QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Movimento Sem-teto Carioca: a unificação é a única solução! (2)

Versão alterada, para ser distribuída no (Re)Unindo Retalhos de 06/02

Estamos entrando em um período muito difícil para o movimento sem-teto do Rio e da Baixada com a preparação da cidade para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Os governos de Sérgio Cabral (PMDB) e Eduardo Paes (PMDB), que já mostraram suas caras repressoras há muito tempo, estão passando o rodo nos camelôs e nos sem-tetos. O objetivo disso é melhorar a “aparência” da cidade para os turistas e patrocinadores. Mas para a população negra e pobre isso só significa uma coisa: vai vir muita porrada pela frente!

Mais do que nunca, esse é um momento em que precisamos estar unidos. Com o nível de desorganização em que estamos, uma operação de maior alcance feita pelos governos pode simplesmente acabar com todas as ocupações e atividades! Atualmente, o movimento popular da região metropolitana está dividido em cinco setores: as ocupações da antiga FLP, a FIST, o MTD, o MNLM e as ocupações da Baixada do antigo MCL. Essa divisão só nos torna vítimas mais fáceis da repressão e só pode interessar aos Governos e empresários.

Nós do Coletivo Lênin atuamos na FIST e conseguimos uma importante vitória em seu IV Congresso, realizado em dezembro de 2009. Todos os presentes concordaram com a importância da unificação do movimento e aprovaram a proposta de criar um comitê de unificação, composto por representantes de cada uma dessas organizações e que seja responsável por organizar um calendário unificado de lutas. Achamos que o (Re)Unindo Retalhos pode ser um importante espaço para a criação desse comitê.

Para nós, a união dessas organizações é a única maneira de enfrentar o avanço da política de criminalização e de extermínio da população negra e pobre (sejam moradores de rua, favelas ou ocupações). E defendemos que esse comitê seja o embrião de uma futura entidade, plural e democrática, que reúna todas as ocupações do Rio e os grupos que hoje atuam no movimento sem-teto. Essa entidade seria um espaço permanente de discussão e mobilização.

As ações do comitê que propomos criar servirão para mostrar para aqueles companheiros que hoje ainda têm dúvidas sobre a unificação do movimento, que esse é não só é um importante passo para enfrentar a onda de despejos que se aproxima, como também é o único caminho possível.

- Pela criação de um Comitê de Unificação, composto por representantes de todas as oganziações de sem-teto do Rio de Janeiro!
- Pela construção de uma entidade plural e democrática, capaz de ser um instrumento de mobilização permanente!
- Pela união dos sem-teto com o movimento sindical na campanha pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, para combater o desemprego!
- Por um movimento sem-teto que vá além das demandas imediatas por moradia e se torne um pilar da luta contra o sistema capitalista!
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domingo, 17 de janeiro de 2010

DECLARAÇÃO POLÍTICA DO COLETIVO LÊNIN SOBRE A SITUAÇÃO NO HAITI

Na terça feira, dia 12 de janeiro, o Haiti foi sacudido por um forte terremoto. O número de mortos, entre 100 e 200 mil, é semelhante ao do bombardeio atômico de Hiroxima. Milhares de pessoas ficaram desabrigadas e outras milhares continuam desaparecidas. As buscas por sobreviventes sob os escombros é uma corrida contra o tempo, pois as pessoas soterradas não conseguirão sobreviver por muitos dias.

O Haiti foi vítima de um golpe militar que derrubou um governo de frente popular similar ao de Lula, no Brasil. Na resistência, várias organizações políticas passaram à luta armada contra o golpe e chegaram a controlar localidades importantes do país. Com o objetivo de esmagar a luta armada, a ONU enviou tropas para o Haiti sob a liderança do Brasil com a desculpa de derrotar “gangues”. Assim, a luta haitiana, que poderia evoluir para uma revolução, caso surgisse um Partido Revolucionário no Haiti, vem sendo esmagada dia a dia pelas armas do exército brasileiro que ocupa o país já há 6 anos. Junto com o Exército, foram para o Haiti diversas organizações políticas de direita, como o “Viva Rio”, que, sob a desculpa de “ajuda humanitária” tentavam convencer a população a não aderir à luta e, em troca por dia sem luta, oferecia um prato de comida.

