QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Nas eleições para o DCE UFRJ, voto crítico na Chapa 4!

BOLETIM ESTUDANTIL Nº02 - JUNHO DE 2010

ESPECIAL ELEIÇÕES DCE MÁRIO PRATA (UFRJ)


UM CHAMADO AOS ESTUDANTES PARA VOTAREM NA CHAPA 4

Nós do Coletivo Lenin, organização marxista ligada à Tendência Bolchevique Internacional (TBI), ntendemos que nossa sociedade possui sérios problemas a serem superados e que o movimento estudantil pode cumprir um importante papel nessa luta. Vivemos em um mundo onde reinam o desemprego em massa, salários de fome, jornadas de trabalho abusivas, subempregos e super-exploração da mão de obra. E tais problemas estão diretamente ligados à forma pela qual a sociedade capitalista funciona, o que significa que precisamos lutar por um novo modelo de sociedade se quisermos resolvê-los.

Precisamos superar a lógica de exploração dos patrões, que submetem os trabalhadores ao inimaginável para no final do mês se apropriarem de quase tudo que estes arduamente produzem. Superar a lógica da reprodução de ideologias racistas, machistas e homofóbicas, que estão à serviço das classes dominantes e de sua necessidade de super-explorar parcelas da classe trabalhadora. Superar a lógica de não se investir o fruto do trabalho de milhões em saúde, educação e moradia. Enfim, superar a lógica do lucro acima de qualquer coisa, até mesmo da qualidade de vida da esmagadora maioria da sociedade.

Podemos ver como esses problemas estão presentes no cotidiano da UFRJ: as estudantes que engravidam não possuem creches dentro dos campus para que possam manter seus estudos; o alojamento vive passando por problemas de infra-estrutura e precisa de uma expansão; as bolsas são insuficientes para atender à demanda dos estudantes; os bandejões só são construídos com muita pressão, e mesmo assim não são gratuitos; e por aí vai. E mais que isso, para se entrar na universidade é necessário passar por um enorme funil social, o vestibular. Fora que é só olharmos à nossa volta para entender como o capitalismo reproduz materialmente ideologias opressivas: a esmagadora maioria dos trabalhadores terceirizados (que recebem baixíssimos salários e praticamente não tem direitos trabalhistas) são negros e mulheres.

E entre todas as chapas que se apresentam nessas eleições para compor o DCE Mário Prata, acreditamos que a chapa 4, Revida Minerva, é a que melhor levanta essas questões e propõe soluções à elas. Seus membros denunciam corretamente como o governo de Lula com os empresários vem precarizando a educação através do REUNI, se opõem a

toda e qualquer forma de opressão e levantam uma série de demandas importíssimas, ligadas à como tornar a universidade realmente pública. Um plano de assistência estudantil que inclua passe livre, bandejões e creches gratuitas, alojamento de qualidade, bolsas para estudantes carentes e etc. é a única forma de fazer com que o ensino universitário deixe de ser privilégio de uma elite e passe a englobar os filhos da classe trabalhadora.

Outro ponto avançado que vemos nessa chapa é sua importante perspectiva de aliança com os trabalhadores, única forma de superarmos a sociedade capitalista. Lutar pelo fim da precarização da mão de obra através da efetivação dos terceirizados da UFRJ é uma luta central para que a aliança operário-estudantil não seja uma palavra de ordem vazia. E a exigência de que os funcionários e professores também possam utilizar os bandejões e creches reforça ainda mais essa aliança.

Porém, a chapa 4 defende a ruptura com a UNE e nós consideramos isso um grande erro. Apesar da UNE hoje ser dirigida pela UJS, que amordaça a entidade frente aos ataques do governo de Lula com os empresários, tal entidade congrega a gigantesca maioria dos estudantes de nosso país, e é fundamental estarmos presentes em seus fóruns para disputar a consciência de tais estudantes.

Outro erro grave é deixar para os dias de festa a luta pelo livre acesso à educação, ou seja, o fim do vestibular. Não devemos lutar por cotas como um “primeiro passo” rumo ao livre acesso, ao contrário, devemos é construir desde já mobilizações que enfrentem a lógica do capital e exijam a expansão do sistema de ensino e o fim do vestibular.

Por último, acreditamos ser necessário apontar o socialismo como único projeto de sociedade capaz de implementar tais demandas, coisa que a chapa 4 também não faz. Apenas quando os trabalhadores estiverem no poder, governando através de assembleias amplas e democráticas, é que o grosso do que é produzido hoje em dia poderá ser revertido para melhorias sociais que garantam saúde, moradia, e educação de qualidade para todos.

Por isso encaramos como maior tarefa do Coletivo Lenin a construção de um Partido Revolucionário de Trabalhadores, composto por uma maioria de negros e mulheres, os setores mais explorados da classe trabalhadora brasileira. Mas não para disputar eleições parlamentares ou cargos em sindicatos e entidades estudantis, e sim para disputar a consciência dos trabalhadores e da juventude brasileira para um projeto de sociedade socialista, que exproprie o lucro dos patrões e possa garantir as importantes demandas que a chapa 4 defende.

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domingo, 27 de junho de 2010

O caminho final da degeneração stalinista

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) é a expressão perfeita do resultado programático à que levou os anos e anos de degeneração stalinista. Partido-suporte da Frente Popular de Lula com os empresários, cumpre no movimento operário e estudantil um desserviço à luta revolucionária da classe trabalhadora, burocratizando as entidades que controla como forma de fugir ao confronto político e desviando todo e qualquer processo que ponha em xeque o papel nefasto que o PT vem cumprindo em 8 anos de governo no planalto central.

A própria fóruma de governo de frente popular, que alia setores degenerados da classe trabalhadora ao grande capital e que foi criada como forma de desviar para a institucionalidade os intensos processos que surgiram na Europa após a Segunda Guerra Mundial é em si uma criação do stalinismo em sua última fase.

