PM e de Rodas da USP!
Do Folha do Trabalhador # 4 novembro de 2011

A luta contra o governo Alckmin e Rodas, seu interventor na USP, e contra a militarização da universidade ingressou decididamente em um nível superior de enfrentamento. Como prevíamos no boletim anterior distribuído no próprio dia 08/11, a maior repressão já sofrida pelos estudantes na USP que visava aterrorizá-los e liquidar o movimento pelo “Fora PM!” foi um tiro que saiu pela culatra. No mesmo dia em que a USP sofreu a maior invasão militar de sua história, com helicópteros, cavalaria e mais de 400 soldados da tropa de choque e P2 infiltrados, também foi o dia em que os estudantes daquela universidade realizaram sua maior assembléia desde 2007, com quase 3000 estudantes. A assembléia que derrotou a posição defendida pelo DCE (PSOL) e pelos CAs, influenciados pelo PSOL e PSTU e deflagrou a greve geral e imediata na universidade, ao contrário da asquerosa campanha da mídia burguesa que calunia o movimento dizendo que ele não passa de uma minoria de mimados playboys, era composta majoritariamente por estudantes do turno da noite que haviam passado o dia trabalhando.

O movimento vem em um claro crescente e quanto maior a repressão policial, mais cresce a mobilização estudantil. Primeiro prenderam três estudantes na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), sob a acusação de que fumavam maconha, para legitimar a ação policial dentro do campo desmoralizando o conjunto dos estudantes onde o movimento é mais organizado. Em resposta, os estudantes cercaram as viaturas e puseram a polícia para correr naquela noite da USP. Em seguida, uma assembléia com centenas de estudantes resolveu ocupar a FFLCH. Dias depois, os estudantes desocuparam a FFLCH e ocuparam o centro de comando da reação na universidade, a Reitoria. A bárbara ação da tropa de choque do dia 08, invadindo a universidade e fazendo 73 presos políticos, fustigou a maior mobilização estudantil da USP desde 2007 e, além da histórica assembléia geral, uma dezena de assembléias de cursos aprovou a greve e elegeu um comando de greve no dia seguinte. O movimento também já ganhou a solidariedade ativa dos estudantes das UNESPs de Rio Claro e Marília, da UNICAMP e de outras universidades do país.

A ESTRATÉGIA BURGUESA
E O PAPEL DE SEUS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

A ampliação do movimento e a declaração de greve geral não lhe garantem pura e simplesmente a vitória. A estratégia da burguesia paulista é eliminar da USP os elementos de resistência à otimização de uma política que possibilite um baixo custo de manutenção da universidade e alta lucratividade da mesma. Para isto, lança mão de uma verdadeira máquina de propaganda de guerra composta de vários tentáculos (Globo, Veja, Folha de São Paulo, Record, Estadão, Band, Carta Capital ...) mas que falsifica a realidade em uníssono para jogar a população contra a luta estudantil que, segundo a mídia, quer usar a universidade para livremente usar drogas e depredar o chamado patrimônio público e por isto é contra a presença da PM. Esta satanização do movimento estudantil visa isolar e eliminar os setores mais combativos da universidade para fazer passar o projeto privatista da burguesia sobre a USP. Assim, tratando aos lutadores sociais como bandidos, a imprensa justifica a repressão policial e naturaliza medidas tiranas como o sequestro de quase uma centena de estudantes de dentro da universidade pelo Estado que os submeteu a um confinamento, fritando-os por 15h sob um sol escaldante dentro de um ônibus e, inclusive, torturou a uma companheira presa, e pelo quê cobrou um resgate (fiança) de quase 40 mil reais.