Por isso, não somos como a mídia brasileira, que dá mais destaque aos soldados mortos (pelos quais não choramos, porque estavam lá matando o povo haitiano) do que à catátrofe provocada pelo racismo ambiental (já que as mortes só tiveram essa dimensão porque a população negra do país é obrigada pela miséria a viver em favelas). E denunciamos o racismo e a opressão religiosa do Cônsul do Haiti no Brasil, Gerge Samuel Antoine, que atribuiu a tragédia ao fato da população “mexer com macumba”.

No momento, a ONU, os EUA e o Brasil tomaram posse de toda a infraestrutura do país, com pretextos “humanitários”. Confiar na ONU para “socorrer” o Haiti é o mesmo que doar remédios para os EUA enviarem para o Iraque! Somos pela formação de comitês de desabrigados, para reassumir o controle do país e a luta contra os efeitos do terremoto, inclusive possíveis epidemias. E pela solidariedade de classe de todos os trabalhadores ao povo haitiano.

A construção de um governo direto dos trabalhadores no Haiti era condição essencial para o país superar a enorme pobreza que a burguesia e o imperialismo impuseram àquele país. Se a luta haitiana tivesse evoluído para um governo direto dos trabalhadores com a expropriação da burguesia, o país teria melhores condições para enfrentar catástrofes naturais como essa. Por isso, o combate à resistência haitiana pelas armas do Brasil, faz do subimperialismo brasileiro um dos responsáveis diretos pelas milhares de mortes causadas pela precária estrutura que o país tinha e que o deixou despreparado para enfrentar esse tipo de calamidade.

A CONLUTAS, que procura divulgar ações no Haiti, nunca deu apoio material à resistência armada que o exército brasileiro esmagava naquele país. Pelo contrário, no seu Encontro de Negros e Negras chegou a rechaçar a palavra de ordem “Armas, Comida e Remédios para a resistência Haitiana”. Da parte da esquerda reformista, pode ser que o caos instaurado faça algumas organizações procurarem mais argumentos para negar a existência de uma resistência política armada. Da parte do governo, após o terremoto, a burguesia brasileira tem uma desculpa para manter as tropas naquele país. Nelson Jobim, que há poucos dias ameaçou instigar uma crise política, caso fossem investigados os crimes dos militares durante a ditadura, declarou que o exército brasileiro ficará no Haiti por, pelo menos, mais cinco anos com um possível aumento do número de soldados.

Mais do que nunca, é necessário dar apoio incondicional ao povo haitiano e fortalecer sua luta pela sobrevivência e contra a opressão. Por isso, o coletivo Lênin defende que as entidades de massas do Brasil (CUT, UNE, MST) e também aquelas que possuem influência minoritária (Conlutas, Intersindical) se aliem em uma campanha classista de apoio aos nossos irmãos trabalhadores.
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Movimento Sem-teto Carioca: a unificação é a única solução!

Em dezembro de 2009 ocorreu o IV Congresso da Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST). Muitos companheiros de outras organizações alegavam ser impossível trabalhar em conjunto com a “direção” dessa organização.

Nós do Coletivo Lênin intervimos em cada espaço desse Congresso usando como plataforma a nossa tese (disponível no site e no blog do Coletivo). Fizemos diversas críticas aos companheiros que hoje lideram a FIST e conseguimos que a Plenária Final aprovasse um Documento Político que abraçasse diversas propostas feitas por nós. Entre tais propostas está a de criar uma direção de verdade para a FIST, composta apenas por representantes das ocupações filiadas à organização. Além desse grande avanço, também conseguimos aprovar a importante proposta de unificação do movimento sem-teto.

Nós defendemos a criação de uma entidade plural e democrática, que reúna todas as organizações que hoje atuam no movimento sem-teto do Rio de Janeiro. Para nós essa é a única maneira de enfrentar o avanço da política de criminalização e de extermínio da população negra e pobre (sejam moradores de rua, favelas ou ocupações). Mas nós sabemos que isso ainda está longe de se tornar realidade, já que essas organizações têm entre si rixas de longa data, muitas delas pessoais. Por isso nossa proposta no IV Congresso da FIST foi a de criar em 2010 um comitê de unificação.