A mais recente prova de tamanha degeneração à que chegou o PCdoB foi a aprovação, em sua convenção regional ocorrida no último sábado no Rio de Janeiro, do apoio à reeleição do atual governador do estado, Sérgio Cabral (PMBD). Como um partido que se diz representante da classe trabalhadora e do comunismo pode apoiar um representante da burguesia que leva à cabo um política de extermínio da população pobre e negra das favelas e que atualmente tem dado todo o apoio ao prefeito do Rio, Eduaro Paes (também PMDB) em sua cruzada pela remoção de diversas favelas como forma de favorecer a especulação imobiliária e a máfia das empresas ligadas ao turismo? Apenas um estudo histórico e programático que mostre como o stalinismo nunca pertenceu ao campo revolucionário é capaz de responder tal pergunta.

Sugerimos a todos os interessados em se aprofundarem nessa discussão a lerem o nosso mais recente artigo sobre o stalinismo, "As consequências do stalinismo: o retrocesso nacionalista do movimento operário", presente na seção de Teoria de nosso site e também na edição mais recente do Jornal Hora de Lutar (nº17).
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Mais uma manifestação contra as remoções no RJ

via Assembléia Popular

Hoje, domingo, 27/06, quando estiver sendo inaugurada a Passarela Arco, uma das obras do PAC na Rocinha, moradores do Laboriaux (que faz parte da Rocinha) e de outras comunidades ameaçadas de remoção pela prefeitura, irão se manifestar, denunciando as arbitrariedades e violações do direito de moradia envolvidas na tentativa de remoção. Em especial, estarão pedindo a reabertura imediata da Escola Municipal Abelardo Chacrinha Barbosa, fechada sem real motivo desde as chuvas de abril.

A inauguração e o protesto começará às 10h, na entrada da Rocinha próxima à saída do túnel Zuzu Angel (São Conrado). Segue a Carta Aberta que será distribuída pela Comissão de Moradores do Laboriaux.


Carta Aberta aos Moradores da Rocinha e Amigos do Laboriaux

Senhores moradores, estamos respeitosamente pedindo o apoio de toda comunidade para o fato de nós moradores do Laboriaux estamos sofrendo com a opressão do poder publico nas três esferas: Municipal, Estadual e Federal, cada um com a sua responsabilidade.

O Federal: Financiando a remoção dos moradores.

O Estadual: Fornecendo a segurança para o poder publico Municipal entrar no laboriaux e cometer as maiores arbitrariedades, pois sem o respaldo das leis, estão ameaçando os moradores para demolir suas casas e transformar o laboriaux em um deserto para satisfazer interesses dos ricos; não se iludam amigos, pois se conseguirem retirar o laboriaux, logo vão partir para a Rua um, Dioneia, Cachopa, Vila Verde, Trampolim e outras até tirar a Rocinha por completo.

Os feitos desse governo, digo desses, pois as três esferas de governo estão juntas, podem ser danosos aos menos favorecidos. Sem oposição fazem o que querem e em muita das vezes somente atendendo a seus próprios interesses, por exemplo: a UPA (Unidade de pronto atendimento) naquele lugar; deveríamos ter hoje um belo hospital que para os moradores seria muito mais eficaz. A tal de UPA é tão somente um paliativo, pois o atendimento que nossos moradores precisam deveria ser muito mais qualificado tal qual um HOSPITAL deve oferecer, e os moradores ainda ¨batem palmas¨, iludidos para isso, como se nossos governantes estivessem nos fazendo um favor.

Pois digo a vocês moradores, o que os senhores Lula, Sergio Cabral e Eduardo Paes estão fazendo é a mais pura obrigação de governantes e digo mais; com dívidas. Qual de vocês moradores conhece ou até presenciou ao longo de tantos anos casos de truculência policial, mortes por bala perdida, mortes pela falta de atendimento médico, mortes pelo não acompanhamento médico de nossas crianças, mortes pela falta de infra-estrutura; isso sem falar nos nossos jovens que em sua maioria não tem facilidade de acesso à cultura e ao esporte, e se desviam do caminho da cidadania de uma forma ampla, isso quando não seguem pelo caminho do crime, todas as iniciativas, no esporte, na cultura, na educação ou de cidadania sempre parte dos moradores da comunidade só então aparece pessoas que em muita das vezes atuam de forma demagógica e geralmente em época de campanha eleitoral.

Dito isso moradores e amigos, vamos saber cobrar, no caso da ROCINHA vamos cobrar 100% de funcionamento da UPA, 100% de funcionamento do centro de cultura, 100% de funcionamento do centro poliesportivo e tudo mais que este e outros governos o fizerem de forma eleitoreira para afagar uns e bater pesado em outros, como e o caso do Laboriaux.

Temos a escola Abelardo Chacrinha Barbosa reformada e fechada pela imposição do Sr. Eduardo Paes para atender a interesses de outros que não os humildes que ali residem. Ele não levou em consideração as 307 crianças que tiveram suas vidas modificadas para pior e tem gente que ainda ¨bate palmas¨ para um cara desses.

Companheiros ajude-nos a mudar a política como esta sendo feita nas comunidades e até no PAÍS, quem sabe?

Estamos reivindicando; obras emergenciais em toda a comunidade, reabertura já da Escola Abelardo Chacrinha Barbosa, respeito ao artigo 429 VI da lei orgânica do município e tratamento digno para com as pessoas que precisam de ¨reassentamento¨ , pois nosso problema é pontual. Ajude o Laboriaux a se manifestar, pois estamos lutando por uma comunidade, um bairro, uma cidade e quem sabe, até por um Pais melhor!!

Convocamos todos os moradores e amigos para a inauguração da passarela arco na Rocinha, 27/06 domingo 10h00min.

