QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A barbárie avança sobre a juventude

Recentemente no mês de julho foi divulgado um estudo feito pelo Laboratório de Análise da Violência da Uerj junto com a Unicef que mostra o quadro da violência sofrida pela juventude brasileira, principalmente negros, entre 12 e 18 anos.
O estudo revela que de 2006 a 2012 serão mortos por violência urbana mais de 33 mil jovens brasileiros nas cidades com mais de 100 mil habitantes, sendo 46% por armas de fogo. Os homens teriam 11,91 vezes maior chance que as mulheres de serem mortos, e os jovens negros 2,6 vezes maior chance que brancos. As cidades com os maiores índices se encontram no sudeste, e possuem grande parte da população vivendo em favelas.

Esses dados inquietantes nos indicam mais uma vez os resultados do mercado negro de armas e drogas, e a “gloriosa política de segurança” adotado por inúmeros governos estaduais e o federal. Enquanto a classe média ,empurrada pela burguesia brasileira e principalmente pela mídia, faz atos de rua pedindo “paz”, vestindo camisetas brancas e caminhando na Av. Atlântica para continuar a consumir; os jovens marginalizados, de maioria negra, que vivem em favelas sem qualquer presença do “estado de direito” que não seja a polícia e o BOPE, pedem paz para não serem exterminados.

Enquanto a burguesia nacional e internacional movimentam bilhões nos mercados negros de armas e drogas, explorando os bolsões de miséria não só Brasil mas do mundo inteiro, a juventude está sendo levada para a barbárie, sendo exterminada pelo mesmo Estado de “direito” burguês que negou o seu desenvolvimento.

Não adianta debater qual a “política de segurança pública” eficaz, nem fazer “choque de ordem”. Os governos apenas fazem o que a burguesia quer, seja pela mídia ou por sua influência e representações no parlamento. Todas as políticas serão contra as classes oprimidas, todas “mudanças” serão para manter no poder a mesma oligarquia empresarial, seja ela do mercado legal ou do mercado negro. Se o povo cansa do FHC e Bush, ela faz os trabalhadores acreditarem em Lula e Obama. E continuarão os trabalhadores, os jovens negros, os habitantes das comunidades mais miseráveis a serem exterminados pelo BOPE, pela PM, pela milícia dos governantes, ou pelo vício de milhares de drogas sintéticas feitas para matarem essa população sem o chumbo da repressão (é mais fácil assim).

Estamos entrando na barbárie, e a juventude marginalizada do nosso país já sente isso na pele. Pele que, por “coincidência” é negra. Temos então que resistir e combater, unir os trabalhadores e os jovens marginalizados marcados pela opressão, fadados à morte, num chamado para juntar forças para a maior luta de libertação que jamais se viu na história da humanidade. Se não Houver o socialismo com oportunidades iguais aos jovens e trabalhadores negros ou brancos, então a bárbárie capitalista nos levará para uma nova idade média, tão sangrenta quanta a ultima.

Nenhuma corrente da esquerda institucional é capaz de organizar as massas de jovens trabalhadores negros, porque o programa de colaboração com a burguesia e luta através das eleições não chega nem perto da grave situação social desse setor. Por isso, a luta por um partido revolucionários dos trabalhadores, com maioria de negros e mulheres, deve se basear num programa de transição, do qual podemos exemplificar algumas palavras de ordem:

- Controle dos serviços de educação e saúde pelos trabalhadores!
- Redução da jornada de trabalho para 36 horas, sem redução de salários, para acabar com o desemprego!
- Fim do Vestibular (em vez de exigir apenas cotas)!
- Autodefesas contra a violência policial e o racismo!
-Libertação dos negros através da revolução socialista!
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sábado, 10 de outubro de 2009

Rio 2016: A repressão na periferia e a ausência da esquerda

Em julho de 2007, enquanto muitos comemoravam a abertura dos Jogos Pan-americanos, manifestações ocorriam em diversos locais do país (e aqui não nos referimos às vaias pequeno-burguesas ao Presidente Lula, que fizeram coro com a direita criticando a corrupção e etc). O motivo de tais manifestações? Enquanto os Governos Federal, Estadual e Municipal desembolsavam R$3,78 bilhões com construção de estádios, esquemas de segurança, carros oficiais e por aí vai, a população pobre das favelas do Rio de Janeiro, que não por acaso é de maioria negra, sofria ainda mais com a repressão policial. Para garantir a segurança dos visitantes e a “boa imagem” do país perante a mídia internacional, os Governos chegaram a criar uma “Guarda nacional” para patrulhar a cidade durante o evento. Isso sem falar dos outdoors espalhados pela Av. Brasil e demais vias onde passariam as delegações do Pan e que tinham o claro objetivo de “esconder” os morros da cidade.

Agora, com o anúncio de que o Rio irá sediar as olimpíadas de 2016, devemos nos preparar para mais uma onde de intensa repressão. Os gastos previstos são R$28,8 bilhões e não há porque duvidar que uma boa parte desse dinheiro será destinada para a segurança. Porém, o que para alguns é “segurança”, para muitos outros é repressão: são os famosos caveirões subindo os morros, são as “pacificações” feitas pela PM, que têm como resultado dezenas de mortes de inocentes, são as execuções diárias que não constam nas estatísticas, e por aí vai... Só para se ter uma idéia, o Governo do Estado já declarou uma meta de “pacificar” 42 favelas até 2010!