Achamos que a FIST deve encabeçar ao longo do ano uma forte campanha entre os sem-teto do Rio e suas diversas organizações (ex-FLP, ex-MCL da baixada, MTD, MNLN, etc.) mostrando que o único caminho possível para evitar a onda de despejos que se aproxima é estarmos todos de braços dados na luta. E defendemos que o primeiro passo para a unificação deve ser a criação de um comitê que conte com a presença de representantes de cada uma dessas organizações e que seja responsável por organizar um calendário unificado de lutas. Apenas através da ação mostraremos para os companheiros que hoje acham impossível unificar o movimento sem-teto que isso não só possível como também extremamente necessário.

- Pela criação de um Comitê de Unificação, composto por representantes de todas as oganziações de sem-teto do Rio de Janeiro!
- Pela construção de uma entidade plural e democrática, capas de ser um instrumento de mobilização permanente!
- Pela união dos sem-teto com o movimento sindical na campanha pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, para combater o desemprego!
- Por um movimento sem-teto que vá além das demandas imediatas por moradia e se torne um pilar da luta contra o sistema capitalista!


Se você concorda com nossas críticas e propostas, junte-se a nós!
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Lula, o Filho do Brasil": Um filme muito além do mito

Quem começa a assistir ao filme “Lula, o Filho do Brasil”, de imediato tem motivo para se surpreender. Logo na abertura, quando aparecem os nomes dos patrocinadores, o símbolo da Wolks salta à frente na tela. Como isso é possível? Como pode a Wolks patrocinar um filme sobre o metalúrgico que liderou grandes greves contra ela mesma?

Porém, o próprio filme não demora muito a mostrar que essa aparente contradição, na verdade, não existe.

O Lula do Filme é alguém que transmite uma mensagem muito diferente daquela defendida pelos peões do ABC no final dos anos 70 e início dos anos 80. É um Lula que, por exemplo, bate no peito par dizer que os grevistas não devem ser contra os patrões, afinal, são eles que fornecem os empregos. O Lula do Filme, que enche a boca para dizer que não é comunista, é muito diferente daquele Lula que defendia o socialismo, ainda que de forma vaga, e dizia publicamente que o Brasil deveria restabelecer relações com os Estados Operários. O Lula do filme é um Lula muito mais à direita do que ele realmente era.

Sabemos que Lula nunca foi revolucionário e nunca defendeu um claro projeto de socialismo. Sabemos, inclusive, que pairam sobre ele suspeitas de denunciar comunistas para o DOPS e também de fazer negociatas para desmantelar algumas greves. Porém, o que não se pode apagar da História é que o grande ascenso de 1979/1980 tinha um projeto político com influência socialista e, diferentemente das características de hoje, procurou estabelecer formas de organização da classe trabalhadora. São essas as marcas que o filme tenta apagar e, por isso, além de colocar Lula bem mais à direita do que ele era, apaga da históriaa fundação da CUT e do PT. Muito além da tentativa de se construir um mito em torno da figura de Lula, o filme é uma verdadeira falsificação da com o objetivo de que as novas gerações pensem que o discurso de esquerda nunca encontrou eco no movimento de massas.

A direita tradicional, (PSDB,DEM), não fazem esse tipo de crítica ao filme, pois essa falsificação da história interessa diretamente a eles. Por isso, mantém suas críticas na superficialidade da discussão sobre se vai ou não influenciar as próximas eleições s sobre quem pagou o filme, se foram empresas que recebem em benefícios do governo ou não. Infelizmente, nessa superficialidade de críticas que colocam no centro apenas a questão da ética na política, embarcam também algumas correntes da esquerda que não percebem que o filme presta um grande serviço à tentativa de apagar a história da esquerda nesse país. E essa tentativa não é nova. Não é por acaso que não há nenhum filme que mostre as vitórias dos anos 80. Pelo contrário, mostram apenas a esquerda sendo derrotada e torturada nos anos 70. E o filme de Lula não faz diferente. Por isso, de forma estranha o enredo faz um salto de 1979 para 2003 apagando completamente, não apenas a defesa do socialismo que aquele movimento fazia levando até mesmo Lula encampar esse discurso. Apaga também o ascenso dos anos 80 que chegou a deixar o governo Sarney completamente imobilizado. Afinal, mostrar isso seria um exemplo perigoso para as massas exploradas e oprimidas de hoje.