Estão intimamente combinados a multiplicação de fundações, a terceirização e a repressão ostensiva que faça calar qualquer empecilho a este processo. Para isto é preciso esmagar ou neutralizar na universidade e na sociedade em geral os elementos que criam obstáculos para o avanço deste projeto e por isto centenas de trabalhadores foram demitidos, os sindicalistas do SINTUSP estão ameaçados, sob os estudantes combativos recaem dezenas de processos jurídicos e penalidades, ampliadas agora depois da prisão dos 73. O imperialismo e a burguesia cobram do tucanato pulso firme para acabar com esta história de greves com ocupações anuais da Reitoria da “melhor universidade da América Latina” (segundo dois rankings mundiais divulgados pela revista TheEconomist em 08/10/2011) , pois a ocupação do órgão máximo decisório põe em jogo quem controla e a quem serve a USP.

A CHAMADA QUESTÃO DA SEGURANÇA E A LUTA POR
UMA UNIVERSIDADE A SERVIÇO DA POPULAÇÃO TRABALHADORA

Para derrotar a estratégia burguesa de recrudescimento da repressão política e militarização da universidade nossa luta precisa ganhar a população. PT, PCdoB, PSOL e PSTU, apresentam alternativas policialescas e de colaboração de classes como a da criação de uma reacionária polícia comunitária coordenada por uma comissão figurativa da comunidade universitária subordinada à polícia militar que entraria no campus nos casos de ameaça à integridade física dos membros da comunidade universitária e de graves ameaças ao patrimônio público.

Os revolucionários entendem que o crescimento da violência urbana é produto do aprofundamento da barbárie capitalista que restringe o acesso dos trabalhadores ao ensino superior estatal e gratuito. Mais privatização gera maior violência social. A PM no campus está a serviço da privatização do ensino. O fim da repressão combina-se com a luta pela democratização da educação. A presença da polícia só agrava enormemente o problema da segurança, afinal, quem é a instituição que mais executa a juventude no país? quem são os criminosos que tem licença para matar? A saída para a crise está em nossas históricas demandas de fim do vestibular, ampliação das vagas no ensino, estatização do ensino privado e livre ingresso na universidade. Será a abertura do campus à população para que se aumente a circulação de pessoas que o tornará mais seguro.

DA EXTREMA DIREITA TUCANA A “ESQUERDA MODERADA”,
TODOS CONTRA A GREVE GERAL

Além da repressão policial aberta e escancarada, Alckmin e Rodas contam com aliados entre os estudantes. Há os que agem abertamente contra as greves como a direita fascistinha (UCC, PSDB jovem, neonazistas, homofóbicos) extremamente minoritária mas que se aproveita do retrocesso da consciência da juventude e cujo slogan é “USP: sim, greve: não!”. São palhaços que se agrupam em algumas dúzias para defender a presença da PM no campus na frente das câmeras da mídia canalha.

Também faz campanha nos cursos contra a greve a corrupta esquerda lulista (UNE, PT, PCdoB, Consulta Popular) cujo ministro da Educação, Fernando Haddad, candidato a prefeito de São Paulo, não condenou a repressão truculenta do tucanato. Pelo contrário, apresentando-se como um representante mais habilidoso para a classe dominante, ponderou que "o campus da USP não pode ser tratado como se fosse a 'Cracolândia” e que era preciso “ter cuidado na intervenção com a comunidade”, para que o tiro não saísse pela culatra revigorando o movimento como ocorreu. O que o ministro petista condenou energicamente foi à ocupação da reitoria da USP e de outras universidades dizendo que se tratava este sim de um “expediente autoritário”.

FORA OS AGENTES DO INTERVENTOR DE DENTRO DO MOVIMENTO! NENHUMA CONFIANÇA NA ATUAL DIRETORIA DO DCE (PSOL) NEM NAS DIRETORIAS DE CAs E PARTIDOS (PSOL E PSTU, CHAPA “NÃO VOU ME ADAPTAR”) ADVERSÁRIOS DAS OCUPAÇÕES E DA GREVE GERAL DOS ESTUDANTES PELO FORA PM!