Atenciosamente:

Moradores do Laboriaux (Rocinha)
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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Boicote histórico contra Israel nos EUA

Militantes da Tendência Bolchevique Internacional (TBI) organização com a qual o Coletivo Lenin mantém relações fraternais, participou de um piquete histórico na Clifórina (EUA) contra navio de uma empresa israelense, em solidariedade aos trabalhadores da Palestina.
Isso sim é boicote internacional! Mobilizar a classe e atacar o capital!

Trabalhadores Palestinos Saúdam Ação em Oakland, Califórnia

Piquete de massas bloqueia navio israelense!

Na segunda, 20 de junho, um piquete de massas totalizando 700-800 trabalhadores e ativistas conseguiu impedir com sucesso que o navio israelense Zim Shenzhen, da empresa Zim Lines, descarregasse suas mercadorias por um período de 24 horas no Porto de Oakland, no estado da Califórnia (Estados Unidos). O piquete contra a linha israelense de navios bloqueou quatro entradas do cais onde o navio Zim Shenzhen estava programado para atracar. Um juiz trabalhista chamado pela Pacific Maritime Association (Associação Marítima do Pacífico) para investigar a situação declarou que haveria perigo de “segurança e saúde” caso os trabalhadores do cais que se concentravam nas entradas cruzassem o piquete para entrar no píer, fazendo assim com que estes não sofressem perseguição legal por parte dos patrões pela sua solidariedade ao ato.

O piquete em Oakland marca a primeira vez na história em que uma embarcação israelense é barrada em um porto norte-americano, sendo também o primeiro bloqueio internacional contra embarcações de Israel desde o ataque à flotilha de ajuda humanitária à Faixa de Gaza. A mobilização seguiu o exemplo dos trabalhadores de docas do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Sul-Africanos (SATAWU), que se recusaram a carregar uma embarcação israelense no porto de Durban em fevereiro de 2009. Trabalhadores de docas na Noruega vêm se preparando para boicotar a carga de embarcações israelenses durante dois dias a partir de 23 de junho, enquanto sindicatos marítimos da Suécia anunciaram planos para fazer o mesmo de 23 a 29 de junho.


Tal piquete de massas em um grande porto Americano, que envia uma ponderosa mensagem de solidariedade internacional à massas oprimidas da Palestina é uma expressão de repúdio ao ataque assassino à flotilha, que ocorreu em Maio. Essas recentes ações relembram um evento similar ocorrido em Março de 1986, quando cerca de 150 trabalhadores, sindicalistas e militantes de esquerda realizaram um piquete no Píer 80, em São Francisco, impedindo durante 24h a descarga das mercadorias de um navio sul-africano ligado ao regime do aparheid. Militantes da Tendência Bolchvique, organização que deu origem à TBI, participaram ativamente da organização desse bloqueio.


O bloqueio de Março de 1986 foi inspirado no bloqueio de 11 dias de outro navio sul-africano em Novembro-Dezembro de 1984, organizado por Howard Keylor, militante da TBI e dirigente sindical entre os trabalhadores do porto. Essa “ação ilegal”, que envolveu cerca de 300 trabalhadores, ajudou a reacender o movimento anti-apartheid nos Estados Unidos. Quanto ao bloqueio ao navio israelense, uma emissora de TV (KTVU) relembrou o boicote de 1984, inclusive pondo no ar iamgens do evento.


O bloqueio em Oakland aponta para a importância de ações por parte dos trabalhadores e seus sindicatos em defesa dos palestinos contra os opressores sionistas. Ele também demonstra o poder de ações exemplares de solidariedade sindical. A Federação Geral Palestina de Sindicatos (PGFTU) enviou uma mensagem aos militantes que participaram do ato, onde afirmam:


“Queridos irmãos e irmãs, sindicalistas, trabalhadores e moradores da Bay Área (Área da Baía) de São Francisco, nós recordamos e saudamos a ação massiva de 1984 nas docas, quando vocês boicotaram o regime do apartheid da África do Sul.”


“Nós olhamos para vocês hoje da Faixa de Gaza e de toda Palestina e fazemos um chamado para repetiram o ato de coragem de hoje. Essa solidariedade genuína é algo pelo qual muito esperamos.”


Tal solidariedade contra o sistema de apartheid de Israel enfraquece os governantes sionistas, encoraja os oprimidos e demonstra a capacidade da classe trabalhadora internacional para abrir passagem à um futuro de segurança material e igualdade social para todos.


Defender os palestinos!

Mobilzações nas docas suecos e noruegueses para mostrar o caminho!

Por uma Federação Socialista no Oriente Médio!











Mitantes da TBI participam da ação no Porto de Port of Oakland, Califórnia. Nos cartazes: “Por uma Federação Socialista do OrienteMédio!” e “Bloquear TODO subsídio governamental e sindical à Israel!”

Site da Tendência Bolchevique Internacional - www.bolshevik.org



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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ato no Rio de Janeiro contra as remoções nas favelas

CONSELHO POPULAR CONTRA AS REMOÇÕES

VENHAM TODOS A MANIFESTAÇÃO NO DIA 21, NESTA SEGUNDA-FEIRA, ÀS 9h. NA CINELÂNDIA, NAS ESCADARIAS DA CÂMARA DOS VEREADORES.
LOGO EM SEGUIDA OCORRERÁ UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA COM REPRESENTANTES DA PREFEITURA E DE UMA COMISSÃO DE VEREADORES.
A NOSSA PRESENÇA DEMONTRARÁ NOSSA FORÇA!
VENHA LUTAR PELA DIGNIDADE E PELA MORADIA!