Muito além do mito em torno do Lula, o filme consiste em uma tentativa de reescrever a história sob a ótica da burguesia. Uma história onde nunca houve esquerda, nunca houve defesa do socialismo e sempre houve a defesa dos patrões. É esse o paradigma que estão tentando criar para as novas gerações. Porém, do lado de cá do mito, encontrarão uma firme muralha de resistência que não abandona o programa revolucionário e não se cansa de combater a ideologia burguesa... Ainda que disfarçada sob filme de peão.
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ano novo, site novo

Olá companheiros!

A equipe de propaganda do Coletivo Lênin está elaborando um site inteiramente novo, com um visual melhor e com muito mais conteúdo.

Até colocarmos o novo site no ar, não atualizaremos mais o endereço atual (WWW.COLETIVOLENIN.HPG.COM.BR).

Antes de Janeiro terminar o site novo já estará funcionando. Até lá acompanhem nosso blog para atualizações periódicas e aguardem mais novidades!

Saudações comunistas!
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Navio do grupo Sea Shepherd é atacado por baleeiros na Antártida!

O grupo Sea Shepherd é uma ONG ecologista que usa táticas de ãção direta para afundar baleeiros. Por causa disso, tem sido acusada de ser ecoterrorista e tem sofrido ameaças da indústria pesqueira. Nós defendemos incondicionalmente o Sea Shepherd e declaramos que, mesmo que tenhamos divergências sobre a tática deles (ações isoladas sem participação do movimento de massas, por exemplo, ao contrário das ações do MST destruindo laboratórios da Monsanto), toda a nossa simpatia está com os militantes que praticam essas ações contra as grandes empresas!

Abaixo está o relato do site deles (www.seashepherd.org.br):

Baleeiro Japonês parte ao meio o navio Ady Gil da Sea Shepherd
6 janeiro 2010
O famoso catamarã está afundando no oceano antártico.

Seis tripulantes foram resgatados pela outra embarcação da Sea Shepherd, o Bob Barker.



Em um ataque sem precedentes e sem provocação capturado em filme, a embarcação de segurança japonesa, Shonan Maru No.2 deliberadamente abalroou causando danos catastróficos ao catamarã da Sea Shepherd, o Ady Gil.
Seis tripulantes, quatro neozelandezes, uma australiano e um holandês foram prontamente resgatados pela tripulação do Bob Barker. Nenhum dos tripulantes do Ady Gil se feriram.

Acreditamos que o Ady Gil irá afundar pois as chances de salválo são muito pequenas.

De acordo com o testemundo do Capitão Chuck Swift do Bob Barker, o ataque ocorreu enquanto as duas embarcações da Sea Shepherd estavam paradas. O Shonan Maru No.2 repentinamente acelerou e deliberadamente abalroou o Ady Gil cortando cerca de 2,5 metros de sua proa fora. De acordo com o Capitão Swift, a embarcação (Ady Gil) não aparenta que possa ser salva.

“Os baleeiros japoneses em uma escalada de violência aumentaram as proporções do conflito” é o que afirmou o Capitão Paul Watson. “Se eles pensam que nossas outras duas embarcações vão se retirar do Santuário das Baleias da Antártida em face deste extremismo, estão totalmente enganados. Agora temos uma Guerra das Baleias Real em nossas mãos e não temos a intenção de retroceder.”

A bordo do Steve Irwin o Capitão Paul Watson está correndo para a área em 16 nós mas ainda restam cerca de 500 milhas a serem percorridas. O Bob Barker temporariamente parou sua perseguição ao Nisshin Maru para resgatar a tripulação do Ady Gil. Os navios japoneses inicialmente recusaram-se a reconhecer a chamada de socorro (MAY DAY) do Ady Gil, reconhecendo-a posteriormente. Apesar de terem reconhecido à chamada, não ofereceram assistência ao Ady Gil ou ao Bob Barker de qualquer modo.