Porém, ainda mais desmobilizadora que a extrema direita e a esquerda governista é a chamada “esquerda moderada” (PSOL e PSTU) pelo papel que ocupa dentro do movimento estudantil da USP, pela responsabilidade política que tem ao dirigir suas principais entidades. Estes setores, quando não fazem reuniões diretas para encaminhar as ordens do interventor tucano como a desocupação do COSEAS (vide fotos dos documentos no WikiUSP, 1. e-mail de José Clóvis, assessor do gabinete do Reitor, informando ao “magnífico” como se divide o movimento estudantil a partir de informe de “liderançasestudantis” e 2. relato da reunião com dois membros do DCE sobre o espaço deconvivência CRUSP onde a Reitoria tem por pretensão retomar dos estudantes e instalarum shopping) como fizeram diretores do DCE, atuam em uma frente para desmobilizar o movimento a qualquer custo como fizeram o PSOL e o PSTU, se opondo às ocupações da FFLCH e da Reitoria e, na assembléia do dia 08, depois de toda a repressão e das prisões, em meio a indignação generalizada da massa estudantil, não tiveram vergonha de se colocar contra a deflagração imediata greve geral na universidade.

Ainda que o PSTU alegue que não comunga com a prática de se reunir às escondidas com a administração facínora da universidade para conspirar contra a nossa luta, compõe um bloco político unido como unha e carne com os agentes do interventor Rodas no movimento; nas assembléias e nos cursos, muitas vezes a juventude do PSTU reproduz, sob um verniz de esquerda, o discurso demonizador contra os “ultraradicais” e para que não restem dúvidas o PSTU compõe pragmaticamente uma chapa para as eleições do DCE sob o falacioso nome de “Não vou me adaptar” com os agentes diretos da Reitoria encastelados no DCE. Nós defendemos a constituição de uma comissão de estudantes eleita em assembléia para averiguar todas as “descobertas” feitas durante a ocupação da Reitoria acerca das supostas relações promíscuas entre a atual direção do DCE, “lideranças estudantis” e o interventor. Caso sejam confirmadas as suspeitas que os que deveriam representar os estudantes não passam de agentes do Reitor dentro do movimento, que estes sejam no mínimo escorraçados de todos os fóruns do movimento estudantis como traidores. No entanto, durante a assembléia, após ter perdido para a proposta de greve geral imediata, a “esquerda moderada” controladora da mesa tratou de armar uma nova cilada que pode comprometer a mobilização, a continuidade e os rumos da greve, indicando a próxima assembléia para a Faculdade de Direito da USP no Largo do São Francisco.

Qual o problema deste encaminhamento? Enquanto na FFLCH se concentram os cursos mais mobilizados, organizados e que superaram suas próprias direções votando pelas ocupações daquela Faculdade, da Reitoria e pela greve geral, neste momento, na Faculdade de Direito há uma crescente inclinação em favor do tucanato juvenil que acaba de ganhar o primeiro turno das eleições para o CA XI de Agosto. A “esquerda moderada” arrasta o movimento para onde a direita defensora da PM do Campus é mais forte. Equívoco? A julgar pela política desmobilizadora destes setores nas últimas semanas, não.

É preciso então, mais do que nunca, jogar todo o peso possível nesta assembléia do Largo do São Francisco, levar para lá os estudantes trabalhadores da FFLCH que deflagraram a greve geral, derrotar mais esta manobra da direção conciliadora do movimento, votar por uma próxima e massiva assembléia no Butantã e preparar a reocupação massiva da Reitoria.

Fora PM! Pelo fim do convênio da USP com a Secretaria de Segurança Pública!
Anulação dos processos contra estudantes e trabalhadores!
Incorporação imediata e incondicional dos terceirizados ao quadro de efetivos da USP!
Fora Rodas!