REIVINDICAMOS

- NÃO À REMOÇÃO!
- IMEDIATA VISTORIA E SOLUÇÃO PARA AS PESSOAS QUE REALMENTE ESTÃO EM ÁREA DE RISCO!
- RECONHECIMENTO DA COMISSÃO DO CONSELHO POPULAR PARA ENCAMINHAR PRIORIDADES E BUSCAR SOLUÇÕES JUNTO COM A PREFEITURA!
- AUMENTO E REGULARIDADE DO ALUGUEL SOCIAL AOS DESABRIGADOS!
- PRIORIDADE PARA O PESSOAL VITIMADO PELAS CHUVAS QUE AINDA ESTÃO NECESSITADOS DE ATENDIMENTO!
- PELO CUMPRIMENTO DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO ART. 429 E DO ART. 234 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL E DEMAIS LEIS QUE ASSEGURAM A PARTICIPAÇÃO DAS COMUNIDADES NAS DECISÕES!
- PLANEJAMENTO URBANO QUE VIABILIZE A CONTINUIDADE DOS MORADORES NA MESMA COMUNIDADE, COM OBRAS DE CONTENÇÃO, DRENAGEM, DRAGAGEM, REFLORESTAMENTO E DELIMITAÇÃO DA ÁREA OCUPÁVEL!
- CUMPRIMENTO DA LEI 2.333 RJ, QUE PREVÊ A CONSTRUÇÃO MÍNIMA DE 42 m² POR UNIDADE HABITACIONAL PARA O REASSENTAMENTO DE FAMÍLIAS!
- REVOGAÇÃO DO DECRETO 42406 DE 13/04/2010 DO GOVERNO ESTADUAL OU SUA REFORMULAÇÃO, INCLUINDO A PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA NAS COMISSÕES!
- AMPLO DEBATE E PARTICIPAÇÃO DAS COMUNIDADES ATINGIDAS NAS DECISÕES!
- CONTRA AS PRESSÕES E ARBITRARIEDADES PARA QUE OS MORADORES ACEITEM BAIXAS INDENIZAÇÕES OU VÃO PARA ABRIGOS DE PÉSSIMA QUALIDADE. PUNIÇÃO AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS QUE ESTÃO COMETENDO ABUSO DE AUTORIDADE!
- IMPOSTOS PROGRESSIVOS SOBRE GRANDES EMPRESAS E GRANDES PROPRIETÁRIOS DE TERRENOS, PARA VIABILIZAR OBRAS DE URBANIZAÇÃO NAS COMUNIDADES E CONSTRUÇÃO DE MORADIAS DIGNAS PARA A POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA!
- PARTICIPAÇÃO DO CONSELHO POPULAR, ASSOCIAÇÕES DE MORADORES E COMISSÕES DE MORADORES NO PROJETO E SUPERVISÃO DAS OBRAS!
- QUE A PARTE DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO, DESTINADA AO RIO DE JANEIRO, SIRVA PARA GARANTIR MORADIA, EDUCAÇÃO E SAÚDE DE QUALIDADE AOS TRABALHADORES E AOS DESEMPREGADOS!

SÓ A PARTICIPAÇÃO DOS MORADORES ATINGIDOS E A MOBILIZAÇÃO DAS PESSOAS QUE SÃO AFETADAS COM O RISCO DE REMOÇÃO E COM AS DIFICULDADES NA MORADIA, PODERÁ ASSEGURAR A VITÓRIA DESTE MOVIMENTO.
VENHA DEFENDER SUA CASA!
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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Copa 2010 impõe sofrimento ao povo e à juventude da África do Sul

A FIFA é o FMI do futebol

por Eduardo Galeano

via site da Juventude Revolução

Entre as exigências da FIFA para a realização da copa do mundo figuram o fim das barreiras protecionistas para os produtos da copa como forma de ampliar o lucro da Federação.

Estádio Green Point

A realização da Copa do Mundo 2010 na África do Sul foi o aprofundamento dos problemas do país. A construção do estádio Green Point representou a destruição de uma das poucas reservas verdes da Cidade do Cabo, além do despejo de milhares de famílias pobres.

As despejados da Copa já são dezenas de milhares, segundo o bispo Paul Verryn, que abriga cerca de 2000 refugiados. O motivo não é outro senão tomar para as imobiliárias as áreas valorizadas onde essas populações sempre viveram.

Entre os desalojados está uma escola primária de uma favela, na cidade de Nelspruit, que foi transferida para contêineres sem ventilação e nem janelas adequada para dar lugar ao alojamento dos engenheiros e trabalhadores especializados de um consórcio multinacional que ganhou a licitação para construção do estádio. Desde 2006 as crianças estão tendo aula em contêiner.
Blikkiesdorp, campos de concentração gerados pela Copa.

Previa-se que seriam gastos 450 milhões de dólares mas os gastos chegaram à 6 bilhões só em estádios. Mas não com as comunidades necessitadas ou com o povo africano.

Estava previsto a construção de um sistema de transporte via metrô mas só foi construído a linha que liga o aeroporto internacional ao bairro nobre de Pretória, em Joanesburgo, com o qual foram gastos 35 bilhões de rands (moeda local, certa de 4,6 bilhões de dólares).

Segundo nota divulgada pelo Socialist Party of Azania (Partido Socialista da Azânia – nome negro da Africa do Sul) “esse dinheiro poderia resolver todos os problemas de transporte do país”.

O Congresso Nacional Africano, partido que está no governo, junto com a FIFA impuseram a população negra sul-africana um amplo toque de recolher. A FIFA tem soberania, podem controlar toda a circulação no raio de 1 km dos estádios onde acontece a copa. O governo proíbe toda e qualquer manifestação durante a copa.

E ainda se der tudo errado a Federação ainda têm um “pé de meia”, um seguro de 650 millhões de dólares a ser pago para a Federação pelo país anfitrião.

São 50 assassinatos por dia, um estupro a cada 20 segundos, e ao final da copa serão 150 mil operários desempregados.