O incidente ocorreu na localização 64 graus e 3 minutos sul e 143 graus e 9 minutos leste.

Até esta manhã os japoneses estavam em completodesconhecimento da existência do Bob Barker. Esta nova aquisição à frota da Sea Shepherd partiu de Mauritius na costa Africana em 18 de dezembro e pode avançar ao longo da borda de gelo oeste enquanto os japoneses estavam ocupados preocupando-se com o avanço do Steve Irwin ao Norte.

“Esta é uma perda substancial de nossa organização”, afirmou o Capitão Paul Watson. “O Ady Gil, ex Earthrace, representa uma perda de quase dois milhões de dólares. Entretanto a perda de uma única baleia é mais importante para nós, e a perda do Ady Gil não será em vão. Este golpe simplesmente reforça nossas resoluções, não enfraquece nosso espírito.”

A Sea Shepherd está requisitando ao governo australiano que envie uma embarcação militar para que a paz seja restaurada nas águas do Território Australiano Antártico. Temos 77 tripulantes de 16 nações em 3 embarcações, seis deles a bordo do Ady Gil. Destes, 21 cidadãos australianos: 16 a bordo do Steve Irwin e 5 no Bob Barker. A Sea Shepherd crê que o governo australiano tem a responsabilidade em proteger as vidas de cidadãos australianos que trabalham para defender as baleias das atividades ilegais dos baleeiros japoneses.

“A Austrália precisa enviar uma embarcação militar para cá assim que possível para proteger tanto as baleias quanto os cidadãos australianos que trabalham em defesa dos cetáceos”, afirmou Laura Dakin a cozinheira chefe do Steve Irwin de Camberra, Austrália. “Estas são águas Territoriais Antárticas Australianas e vejo os baleeiros japoneses fazendo o que querem impunemente aqui sem que uma embarcação do governo australiano possa ser encontrada. Peter Garret (ministro do meio ambiente australiano e ex vocalista da banda de rock Midnight Oil), tenho uma pergunta a você: ONDE DIABOS VOCÊ ESTÁ?”
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Urgente/Mais uma desocupação no centro do rio

Companheiros,
As cerca de 60 familias, moradoras da ocupação localizada na Rua Visconde Maranguape,
número 9, antigo Grande Hotel Bragança, ao lado da Sala Cecilia Meirelles, local bastante
frequentado na lapa, onde muitos já beberam muitas latinhas de cerveja, não tem
o que que comemorar neste fim de ano. Segundo, orientação da Prefeitura, devem
se cadastrar no auxilia aluguel nos dias 28 e 29/12 e terão que deixar o local até o
dia 04/01, quando poderão ser utilizados, os métodos, que já conhecemos para desocupação.
O Imóvel aparentemente, é de propriedade privada e possui uma divida
de mais de R$ 1.200.000,00 com a Prefeitura e deve ir a leilão. Pela informações
que obtive, terá um apoio da Petrobrás, para reforma e transformação em um espaço cultural.
Além disso, alegam que sua estrutura está condenada pela Defesa Civil e por isso,
os moradores precisam sair e viver sem riso algum, no meio da rua
argumento, que se aceito tranquilamente, pode ser utilizado para desocupação
de quase todo conjunto de casas e sobrados, que servem de habitação popular no
centro do rio, há décadas abandonados pelo poder público.


Com medo, alguns já abandoram o local. mas, existe um grupo disposto a resisitir
e que independente, da real situação do prédio,, desejam saber, que alternativa concreta
a Prefeitura tem para oferecer para além do auxilio aluguel,
que além de ser, um valor baixo, para a região,não garante a realocação definitiva
no centro da cidade, direito adquirido por aqueles que lá residem há tanto tempo,
alguns, há mais de 20 anos.