A falta de ação da esquerda

Tudo isso tem a ver com uma política implementada pelo Estado de criminalização da pobreza, ou seja, tratar a pobreza como “caso de polícia”. A maior expressão dessa política tem sido a “Operação Choque de Ordem”, de Eduardo Paes. Tal operação é responsável, entre outras coisas, pela eliminação de ocupações de sem-teto, remoção de mendigos, etc. Para piorar, os poucos que se propõe a implementar alternativas à essa política são as ONGs com seus programas artísticos e culturais, que buscam oferecer à juventude das favelas uma alternativa através de companhias de teatro, danças, oficinas de artesanato e etc. Agora cabe uma pergunta: onde entram as organizações de esquerda nessa história? É simples, elas não entram. A institucionalização da esquerda, com sua adaptação à democracia burguesa e suas estruturas parlamentares (isso para não falar daquelas, como o PSTU, que praticamente não vivem fora dos sindicatos) impede a maioria das organizações de ter uma política coesa para a periferia.

Uma resposta revolucionária

Como defensores de um programa revolucionário, nós do Coletivo Lenin não podemos ignorar a existência da população negra e pobre dos morros, favelas e ocupações. Pelo contrário, devemos elaborar uma política que compreenda não só a defesa física e militar dessa população, como também o avanço de sua consciência de classe. O primeiro passo para tal deve ser a criação de assembléias comunitárias, que atuem como fóruns de discussão e ação dentro da comunidade, para organizar politicamente os moradores e também implementar autodefesas armadas para combater as milícias, o tráfico e a repressão do Estado.

Porém, sem um combate eficaz contra o sistema capitalista, as possíveis vitórias serão temporárias: assim que os trabalhadores diminuírem suas mobilizações, o Estado voltará a atacar com tudo. Apenas organizando os setores mais explorados da classe trabalhadora, como os negros e as mulheres é que poderemos resistir ao avanço da barbárie (as crises econômicas sucessivas, a matança da juventude, etc.) e avançar rumo a uma revolução socialista. E essa organização da classe trabalhadora passa pela construção de um Partido Revolucionário de trabalhadores, que ao invés de lutar por cargos em sindicatos ou nas câmaras parlamentares, lute pelo socialismo. O socialismo, porém, só pode ser vitorioso se existir em nível internacional, do contrário será constantemente atacado pelas potências capitalistas, como em Cuba ou na ex-URSS. Para concretizar a revolução mundial faz-se necessária a refundação da IV Internacional, o Partido Mundial da Revolução.

- Pela construção de assembléias comunitárias nos morros, favelas e ocupações;
- Nenhuma confiança na polícia repressora do Estado; pelo direito à autodefesa da população negra e pobre;
- Pela construção do PRT e pela refundação da IV Internacional como instrumentos para enfrentar o avanço da barbárie e lutar pelo governo direto dos trabalhadores!
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

DECLARAÇÃO DO COLETIVO LÊNIN SOBRE HONDURAS

O golpe militar ocorrido em Honduras gerouuma jornada ininterrupta de lutas por parte dos trabalhadores daquele país.

Manuel Zelaya, o “Mel”, tentava convocar um referendo que poderia aprovar a convocação de uma assembléia para reformar a constituição de Honduras.

A ultra direita não aceitou a possibilidade de reforma em sua constituição, que é uma das mais retrógradas da América Latina, e orquestrou o golpe levado a cabo em 28 de junho de 2009. Porém, essa não é a única questão envolvida. A aproximação de Zelaya com os governos de Chaves e Morales causava um grande mau estar entre a ultra direita hondurenha. Isso explica a posição pouco incisiva dos Estados Unidos no repúdio ao golpe militar, pois este favorece seus interesses no continente além de servir de exemplo para que outros governos não se alinhem ao chamado “eixo do mal”. Acredita- se, inclusive, que os Estados Unidos tenham ajudado, de forma clandestina, a organizar e a realizar o golpe.

A resistência hondurenha

Porém, o que os golpistas não esperavam era a grande disposição de luta demonstrada por parte das massas de Honduras. Desde o dia do golpe, os trabalhadores têm derrotado o toque de recolher e feito diversas manifestações radicalizadas. A reação dos militares foi violenta e já produziu suas primeiras vítimas fatais. Por causa disso, defendemos o direito de os trabalhadores de Honduras organizarem autodefesas armadas para resistir à repressão.

Nenhuma confiança em Zelaya

Manuel Zelaya é um megaburguês da indústria madeireira que jamais apoiou a organização autônoma dos trabalhadores. E agora, no momento em que as massas estão nas ruas, “Mel” pede para que todos tenham “calma” e voltem para suas casas. Ao mesmo tempo, aposta em uma saída para a crise através de um acordo negociado com os golpistas e os Estados Unidos. É a mesma posição de outros governos que sofreram golpes, como Jango, no Brasil, e Allende, no Chile. Esses governos, assim como Zelaya, tentaram desmontar a mobilização das massas para que a luta não evoluísse para uma revolução. A conseqüência foi o mergulho desses países em anos de ditaduras sanguinárias.