O governo da CNA simplesmente aceita as imposições da FIFA e aplica um desenvolvimento elitista na contra-mão do atendimento das reivindicações.

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domingo, 13 de junho de 2010

Manifestações e ocupação da Prefeitura de Porto Alegre contra despejos para Copa

via Centro de Mídia Independente (CMI) (adaptado)

Ocorreu no último dia 08 manifestação em frente à Assembléia reunindo moradores do Morro Santa Teresa. Os presentes protestavam contra o PL.388, que versa sobre a venda da área da FASE -desculpa esdruxula para "doar" esta área para a especulação imobiliária que quer ganhar em época de copa do mundo.
Simultaneamente moradores da ocupação 20 de novembro ocuparam a prefeitura de Porto Alegre também denunciando seu despejo para "melhorias" para a Copa do mundo. As duas comunidades estão localizadas próximas do estádio Beira-rio que sediará a copa e fará com que as áreas circundantes se valorizem consideravelmente. Os governos municipal e estadual são responsáveis pelas decisões e projetos que apenas favorecem os especuladores imobiliários esquecendo dos moradores destas áreas.



Não às remoções!
Lutar por um plano de obras que garanta moradia de qualidade para todos os trabalhadores e trabalhadoras, pago pelo taxação do lucro dos patrões!
Toda solidariedade às lutas de outras estados contra as remoções à serviço da especulação imobiliária!
Rumo à vitória, rumo ao socialismo!
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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Um prévia do que nos espera em 2016

"Depósito de gente" esconde ex-moradores pobres na Cidade do Cabo (África do Sul)


via Folha Online (grifos nossos)
DO ENVIADO ESPECIAL À CIDADE DO CABO
A 30 km do novíssimo estádio de Green Point, o assentamento improvisado de Blikkiesdorp está separado da Cidade do Cabo pela enorme pista do também novíssimo aeroporto local. Parece feito sob medida para não ser visto pelos milhares de torcedores que rumarão direto do terminal de desembarque para as muitas atrações da cidade mais turística do país da Copa do Mundo.
Para seus 3.000 residentes, a Copa é uma maldição. Por causa do evento, dizem, foram removidos das áreas centrais da cidade e jogados no que chamam de "depósito de gente", ou "campo de concentração".
O local é cercado por grades. Os moradores vivem em barracos de zinco de 18 m2, em que o forro do teto é feito de plástico-bolha e o piso é um adesivo imitando lajotas. As paredes, de tão finas, podem ser cortadas por tesouras, e oferecem proteção mínima contra o frio e a chuva. No verão, o lugar queima.
Veja mais no vídeo seguir, gravado pelo repórter fotográfico Joel Silva, e leia a reportagem completa, do enviado especial à cidade do Cabo Fábio Zanini, na edição desta terça-feira da Folha.

Clique aqui para ver o vídeo.



As remoções e despejos de favelas e ocupações urbanas no Rio de Janeiro já começaram, daqui a pouco virão os tais campos de concentração...

Contra as remoções e despejos, lutar por um plano de obras custeado pela taxação dos lucros dos empresários e banqueiros para garantir moradia de qualidade para os trabalhadores pobres e negros do Rio de Janeiro!
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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Mobilizações populares e violência militar marcam início desta semana

Via rede Derrubando Muros, segunda 07/06

O início desta semana foi marcado por protestos e violência no Haiti. Durante toda o dia de ontem foram registradas manifestações, nas ruas da capital Porto Príncipe, pela renúncia do presidente René Preval e a saída da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (Minustah). Na segunda-feira, estudantes foram surpreendidos pela presença de soldados do organismo da ONU que invadiram uma universidade. Alguns estudantes foram presos.

Segundo informações de Camille Chalmers, diretor executivo da Plataforma Haitiana para o Desenvolvimento Alternativo (PAPDA), soldados da tropa brasileiras da Minustah entraram no prédio da Faculdade de Etnologia armados com cassetetes e portando bombas de gás lacrimogêneo. Os militares recolheram livros, cadernos e computadores portáteis que se encontravam com os alunos. Também há registro de que alguns universitários sofrem agressões e foram presos durante a ação.

Estudantes haitianos denunciaram à Telesul que os soldados reprimiram os alunos que se posicionaram contra a presença da Minustah e exigiram a saída das tropas.

Milhares de haitianos e haitianas saíram às ruas da capital Porto Príncipe, justamente, para exigir a renúncia do presidente René Preval e a saída das tropas da Minustah. Durante as mobilizações os manifestantes colocaram abaixo as cercas metálicas, levantadas pela polícia, que isolavam o Palácio Presidencial. Bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas para dispensar os manifestantes.

Grande parte dos manifestantes apoia o retorno de Jean Bertrand Aristide, ex-presidente do Haiti, que desde 2004 se encontra exilado na África do Sul. Segundo informações da Telesul, as palavras de ordem das mobilizações pediam o retorno do ex-chefe de Estado. "Preval deve sair para que Aristide possa voltar", gritavam.

"Estava no estrangeiro, mas hoje estou aqui para cumprir com meus direitos democráticos frente a um regime que quer voltar à ditadura", expressou Víctor Benoit, da Fusão dos Social-Democratas, que faz parte da plataforma alternativa de oposição.

Próximo ao Palácio Presidencial outra manifestação contrária ao governo de Preval. No parque público Champ de Mars, centenas de cidadãos se uniram para repudiar a iniciativa de Preval de solicitar, por meio de um projeto de lei, o prolongamento de seu mandato constitucional. O pedido do presidente foi atendido pelo Senado no dia 11 de deste mês. Sendo assim, Preval poderá permanecer a frente do Haiti até maio de 2011. O mesmo projeto também amplia o período de atuação dos legisladores até 14 de maio do próximo ano.