Convocamos a todos para que no dia 4/01, estejam presentes no local e que fiquem em alerta,
caso haja a necessidade do apoio e resistencia. Nestes momentos, a solidariedade deve estar
acima de tudo.


Para aqueles, que já desejam prestar seu apoio, realizaremos amanhã,no local, uma assembléia,
a partir das 19:00 hs. Seria interessante, a presença de alguns compas, para que possamos dar
força e estímulo aos moradores.
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Trabalhador(a), participe da Oposição Classista!

A Oposição Classista é uma corrente do movimento sindical.

O nosso objetivo é dar uma perspectiva política para as lutas dos trabalhadores. As lutas por salário e condição de trabalho não bastam. Para a nossa vida mudar de verdade, é preciso acabar com o sistema em que vivemos, que é baseado na exploração, no racismo e no machismo. Por isso, combinamos as lutas imediatas com as lutas por bandeiras anticapitalistas, que apontem para uma nova sociedade, governada pelos trabalhadores: o socialismo.

A perda desse objetivo geral, nas últimas décadas, levou os sindicatos a uma grande crise. Hoje, as lutas estão dispersas. E a maior parte dos sindicatos jogam a favor dos patrões, acabando com os nossos direitos. A direção da CUT, que é a maior organização dos trabalhadores brasileiros, está cada vez mais longe da base, colaborando com o Governo de Lula com os grandes empresários.

Para nós, o sindicalismo só pode sair da crise em que está se começar a organizar os terceirizados. Os terceirizados são, na grande maioria, mulheres e negros. Isso mostra que é impossível separar a luta pelo socialismo da luta contra o machismo e o racismo.

Temos que organizar os trabalhadores por local de trabalho, através de comissões de empresa clandestinas, nos sindicatos controlados pelos patrões. Ao mesmo tempo, devemos participar dos sindicatos e da CUT, como oposição. Em todos os casos, devemos defender um programa anticapitalista:

Redução da jornada de trabalho para 36 horas, para acabar com o desemprego! Crítica à política da direção da CUT (PT), que transformou a campanha em um ato na vida e outro na morte, sem mobilizar as categorias.

Formação de comissões de empresa, para organizar os terceirizados! Direitos iguais para trabalho igual! Incorporação dos terceirizados nas empresas, com todos os direitos!

Incorporação da remuneração variável (participação nos lucros, comissões, gratificações etc) aos salários, como valor fixo!

Contra o racismo, o machismo e o preconceito contra os homossexuais! Salário igual para trabalho igual! Creches financiadas pelas empresas! Todos os direitos trabalhistas e previdenciários para casais do mesmo sexo.

Ocupação das empresas falidas sob controle dos trabalhadores!

Solidariedade aos trabalhadores em todo o mundo! Contra o Mercosul e os Tratados de Livre Comércio! Contra as intervenções militares do governo brasileiro, como no Haiti! Defesa de Cuba!

Temos que romper com o petismo! O governo Lula mostrou que é impossível mudar radicalmente a situação dos trabalhadores através das eleições. Precisamos de uma revolução socialista, que crie o governo direto dos trabalhadores, através de suas assembléias. Para lutar pelo governo direto dos trabalhadores, precisamos criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, com maioria de mulheres e negros!
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Carta às comunidades de Juiz de Fora

A moradia é um direito básico de todas as pessoas. Porém, parece que os governantes não sabem disso! Ou não querem saber.
Nas áreas ocupadas quase não existem serviços públicos como hospitais, escolas, transporte eficiente, opções de lazer.... E, como se não bastasse isso, o prefeito está ameaçando remover muitas famílias que moram em áreas ocupadas.

CUSTÓDIO GOVERNA PARA OS EMPRESÁRIOS!

O prefeito de Juiz de Fora, aumentou a passagem de ônibus, não garantiu acesso à saúde, está transformando a coleta de lixo em um negócio lucrativo nas mãos dos empresários, não reajusta os salários dos funcionários municipais e deixa o povo abandonado à própria sorte! O desemprego em Juiz de Fora é alarmante e, mesmo assim, cada vez mais os vendedores autônomos do centro da cidade são agredidos pela guarda de Custódio. Para os empresários, tudo. Para o povão, polícia e remoção.