APÊNDICE:

Embora tenhamos muitos desacordos políticos com a LER-QI, inclusive durante a atual luta por um certo taticismo estéril dos companheiros que chegaram ao cúmulo de defenderem na FFLCH às 20h que uma assembléia com quase três mil estudantes não se iniciasse enquanto não fossem soltos os 73 companheiros presos (que só foram liberados as 4h da madrugada do dia seguinte) correndo o risco de, se esta proposta fosse aprovada, desperdiçarmos a maior assembléia da USP desde 2007 pelo fato dos estudantes que trabalham no dia seguinte não poderem passar a noite na universidade, reproduzimos abaixo uma polêmica entre a LER-QI e o PSTU da lista de e-mails da ANEL, por considerarmos acertada a denúncia dos primeiros contra os segundos:

[anelonline] PSTU e sua pratica vergonhosa na USP
Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011 14:35

Chamo à juventude do PSTU, seus setores mais sensiveis e honestos, à questionar a pratica oportunita e vergonhosa levada à frente por esse partido na Luta na USP. Não pode ser que de tantos militantes, não exista um amplo setor que se indigne com a forma pela qual a direção desse partido, e tambem "envelhecida" direção da juventude do PSTU na USP, vem dirigindo esse conflito.

A assembleia com milhares de estudantes prova como essa luta só cresce! Até agora, TODAS as medida votadas em luta em cada assembleia na USP, TODAS, não só não foram defendidas pelo PSTU, mais tiveram que passar CONTRA a politica desse partido.

A primeira ocupação? PSTU foi contra!

A segunda ocupação? PSTU foi contra!

E ainda por cima ajudou a direita fortalecendo a campanha de que éra um movimento isolado. Alem de caguetar a LER-QI e a MNN como sendo quem dirigi. Jogo absurdo de dedu duro completamente alheia à tradição trotskista! Vergonha

Depois acontecem diversar assembleias de curso, varias delas aprovam apoio à ocupaçao. PSTU se coloca contra a ocupação em TODAS elas. Porem toda a assembleia geral vota apoio e a necessidade de fortalecer a luta

Frente o risco de desocupação pela policia, o que diz o PSTU? " Não temos acordo com a ocupação, porem frente o risco de repressão chamamos todos a defender a mesma. Defenderem? Claro que não! Não foram se quer um dia para a ocupação!!!

Os estudantes organizam um ato para ir a delegacia onde estavam os presos politicos. Ondes estava o PSTU? Mandou 2 ou 3 representantes, e as dezenas de outros militantes ficaram na USP fazendo campanha contra o setor "ultra". O que não impediu que esses estudantes e trabalhadores, permanecessem mais de 15 horas! 15 HORAS COMPANHEIROS!!! Até que todos tivessem sido soltos.

E nesse momento acontece a assembleia geral. A maior em anos da USP. Qual proposta dos setores em luta? Grevel geral já! Qual proposta do setor que não move uma palha pela luta? Qual a proposta do setor moderado? Em outras palavras, qual a proposta do PSOL e PSTU? Indicativo de greve para outra assembleia. O fato de ter quase 3mil estudantes, 73 presos politicos, não sensibiliza essa juventude amorfa. DERROTADOS novamente!

Isso são só os principais fatos, alem das pequenas coisas como a batalha que o PSTU deu para que não adiassemos as eleições! NOvamente derrotados. Ous as calunias de Didi e Mancha de que os estudantes foram soltos. MENTIRA ABERTA. Ou quando diziam que a conlutas pagou a fiança! CALUNIA!!! O Sintusp pagou tudo, até agora da CSP Conlutas, só promessas.

Companheiros! PSOL e PSTU diziam que para massificar a luta deveriamos acabar com a ocupação, e voltar à fazer o que mesmo de todo o ano, nada! A ação direta, a luta dos estudantes, mostrou a unica forma para massificar e organizar estudantes para lutar. Infelizmente tudo isso teve que se dar não só sem a ajuda, mais em COMBATE direto com o PSTU que na usp vem cada vez mais se cololando ao psol e se formando como uma burocracia estudantil.

Gabriel, militantes da LER-QI, e um dos 73 presos politicos por lutar na USP!
 
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Cartaz com a nova data do ato em defesa da Líbia

Nós tiramos todas as postagens dos cartazes com a data antiga, pra evitar qualquer confusão. o cartaz novo é esse:

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