Durante toda a manhã de ontem, em virtude dos últimos acontecimentos, o clima permaneceu tenso em Porto Príncipe. Segundo informações da Telesul, um carro foi queimado nas proximidades da Faculdade de Etnologia, onde os estudantes foram atacados pelas tropas brasileiras da Minustah.



Para saber mais sobre a situação do Haiti, leia as declarações do Coletivo Lenin sobre a Frente de Solidariedade ao Haiti e sobre a tragedia de janeiro desse ano, presentes na seção Internacional de nosso site.
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terça-feira, 8 de junho de 2010

CL defende a construção de um Partido Revolucionário em fórum de moradores de favelas no RJ

Luta no Conselho Popular: A importância de um Partido Revolucionário de Trabalhadores!


Nós do Coletivo Lenin (cujo nome é em homenagem a Vladimir Lenin, grande revolucionário russo que liderou a revolução socialista mais importante da história, ocorrida em 1917 e que criou a União Soviética) vimos participando do Conselho Popular como uma extensão do trabalho que realizamos desde meados de 2009 na FIST (Frente Internacionalista dos Sem-Teto). Para nós, o movimento sem-teto deve estar unido ao movimento das comunidades, assim como ao movimento sindical e estudantil para ser vitorioso em suas reivindicações. Por isso estamos integrando o Conselho Popular desde a sua origem.


Nas últimas reuniões temos percebido surgir uma nova necessidade dentre alguns líderes das comunidades que estão na luta contra os despejos e as indenizações absurdamente mínimas da prefeitura. A necessidade é explicada mais ou menos nesses termos: “um grupo de homens e mulheres profissionais e politicamente experientes que estivesse presente em todas as comunidades para ajudar os moradores a se organizarem e resistirem contra a remoção”. Para nós esse grupo tem um nome, que hoje em dia tem tido um sentido muito negativo: partido.

Esse partido não seria um órgão de profissionais corruptos para ganhar eleições. Também não seria feito para servir a quem desse mais dinheiro de campanha e nem para fazer barganhas políticas e conchavos à portas fechadas nos congressos em troca de cargos. Os partidos que fazem esse tipo de coisa, infelizmente, se tornaram a regra. No entanto, nós achamos que um partido pode ser uma arma na mão dos trabalhadores que vivem nas comunidades. Uma ferramenta poderosa que pode ser usada pelos batalhadores do morro e do asfalto. Eles seriam esses “homens e mulheres profissionais” dedicados em grande parte a ajudar os moradores mais conscientes a organizar os demais contra os ataques. É preciso discutir então como seria esse partido, que poderia dar um empurrão para a frente e levar o Conselho Popular a uma vitória contra as remoções, fazendo o mesmo em muitas outras lutas.

Primeiro, esse partido deve ser dos trabalhadores (e apenas dos trabalhadores), ou seja, tem que manter independência política, financeira e material em relação aos patrões, banqueiros e governos. Isso significa que esse partido não aceitaria nenhum tipo de financiamento externo – ele seria sustentado com a contribuição de nós próprios, trabalhadores, que o compusessem, garantindo assim que este não dependa de nenhum órgão além dele próprio, isto é, para não ter o rabo preso com ninguém.

Segundo, esse partido deve ser revolucionário. Ele deve buscar conseguir com que os trabalhadores vençam e consigam melhorar de vida, tendo saúde, educação, moradia, salário e emprego de qualidade para todos. E fazendo o que fosse necessário para tal. Acontece que é impossível hoje conseguir tais melhorias sem acabar com o sistema que organiza a sociedade: o capitalismo. O capitalismo faz com que a maior parte de toda a riqueza que nós produzimos (o dinheiro ganho com tudo que construímos) vá para a mão dos patrões e banqueiros, que são donos das empresas. Os trabalhadores ficam com uma migalha daquilo que eles mesmos produzem durante o mês inteiro. Assim, para conseguir essas melhorias fundamentais, esse partido deve lutar contra o capitalismo e fazer com que todas as empresas tenham um só dono: todos os trabalhadores, que passariam a gerir e administrá-las.

Ao mesmo tempo, lutar contra o capitalismo faz com que precisemos lutar contra o Estado (prefeituras, governos estaduais e federal). Sabemos que muitos companheiros no Conselho Popular são de opinião de que alguns governos ditos “de esquerda” estão do lado dos trabalhadores por algumas medidas sociais que tomam. Porém, esses governos enquanto nos dão alguns farelos que caem da mesa dos poderosos, nos traem e fazem grandes acordos para favorecer os ricos do Brasil e do exterior. São eles que ainda mandam a polícia ficar na nossa cola em todas as passeatas e ocupações de sem-teto, sem-terra e nas comunidades. Porque a polícia nada mais é do que isso: grupos armados para fazer valer a força os interesses dos patrões sempre que nós trabalhadores estivermos ameaçando seus objetivos. Lutar para ter onde morar “atrapalha” a especulação imobiliária, por exemplo.

Terceiro, esse partido deve estar junto com aqueles que são mais explorados por esse sistema injusto e violento. No Brasil, esses são as mulheres em geral e também a população negra em particular. Hoje a população negra é segregada fortemente pela polícia e também em muitas empresas. Todo mundo que já passou por uma “limpa” da polícia sabe que se você for negro tem uma chance mil vezes maior de ser parado. Essas formas de opressões praticadas pelo Estado mantêm o racismo presente na sociedade. De forma semelhante, muitas mulheres são mantidas presas ao serviço doméstico, sem uma outra perspectiva cultural ou profissional. Algumas formas de fazer isso praticadas pelos capitalistas? As mulheres têm salários menores nas empresas, são sempre as primeiras a serem mandadas embora quando há demissões e faltam serviços básicos mínimos para as mulheres em locais de trabalho e educação, como creches nas universidades e empresas. O partido que queremos deve enxergar nas mulheres e nos negros algo mais: um potencial de luta e revolta contra esse sistema que os oprime e explora.