A SOLUÇÃO É A LUTA!

A conquista da moradia, do emprego, de hospitais, escolas e opções de lazer para as comunidades somente serão possíveis se nos organizarmos para lutar por tudo isso. Precisamos fazer muitas passeatas e várias outras ações para mostrar o poder que o povo tem.

É PRECISO MUDAR
ESSA SOCIEDADE!

Mais do que isso, precisamos lutar por um outro tipo de sociedade. Por uma sociedade onde não haja exploradores e explorados. Onde as pessoas sejam tratadas igualmente e com iguais condições de vida. E vida de qualidade! Vida com saúde, moradia, educação, transporte e lazer. Precisamos construir uma sociedade socialista! Sabemos que isso jamais virá das mãos desses políticos cheios de conchavo com os exploradores. Por isso, para chegarmos a esse tipo de sociedade, precisamos construir um Governo Direto de trabalhadores. Ou seja, um sistema onde todas as decisões sejam tomadas através das assembléias de trabalhadores, sem teto, sem terra.... Nesse tipo de sociedade não é necessária a existência de políticos profissionais e empresários.

ESSE PAÍS PRECISA DE UMA REVOLUÇÃO!

Por isso, defendemos a construção de um Partido Revolucionário de trabalhadores. Um partido que não tenha como objetivo a disputa de cargos através das eleições, mas que tenha como principal atividade organizar o povo para a luta pelo socialismo.


A LUTA NÃO É SÓ EM JUIZ DE FORA!


Na luta para construir esse tipo de sociedade não estamos sozinhos. No Rio de Janeiro, no dia 13 de dezembro, acontecerá o Quarto Congresso da Frente Internacionalista dos Sem Teto (FIST). Esse congresso vai reunir os sem teto, os sem terra e moradores de dezenas de ocupações do Estado do Rio de Janeiro para lutar contra o choque de ordem que os governantes e empresários querem impor ao povo. O Coletivo Lênin participará desse congresso defendendo a formação de uma coordenação que una todas as comunidades em um só movimento.

É TAMBÉM INTERNACIONAL

O Coletivo Lênin mantém relações com organizações de vários lugares do mundo. Não caímos nas falsas ilusões de que nós, brasileiros, somos uma pátria. Que pátria é essa que protege os poderosos e oprime os explorados? Não aceitamos ficar sob a bandeira da pátria dos ricos. Nossa verdadeira pátria são os milhares de explorados e oprimidos em todo o mundo. É com esses que contamos para mudar a sociedade e somente nesses é que podemos confiar. Nossa bandeira é a bandeira vermelha do socialismo! Essa é a única bandeira que defendemos. Nossa luta é internacional. Defendemos a união, organização e luta de todos os explorados do
mundo. Por isso, mantemos relações com a Tendência Bolchevique Internacional (TBI).
Se você acha que o mundo pode e deve ser livre de toda a exploração e opressão e quer lutar por isso, venha conhecer o Coletivo Lênin.

POR UM MUNDO SEM RACISMO!

Está na hora de dar um basta à toda a opressão racial.

A população brasileira é composta de maioria negra, mas não há oportunidade para negros e negras no mercado de trabalho. Apenas nas profissões muito mau remuneradas. Como conseqüência disso, negros e negras são excluídos das universidades, que são de maioria branca, as escolas dos bairros de maioria negra (os bairros mais abandonados) não prestam educação de qualidade e, além disso, os bairros negros são constantemente vigiados e amedrontados pela polícia e pelas quadrilhas de bandidos.
Isso, sem contar com o racismo do dia a dia. Ao entrar em um shopping ou em um banco, negros e negras são tratados de forma diferente, seguidos por seguranças.. Tudo isso, gera um mau estar permanente.
Esse assunto não deve ser tratado apenas no dia 20 de novembro, mas durante todo o ano. Por isso, o Coletivo Lênin Convida todas as comunidades a organizarem-se em um comitê de combate ao racismo. Esse comitê poderá receber denúncias e organizar a luta para combater toda a discriminação e opressão que negros e negras sofrem no dia a dia.
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