O golpe em Honduras, porém, reforçou a confiança das massas em Zelaya e, a principal palavra de ordem defendida por elas é sua volta ao poder. O caminho para a revolução hondurenha passa por fazer as massas superarem essas ilusões. Por isso, uma corrente revolucionária não pode se limitar a defender as mesmas coisas que Zelaya: sua volta ao poder e a convocação de uma constituinte. Defender essas bandeiras significa reforçar as ilusões que já existem em Zelaya além de construir novas ilusões no regime burguês. Infelizmente, não é isso o que pensam outras correntes. O PSTU, por exemplo, defende como saída para a crise hondurenha a mesma coisa que Zelaya: assembléia constituinte. A diferença é que o PSTU defende que essa constituinte e a volta de “Mel” ao poder não sejam construídas pela via da negociação. Isso é um grande contra senso pois a volta de Zelaya e a convocação de uma constituinte, como o PSTU defende, por não possuírem contradições com a estrutura de exploração, podem ser arranjadas através do diálogo. Assim, o PSTU apresenta uma saída para a crise que difere da de Zelaya apenas na forma, mas não no conteúdo. Além disso, o PSTU comete mais um grave erro político. Defende que países, como Estados Unidos, realizem um bloqueio econômico a Honduras até a volta de Zelaya ao poder. Defender isso é o mesmo que lutar para que os trabalhadores hondurenhos morram de fome. Os bloqueios econômicos não atingem as burguesias dos países afetados da mesma forma como atingem os trabalhadores. O Iraque passou anos sob bloqueio econômico e o resultado foi a desnutrição de sua classe trabalhadora enquanto os barões do petróleo continuavam com seus luxos intocados. Nós, ao contrário, dizemos que bloqueio econômico não é método de luta da classe trabalhadora e denunciamos a tentativa de acordo entre Mel e os golpistas porque queremos construir uma saída muito diferente do que defendem esses dois setores. Defendemos que as mobilizações para derrotar o golpe se transformem em uma luta dos trabalhadores de Honduras pela construção de assembléias populares que serão os embriões de um Governo Direto dos Trabalhadores Hondurenhos. Agitar essa bandeira significa disputar o ascenso que ocorre em Honduras para um consciência revolucionária e abre caminho para a construção de um Partido Revolucionário de trabalhadores hondurenhos.

Rede Globo apóia o golpe

A Rede Globo, seguindo sua tradição de subserviência a regimes autoritários pró imperialistas, insiste em dizer que em Honduras não ocorreu um golpe, mas sim uma transição pelas vias legais. A hipocrisia dessa emissora chegou ao cúmulo de levá-la a afirmar que quem tinha pretensões ditatoriais era o Zelaya, por querer aprovar a reeleição. Entretanto, quando FCH aprovou a reeleição no Brasil através da compra de votos no

Congresso e, assim, conseguiu ficar oito anos no poder, a Rede Globo defendeu essa medida da mesma forma como defendeu a ditadura militar no Brasil. Ditadura esta que criou e fez crescer essa emissora.

O cerco à embaixada e o governo Lula

A volta de Zelaya a Honduras e seu refúgio na embaixada brasileira colocou o governo Lula no epicentro da crise política. Lula tem se recusado a reconhecer o governo golpista e exige a volta de “Mel” à presidência do país. Isso é uma grande contradição com o que o próprio Lula tem feito no Haiti, para onde enviou tropas militares que defenderam o golpe que derrubou o presidente Bertrand Aristid. As tropas brasileiras permanecem no Haiti e, até hoje, tentam esmagar a resistência naquele país. Se Lula realmente é contra golpes militares, deve promover a retirada imediata das tropas brasileiras no Haiti. Além, disso, não se vê do governo Lula nenhuma declaração apoiando as mobilizações dos trabalhadores hondurenhos. Isso porque, assim como Zelaya, Lula defende para a crise uma saída que mantenha as estruturas de exploração existentes antes da derrubada de Zelaya. Por isso, não apóia as mobilizações das massas hondurenhas, pois estas podem evoluir para uma situação revolucionária.

Nós, ao contrário, dizemos que a saída para a crise política de Honduras deve ser a construção de um Partido Revolucionário de trabalhadores hondurenhos e de um governo direto dos trabalhadores, exercido através das assembléias populares, que avance para o socialismo e se espalhe para o resto do mundo através da reconstrução da IV Internacional.

• Pelo direito das massas Hondurenhas de organizarem sua autodefesa contra os militares!

• Pela formação de assembléias populares para lutar contra o golpe!

• Não depositamos nenhuma confiaça em Zelaya, mas exigimos sua liberdade!;

• Pela construção de um Partido Revolucionário de trabalhadores hondurenhos e a formação de um Governo Direto dos Trabalhadores!
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