Acreditamos que um partido como esse tem tudo para liderar os movimentos para uma vitória contra seus inimigos, organizando os trabalhadores, em grande maioria negros e mulheres, e tendo independência política e financeira, além de clareza de que é necessário liderar uma revolução para reorganizar uma sociedade controlada pelos trabalhadores.

Infelizmente é muito difícil a perspectiva de criar um partido como esse hoje. O fim da União Soviética em 1991, ainda que esta estivesse controlada há muito tempo por um bando de manda-chuvas sem conexão com a realidade dos trabalhadores, abriu uma década de derrotas sem precedentes para nossa classe (no caso do Brasil foram os governos Collor e FHC). Assim, desapareceu do horizonte construir um partido revolucionário de trabalhadores.

O Coletivo Lenin é um pequeno grupo de militantes que existe no Rio de Janeiro (RJ) e em Juiz de Fora (MG) e que tenta reunir militantes das lutas que sintam a falta de um órgão como o partido revolucionário para nos levar a vitórias. Assim, em nossas intervenções, falas, faixas e etc., sempre defendemos não dar nenhuma confiança aos governos, verdadeiros bastiões do capitalismo, e lutar por ações que vão além do mínimo, mas que realmente resolvam os problemas da classe trabalhadora. E para isso precisam obrigatoriamente ir de encontro ao capitalismo, que gera todas essas mazelas e dificuldades para nós. Em outras palavras, se o capitalismo não é capaz de resolver os problemas e sofrimentos que ele próprio criou ou mantém (como pobreza, desemprego, falta de moradia, racismo, machismo, ausência de educação, saúde, etc.), então ele deve morrer e dar lugar a um sistema novo: o socialismo, comandado pelos trabalhadores e que nos garanta tudo isso. E para conseguir fazer isso, esses profissionais treinados para mobilizar e politizar os trabalhadores das comunidades será fundamental!

Por isso defendemos no Conselho Popular:

A construção de um partido revolucionário de trabalhadores, composto por maioria de mulheres e negros, os setores mais explorados da nossa classe!

Que as grandes empresas tenham seus lucros taxados fortemente para fazer um plano de obras públicas de moradia, educação e saúde controlado pelos movimentos sociais!

Contra as remoções! Já chega de esperar que as nossas casas caiam do céu em Audiências Públicas! É hora de partir para a ação direta nas ruas e comunidades e garantir nosso direito à moradia! Vamos começar a nos organizar para o Dia D!

Se você concorda com essas propostas, venha conversar conosco!

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

SERVIDORES MUNICIPAIS DE JUIZ DE FORA VÃO À LUTA CONTRA PSDB

Depois de sofrer um amargo reajuste de 0% em 2009, as diferentes categorias de servidores ligados à Prefeitura de Juiz de Fora compreenderam a necessidade de se unirem para poder conquistar melhores condições de trabalho. Reunidos no Fórum Sindical, quatro sindicatos declaram que só aceitariam negociar coletivamente e reivindicaram 15% de reajuste salarial. Foram eles o Sinserpu (CGTB), o Sinpro (CUT), o Senge (CUT) e o SindMédicos.

Tal unidade na luta começou a ser traçada efetivamente em dezembro de 2009, quando uma tentativa frustrada da administração Custódio Mattos (PSDB) de atacar os direitos dos servidores aglutinou em um mesmo espaço de resistência essas diferentes categorias do funcionalismo público.

Em 2010, apostando na desmobilização de tais categorias, a Prefeitura ofereceu um índice de meros 7% de reajuste, mas os sindicatos rejeitaram a proposta e convocaram uma nova assembléia unificada. Essa assembléia, realizada em conjunto com uma paralisação, ocorreu no dia 12 de maio e contou com mais de 5 mil servidores, que disseram não à proposta de 7% e aprovaram a convocação de uma nova assembléia com paralisação e indicativo de greve para o dia 20 do mesmo mês.

Em seguida, os presentes saíram em passeata pelas ruas do centro da cidade denunciando o descaso da administração tucana com os servidores e sua política de privatização, terceirização e destruição do serviço público, provando mais uma vez que, apesar das diferenças entre as centrais, no momento da luta a unidade da classe trabalhadora é a única via que levará à vitória.

Nessa nova assembléia foi votada com grande entusiasmo uma vitoriosa paralisação de oito dias, na qual os servidores municipais de Juiz de Fora mostraram para toda a população a importância da unidade da classe trabalhadora.

Esses bravos trabalhadores realizaram uma bela demonstração de força para a Administração Custódio Mattos, que traz para Juiz de Fora a mesma política aplicada por Aécio Neves e José Serra. É a política do arrocho salarial, dos ataques aos direitos conquistados e da privatização dos serviços públicos. Depois de várias recusas de negociação e ameaças de descontos dos dias paralisados e até mesmo de demissões, finalmente o Prefeito foi para a mesa de negociações. Em termos salariais, os trabalhadores não conseguiram grandes avanços, há não ser um cronograma de reposição das perdas de 2009 que se concluirá em 2012. Estes conseguiram também impor um recuo na Administração na questão do corte de ponto e das demissões.

Mas, a maior vitória dessa luta foi política. Depois de mais de 10 anos sem um movimento de greve na base dos servidores municipais, os trabalhadores saíram dessa batalha de cabeça erguida e com uma nova consciência: a de classe trabalhadora, deixando para a Administração Custódio Mattos um desgaste que provavelmente será irreversível.

Nós do Coletivo Lenin, que participamos ativamente de todo o processo, parabenizamos os bravos servidores municipais de Juiz de Fora, que se lançaram nessa batalha e conseguiram inclusive o apoio e presença de diversos sindicatos de outros ramos, resgatando assim o movimento sindical combativo nessa cidade.

Viva a luta da classe trabalhadora!

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terça-feira, 1 de junho de 2010

ISRAEL ATACA FROTA DE AJUDA HUMANITÁRIA À GAZA

No último dia 31 de maio uma frota que levava medicamentos e diversos suprimentos para a Faixa de Gaza foi atacada por forças militares de Israel. O saldo do ataque foram 19 mortos e quase 70 feridos entre a tripulação da “Frota da Liberdade”, organizada majoritariamente por uma ONG turca.

Desde a Guerra dos Seis Dias, ocorrida em 1967, a burguesia de Israel vem mantendo um forte cerco terrestre e aéreo à Gaza, que posteriormente foi fortalecido pelo apoio do Egito (tudo com o aval do imperialismo norte-americano). Tal bloqueio foi iniciado e é mantido até hoje no intuito de enfraquecer cada vez mais as resistências armadas existentes na região palestina e favorecer a política sionista e genocida de eliminação dos árabes da região. Mas tal política nada mais é do que o encobertamento de uma disputa econômica pelo território em questão, que possui acesso privilegiado ao Mar Mediterrâneo e, claro, a diversos poços de petróleo.

O ataque covarde do exército israelense aos barcos de ajuda humanitária gerou intensos protestos em diversas capitais européias e em alguns locais do Oriente Médio, com ao Turquia. Da mesma forma, alguns diplomatas e líderes de governos fizeram declarações duríssimas ao governo de Israel, que alega ter apenas “se defendido” do ataque de alguns tripulantes que empunhavam cadeiras e barras de ferro (!!!), declarando ainda que estava em seu direito de interceptar toda e qualquer embarcação que adentrasse o território de Gaza sem autorização israelense (de acordo com notícia publicada no Portal Terra em 01/06).

Nós do Coletivo Lenin acreditamos que a única saída para os conflitos que assolam os trabalhadores israelenses e palestinos é a construção de um partido revolucionário dos trabalhadores, composto em sua maioria por mulheres, o setor superexplorado da classe trabalhadora árabe e judaica. A maior tarefa de um partido assim será mobilizar os trabalhadores da Palestina e de Israel para derrotarem suas burguesias e criarem um Governo direto binacional dos trabalhadores, fruto de uma revolução socialista.

Para saber mais sobre o assunto, leia as Teses sobre o Oriente Médio na seção de Teoria de nosso site.

Nossos camaradas da seção canadense da Tendência Bolchevique Internacional (TBI) em ato realizado no dia dos ataques.

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Novo ataque de Israel à Gaza

Forças de Israel atacam frota que levava ajuda humanitária para Gaza (Palestina)

via G1 O Globo

Militares de Israel interceptaram [ontem] um comboio que tentava furar o bloqueio de ajuda humanitária à Gaza imposto por Israel. O Exército de Israel afirma que mais de dez pessoas morreram na operação. Segundo relatos, muitos deles teriam nacionalidade turca. Agências internacionais de notícias informam que 30 ativistas ficaram feridos no ataque.

A "Frota da Liberdade", composta por três navios que levavam 750 ativistas e 3 com 10 mil toneladas de carga saíram de uma área perto do Chipre. Os ativistas contaram que mostraram bandeiras brancas, mas os soldados atiraram na tripulação. O Hamas, que administra a região
palestina, condenou o ato.

As imagens da televisão da Turquia mostram os militares israelenses invadindo uma das três embarcações turcas que faziam parte do comboio. A invasão aconteceu às 4h no horário local (22h de Brasília) em águas internacionais.

Canais de televisão turcos mostraram imagens ao vivo do ataque durante uma hora, mas as comunicações foram cortadas.

Israel disse que, depois de uma verificação de segurança, a carga será enviada para Gaza pelos meios autorizados. O governo afirma que não atacou nenhum navio, apenas "cumpriu uma ordem do governo que impede que qualquer embarcação se aproxime da Faixa de Gaza sem entrar em contato com Israel". Em comunicado, o exército de Israel afirma que os suprimentos poderiam ser enviados à Gaza legalmente por meio do seu território.

A "Frota da Liberdade" havia partido para Gaza na tarde deste domingo (30) levando com 10 mil toneladas de ajuda humanitária, que inclui cadeiras de roda, casas pré-fabricadas e purificadores de água.

Israel alertou que interceptaria os navios se continuassem com a missão. Esta foi a nona vez que o movimento pró-palestina tentou levar ajuda à Gaza desde a implantação do bloqueio, há quase três anos.

Repercussão internacional


O ataque israelense revoltou parte da população turca. Desde o início da manhã, [de ontem] centenas de manifestantes protestaram em frente a delegações diplomáticas de Israel na Turquia. Alguns manifestantes tentaram invadir o prédio do consulado israelense em Istambul. A polícia tentou impedir a entrada e empurrou o grupo para trás. O chanceler da Turquia criticou duramente o ataque e pediu explicações à Israel sobre o que aconteceu.

Bernard Kouchner, ministro das Relações Exteriores da França declarou estar "profundamente chocado com as trágicas consequências da operação militar de Israel contra a frota de paz para Gaza. Nada pode justificar o uso de violência como essa, o que condenamos".

Baronesa Ashton, Alta Representante para Relações Exteriores da União Européia declarou expressar "profundo pesar diante da notícia da perda de vidas e da violência e envia suas condolências às famílias dos mortos e feridos. Em nome da União Européia, ela exige um inquérito extenso sobre as circunstâncias do incidente. Ela reitera a posição da União Européia em relação a Gaza - a política de bloqueio contínua é inaceitável e politicamente contraproducente. Ela pede uma abertura imediata, sustentável e incondicional das fronteiras para permitir o fluxo de ajuda humanitária, bens comerciais e pessoas de e para Gaza".



Mobilizar a classe trabalhadora de Israel e da Palestina e lutar por um governo revolucionário binacional dos trabalhadores!
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